POLÍCIA
Polícia Civil prende golpista que causou prejuízo estimado em R$ 700 mil em suposta venda de gado e propriedade
POLÍCIA
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu nesta quinta-feira (15.12), em Lucas do Rio Verde, um estelionatário investigado por aplicar diversos golpes na aquisição de gado bovino, veículos e propriedade rural. A Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes representou ainda pela busca e apreensão, cumpridas na residência e empresa do criminoso.
A Justiça determinou ainda o sequestro e indisponibilidade de bens, no valor de R$ 697 mil, das contas do suspeito e também de sua empresa, e um veículo avaliado em mais de R$ 100 mil foi apreendido.
O cumprimento dos mandados contou com apoio da Delegacia de Lucas do Rio Verde.
Conforme a investigação da unidade especializada, uma vítima relatou que, em abril deste ano, foi procurada por um corretor de vendas interessado em vender um lote de gado bovino, com 229 cabeças, no valor de R$ 805 mil, que seriam, supostamente, do golpista preso. Ficou combinado que a vítima iria até a fazenda para escolher o gado e após o pagamento da entrada, os animais seriam entregues. Ficou acordado que a vítima daria uma entrada de R$ 126.500,00 para o corretor e mais R$ 273 mil ao susposto dono do gado. Acertados os valores, a vítima fez as transferências via Pix na conta do corretor e outras duas contas de uma empresa em nome do golpista preso.
Contudo, a vítima não recebeu o gado negociado e o falso dono dos animais sempre arrumava uma desculpa e prorrogava a data de entrega. A vítima, então, procurou o corretor de vendas exigindo uma solução. Apesar das tentativas em receber os animais adquiridos ou o estorno dos valores pagos, a vítima acabou arcando com um prejuízo de mais de R$ 376 mil. A vítima relatou à Delegacia de Estelionatos que procurou mais informações sobre o homem que se apresentou como dono do gado e descobriu que ele responde a mais de 10 processos em todo o estado por associação criminosa e apropriação indébita.

Golpes com gado e propriedades
Já o corretor de vendas, em depoimento ao delegado Pablo Carneiro, declarou que foi procurado pelo suspeito para comprar uma camionete que o corretor estava vendendo e negociou 35 cabeças de gado pelo veículo. A negociação envolveu ainda um lote de terra no distrito de Santiago do Norte, em Paranatinga, que pertencia ao corretor.
O golpista ainda mostrou fotos do gado e de uma fazenda dizendo que seriam dele. O corretor combinou de entregar a camionete negociada e foi até a fazenda mencionada para ver o gado, onde foram recebidos por uma pessoa que se passou como gerente da propriedade, e depois escolheu 55 cabeças no negócio. O golpista ligou para o corretor no final de março deste ano e disse que já queria acertar o negício da camionete e insistiu que queria fazer o contrato de transferência. O corretor então liberou a camionete e logo em seguida, o golpista a trasferiu para o nome de sua empresa. Sem receber o gado negociado, depois de dscobrir que tudo não passava de um golpe, o corretor amargou um prejuízo de R$ 201 mil, contabilizando a camionete, o lote e mais R$ 31 mil em dinheiro que repassou ao criminoso.
O verdadeiro proprietário da fazenda, localizada em Chapada dos Guimarães, e que o golpista dizia ser sua, foi ouvido na Delegacia de Estelionatos e declarou que foi procurado pelo suspeito em março deste ano, com a proposta para compra de gado. O golpista alegava que ia comprar à vista e dizia ainda que tinha costume em negociar com fazendas de Alta Floresta e Lucas do Rio Verde, e forneceu dados de sua empresa para redigir os contratos.
O dono da fazenda disse ainda que além da compra do gado, o suspeito demonstrou interesse em adquirir também a propriedade e negociaram a fazenda no valor de R$ 16,5 milhões e em 1,5 milhão o gado, talizando 18 milhões. Depois de fechar o negócio, a vítima recebeu do golpista dois cheques, levados por um ‘motorista’, um no valor de R$ 12 milões e outro de R$ 1,5 milhão, que estavam em nome de um susposto sócio do suspeito. O golpista disse ainda que o restante do valor do negício seria passado na semana seguinte, já no mês de maio. Logo depois, a vítima recebeu uma ligação da propriedade informando que tinha um caminhão no local para buscar o gado, contudo, ele não permitiu a retirada porque não havia a Guia de Transporte Animal e também porque aguardava a compensação dos cheques.
Ao tentar descontar os cheques, o dono da fazenda descobriu que ambos eram falsos, que a uma agência informada era da cidade de Governador Valadares (MG) e o proprietário da conta seria de Lucas do Rio Verde, contudo o cheque nem passava pela máquina registradora do banco, porque era um documento falsificado. A vítima afirmou que teve um prejuízo de 120 mil reais da elaboração do contrato da propriedade e do gado, além de adquirir uma outra área, com a promessa de venda da fazenda.
Outros boletins
durante a investigação, a Delegacia de Estelionatos constatou o registro de diversos boletins de ocorrência contra o mesmo suspeito, entre os anos de 2016 e 2021, relatando diversos golpes na compra e venda de propriedades, posto de combustível, gado bovino e veículos.
“O criminoso se ‘especializou em estelionato’. Além de ser altamente persuasivo, convincente e talentoso para a prática de todas as formas de golpes, fazendo várias vítimas, e causando inúmeros prejuízos, por diversas vezes ele se valeu de sua empresa para a consecução dos delitos perpetrados. E esses golpes rendem uma quantia considerável de dinheiro ao criminoso e transtornos incalculáveis para suas vítimas, sejam eles financeiro ou emocional”, pontuou o delegado Pablo Carneiro.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.
São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.
Saques e empréstimos
De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.
Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.
Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.
Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.
Suspensão de função pública
Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.
Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.
Casa de Acolhimento
A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.
O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.
As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.
Nome da operação
A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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