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Polícia Civil sedia curso de busca e localização de desaparecidos com participação de policiais de sete estados

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A Polícia Civil, por meio do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), começou, nesta segunda-feira (02.6), o curso de Investigação Policial Aplicada a Busca e Localização de Pessoas Desaparecidas.

Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Coordenadoria da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, a formação terá carga horária de 40 horas e promoverá a qualificação de 40 policiais civis de várias unidades federativas.

O curso visa aprimorar as habilidades na condução de investigações de desaparecimentos de pessoas, abordando desde a legislação e técnicas de investigação até a comunicação em situações adversas, além de capacitar os profissionais da polícia judiciária com conhecimentos técnicos, metodológicos e procedimentais.

“Quem trabalha com a questão de desaparecidos sente a angústia, a tristeza que envolve ter um ente desaparecido e o quanto é difícil também trabalhar com essa angústia, trabalhar com essa expectativa das famílias e da sociedade, que querem uma resposta. Então nós, como Polícia Civil, Polícia de investigação, como responsável pela resposta, precisamos nos aprimorar”, declarou a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Silveira Maildel.

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Segundo a coordenadora do Núcleo de Pessoa Desaparecidas da DHPP, que também está responsável pelo curso, Jannaína Paula Brito de Souza Silva, a capacitação busca mudar o pensamento de quem trabalha com desaparecimento para entender esse tema com a importância necessária.

“O curso mostra o grau de importância da investigação preliminar de pessoas desaparecidas, independente da situação que ela se encontra. Porque um caso de desaparecimento pode ser um homicídio, um feminicídio, um sequestro, pode ser algo que venha a trazer outro caso criminal subsequente a ele”, desse Jannaína.

A capacitação “Investigação Policial Aplicada a Busca e Localização de Pessoas Desaparecidas” teve início no meio de 2024 e, até o momento, 178 profissionais já a finalizaram. A edição em Mato Grosso é a segunda regionalizada e, além de policiais civis e da Politec do Estado, conta com policiais do Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Amapá e Piauí.

“Por meio desse curso a gente consegue abranger diferentes temáticas que os profissionais enfrentam no desaparecimento de pessoas, desde os desafios da comunicação, no atendimento aos familiares desde o primeiro momento, na delegacia, como registrar a ocorrência, etc, até em buscas mais aprofundadas, em relação a meios abertos e fechados de informação, por exemplo, a interlocução com identificação humana. Por fim, a importância dos registros de localização é tratada no curso”, informou a coordenadora da política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas da Senasp, Iara Buoro Sennes.

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Mato Grosso já vem utilizando as políticas públicas de pessoas desaparecidas da Senasp e apresentando respostas positivas, entre elas está a coleta de digitais.

“Estamos conseguindo identificar pessoas que estavam desaparecidas para nós, mas já estavam mortas desde 2012, que morreram nos hospitais, por atropelamento, por causas naturais, sem identificação e DNA. Já tivemos vários casos de pessoas que estavam desaparecidas no registro, mas estavam em óbito já. Assim como foi encontrada ossada, que não tinha como identificar, mas, através do material genético doado por familiares por meio da campanha das políticas públicas, realizamos o DNA e conseguimos a identificação”, disse Jannaína Paula Brito de Souza Silva.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende enfermeira por exercício ilegal da medicina e comercialização de medicamentos irregulares

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (24.4), uma enfermeira de 38 anos, proprietária de uma clínica de estética localizada no bairro Jardim Europa, em Cuiabá, suspeita de exercício ilegal da medicina, além da prática de crimes contra a saúde pública mediante a comercialização e utilização de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve início após denúncia registrada junto à Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontava irregularidades graves nos procedimentos realizados na clínica.

Durante fiscalização conjunta, foram constatadas diversas infrações sanitárias, incluindo a realização de procedimentos estéticos invasivos, como aplicação de Plasma Rico em Plaquetas (PRP), ozonioterapia e soroterapia, que são privativos de profissionais médicos. Todos os procedimentos eram executados pela investigada, que é enfermeira de formação.

Além disso, foram encontrados medicamentos vencidos, produtos de origem estrangeira sem registro no Brasil e substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como toxina botulínica de fabricação sul-coreana e outros fármacos utilizados de forma irregular. Os produtos eram armazenados em condições inadequadas, sem controle sanitário e parte deles teria sido importada ilegalmente.

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“As fiscalizações também evidenciaram que a clínica funcionava sem alvará sanitário, sem controle adequado de resíduos e sem condições mínimas de biossegurança, expondo pacientes a riscos de contaminação por doenças graves”, afirmou o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira.

Segundo o delegado, a manipulação de sangue em ambiente impróprio, especialmente nos procedimentos de PRP, aumentava significativamente o risco de contaminação cruzada, infecções severas, necroses e até morte.

Mesmo após a interdição do estabelecimento pela Vigilância Sanitária, a investigada teria continuado suas atividades de forma clandestina, retirando equipamentos do local interditado durante a noite e passando a atender pacientes em outros endereços, inclusive em clínicas não regularizadas, além de tentar abrir uma nova unidade com outro nome, também localizada no Jardim Europa, sem autorização dos órgãos competentes.

As investigações também apontaram que a suspeita se apresentava nas redes sociais como “Dra.”, divulgando procedimentos invasivos em regiões como rosto, glúteos e seios, atraindo pacientes mediante pagamento antecipado via Pix, sem qualquer comprovação de habilitação médica para tais práticas.

Além da prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário, a pedido do delegado titular da Decon, foram determinadas diversas medidas cautelares, incluindo o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a interdição imediata da clínica de estética, a suspensão do registro da empresa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), a suspensão das redes sociais da investigada e de seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT).

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A investigada também já possuía passagem pela polícia por tráfico de drogas e estava usando tornozeleira eletrônica no momento da prisão nesta sexta-feira (24.4).

Segundo o delegado Rogério Ferreira, as investigações continuam e outros profissionais da área de estética que estiverem praticando exercício ilegal da medicina, bem como utilizando ou comercializando medicamentos irregulares, especialmente produtos voltados para emagrecimento, poderão ser alvo de novas operações policiais, inclusive com representação por prisão preventiva.

Denúncias

Denúncias sobre exercício ilegal da medicina ou comercialização de medicamentos irregulares podem ser feitas pela população por meio do telefone 197, pela Delegacia Digital ou pessoalmente em qualquer delegacia de polícia.

Também é possível procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor – Decon, localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Policia Civil MT – MT

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