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Polícia Civil prende militar envolvido em extorsão e sequestro de morador de Mirassol d’Oeste

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Uma investigação da Polícia Civil para esclarecer o desaparecimento e os crimes de extorsão mediante sequestro de um cidadão boliviano, morador de Mirassol d’Oeste, levou à prisão de um dos envolvidos nos crimes. Em cumprimento a mandado de buscas na residência do investigado, nesta quarta-feira (16.08), em Cáceres, a Polícia Civil localizou pertences da vítima, entorpecentes, armas de fogo, entre outros objetos roubados.

As diligências para chegar ao paradeiro da vítima, Simon Johan Alonzo Mollo, de 31 anos, foram realizadas em conjunto pelas Delegacias de Mirassol d’Oeste, 1ª Delegacia de Cáceres, Delegacia Regional de Cáceres e com a colaboração do 6º Batalhão da PM de Cáceres.

Roubo e sequestro

No último domingo, 13 de agosto, a vítima estava retornando com seus filhos, da cidade de San Matias, na Bolívia, onde foi passar o fim de semana do Dia dos Pais. Quando passava pela BR-070, por volta das 20 horas, conduzindo sua camionete Hillux branca, Simon foi abordado por três homens armados e encapuzados, nas proximidades da rotatória que dá acesso à cidade de Cáceres.

Os três se identificaram como policiais, renderam as vítimas e embarcaram todos na camionete, obrigando Simon a continuar a viagem até sua casa, em Mirassol d’Oeste. Ao chegar na residência da vítima, o trio roubou perfumes, aparelho de videogame, relógio, joias, entre outros bens. Em seguida, colocaram os pertences na camionete da vítima, deixaram as crianças sozinhas na casa e levaram Simon como refém. A camionete Hillux foi encontrada no município de Curvelândia, na estrada que liga a cidade ao distrito do Caramujo.

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No dia seguinte, 14 de agosto, utilizando o aparelho celular da vítima, os suspeitos passaram a fazer contato com familiares exigindo pagamento em dinheiro, em troca da liberdade de Simon, e que a polícia não fosse comunicada. Os familiares de Simon realizaram cinco transferências bancárias, com valores 10, 20, 25 e 35 mil reais, para contas diferentes.

Diligências

A partir do registro do desaparecimento da vítima, as Delegacias de Mirassol d’Oeste e de Cáceres iniciaram as investigações para esclarecer o desaparecimento da vítima.

A Polícia Civil apurou diversas informações que levaram à identificação de um dos suspeitos envolvidos na extorsão e sequestro da vítima. Após representação à 2ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, equipes das Delegacia do município e de Mirassol d’Oeste cumpriram mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (16), em desfavor de um policial militar, de 30 anos.

Na residência e no veículo do policial foram apreendidos centenas de objetos, entre eles, joias, dinheiro em espécie, frascos de perfumes importados, aparelhos celulares, videogame Xbox, relógios, notebooks, distintivo policial, folhas de cheques preenchidas, porções de entorpecentes, balança de precisão, garrafas de uísques importados, dispositivo de choque e cartões bancários em nomes de diversas pessoas.

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Também foram apreendidas munições de calibres 556, 9mm, 22, 38, 36 e .40, além de duas espingardas sem numeração aparente, um revólver de calibre 38, coldres, rádios comunicadores e carregadores.

Diante do material localizado, o policial foi detido em flagrante e encaminhado à Delegacia de Cáceres, onde foi autuado pelos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido e extorsão mediante sequestro.

As investigações prosseguem para identificar os demais envolvidos nos crimes.

O corpo, reconhecido informalmente por familiares como sendo o de Simon , foi localizado na mesma área onde a camionete da vítima foi abandonada. O cadáver, já em estado de decomposição, foi localizado nesta quinta-feira (17) e encaminhado à perícia da Politec para identificação e realização de necropsia.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo investigado por esquema de influência em decisões judiciais

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.6), a Operação Falsa Vantagem para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigações que apuram a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento em um suposto esquema de influência em decisões judiciais mediante pagamento de valores.

Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

A operação integra os trabalhos de investigação que apuram a atuação de um grupo suspeito de prometer influência em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas. As investigações apuram os crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A operação tem como objetivo apurar como os fatos ocorriam, se a prática criminosa era habitual, identificar desde quando o grupo atuava e localizar outras possíveis vítimas.

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Promessa de influência

De acordo com as investigações, o grupo teria prometido a familiares de um condenado a anulação da pena imposta pela Justiça, afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões, cobrando o pagamento de R$ 150 mil em espécie pela garantia do benefício.

Segundo o apurado, a solicitação do pagamento em espécie teria sido utilizada para dificultar o rastreamento financeiro dos valores. Porém, a medida resultou apenas na redução da pena do condenado, e não em sua anulação, conforme havia sido prometido.

Insatisfeito com o resultado, o beneficiário passou a exigir a devolução dos valores pagos, circunstância que também é objeto da investigação.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, os mandados buscam apreender aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de outros eventuais envolvidos.

Nome da operação

O nome “Falsa Vantagem” faz referência à promessa de obtenção de influência sobre decisões judiciais em troca de pagamento, criando nas vítimas a falsa expectativa de que haveria garantia de resultados favoráveis perante o Poder Judiciário.

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As investigações prosseguem para apurar a extensão do esquema criminoso, identificar outras possíveis vítimas e individualizar a participação de cada investigado.

Operação Pharus

A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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