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ALMT debate deficiência da rede elétrica em Barra do Bugres e cobra investimentos imediatos da Energisa

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Representantes de diversos segmentos participaram da audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta segunda-feira (2), no plenário da Câmara Municipal Palácio Carmen Casasus, de Barra do Bugres, para discutir a insuficiência da rede elétrica no município e região. O encontro foi proposto pelo deputado Chico Guarnieri (PRD).

O principal encaminhamento, segundo o parlamentar, é intensificar a cobrança para que parte dos investimentos previstos para este ano seja efetivamente aplicada na região, com ampliação da rede trifásica, modernização de subestações e realocação de trechos instalados em áreas de difícil acesso. Guarnieri afirmou que novas reuniões serão realizadas e, se necessário, o tema será levado ao Ministério de Minas e Energia.

De acordo com o deputado, atualmente a rede trifásica está presente em apenas um terço do estado, o que gera dificuldades para atividades que utilizam equipamentos de alta potência, sistemas de irrigação, beneficiamento e armazenagem. Ele destacou que Mato Grosso é autossuficiente em energia e exporta aproximadamente 40% do que produz, mas enfrenta gargalos para atender produtores rurais, indústrias e novos empreendimentos.

Guarnieri reconheceu que a concessionária tem realizado investimentos, mas cobrou maior efetividade. Segundo ele, existem problemas estruturais, como redes antigas com mais de mil metros passando por áreas alagadas, o que dificulta a manutenção e prolonga as interrupções no fornecimento.

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”As demandas existem, foram apresentadas pelos produtores e pelos municípios, e nós vamos continuar cobrando para que esses encaminhamentos saiam do papel. Se for necessário, levaremos essa pauta ao Ministério de Minas e Energia, porque Mato Grosso precisa resolver de vez a sua questão energética”, afirmou o parlamentar.

Produtor rural, Antonio Lopes, o Toninho Vaca Gorda, criticou a precariedade do serviço e relatou prejuízos no campo. “Não é só desconforto, é perda financeira mesmo, é vacina, é produto que estraga, é equipamento que queima. A gente precisa de mais respeito com o consumidor e de investimento de verdade, porque Mato Grosso cresce, produz e merece uma energia à altura da sua força”.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Barra do Bugres, Martinho da Silva Mendes, também destacou os impactos no comércio local. “Hoje nós temos uma demanda muito grande sobre a falta de energia e também sobre as quedas constantes aqui na nossa cidade. A Associação Comercial já interveio em algumas situações, porque estava caindo muito a energia no comércio”.

Segundo ele, empresas recém-instaladas enfrentam limitações de carga elétrica e parte do comércio ainda opera com energia bifásica, o que restringe a expansão.

Diretor da Barralcool, Dante Petroni apontou como principal gargalo as redes monofásicas instaladas em áreas de difícil acesso. “Temos uma necessidade muito grande de mudar essa rede de lugar, tirar do meio do mato, trazer para as margens das estradas e transformá-la em trifásica, para garantir mais eficiência e desenvolvimento para toda a região”, defendeu.

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Energisa – Representando a concessionária Energisa, o assessor governamental e institucional, Luiz Carlos Moreira Júnior, afirmou que a empresa mantém compromisso com o Estado e realizou o maior investimento per capita do país no setor.

Segundo ele, em 12 anos de concessão o tempo médio de interrupção no fornecimento caiu de 30 para 15 horas. A empresa informou que investiu quase R$ 1,7 bilhão no ano passado e que a projeção para este ano é de aproximadamente R$ 2,1 bilhões .

A concessionária afirmou ainda que enviará equipes técnicas para avaliar pontos críticos da região e que fará estudo sobre a possível realocação de redes antigas, seguindo as regras regulatórias.

Ao final da audiência, Guarnieri reforçou que os encaminhamentos precisam sair do papel. Ele garantiu que continuará acompanhando de perto as demandas apresentadas por municípios como Porto Estrela, Barra do Bugres, Tangará da Serra, Nova Olímpia, Denise, Lambari D’Oeste, Rio Branco e Diamantino, e que a Assembleia seguirá cobrando soluções estruturantes para assegurar energia de qualidade e acompanhar o crescimento econômico de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar o modus operandi dos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

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“Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

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Operação Espelho – Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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