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ALMT discute estratégias para ampliar acesso de vítimas de violência ao mercado de trabalho

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participou de reunião para discutir estratégias para ampliar o uso da plataforma do programa Emprego MT para o acesso de mulheres vítimas de violência ao mercado de trabalho. O encontro desta quinta-feira (9) foi realizado na Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e reuniu representantes da pasta, do legislativo estadual e do Tribunal de Contas (TCE/MT).

A subprocuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, avalia que a plataforma permite a efetivação de políticas públicas já previstas e que buscam garantir a essas mulheres uma vaga de emprego. É o caso da Nova Lei de Licitações, no cenário nacional, e da Resolução nº 10.633/2025 no âmbito da Casa de Leis. Trecho da lei federal diz que editais podem exigir percentual mínimo de mão de obra composto por mulheres vítimas de violência doméstica, enquanto a norma da Assembleia prevê que empresas terceirizadas contratadas pelo legislativo façam a destinação de no mínimo 8% das vagas para esse público.

Brustolin também ressalta que a ALMT deve atuar na disseminação do uso da plataforma, inclusive por meio da rede de enfrentamento à violência. “A nossa ideia é capacitar toda a rede para acolher e orientar essas mulheres no processo de cadastro. Muitas vezes, elas não têm e-mail, acesso ao gov.br ou até mesmo um currículo pronto”, ilustra. Ela adianta que redes sociais servirão para divulgar a ferramenta e que será feito um trabalho para incentivar os poderes e empresas a aderirem à plataforma e cumprirem a reserva de vagas prevista na legislação.

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Conforme apresentação do poder executivo, a plataforma lançada em março já está em operação com a função que permite sigilo às mulheres vítimas de violência à procura de um trabalho. As interessadas podem inserir currículo ou vídeo de apresentação, além de fazer indicação de habilidades e áreas de interesse. O sistema utiliza inteligência artificial para cruzar os dados das candidatas com as vagas disponíveis, indicando o nível de compatibilidade entre perfil e oportunidade. Os dados completos são protegidos e só são liberados na etapa final de contratação, garantindo segurança durante todo o processo.

“Nós já havíamos solicitado a funcionalidade para o cadastro das vítimas na plataforma, permitindo que poder público e empresas busquem candidatas sem expor dados”, explica Francielle Brustolin. “Havia um gargalo. Era preciso cumprir a legislação, mas não sabíamos como acessar esse público com segurança. Agora, com a ferramenta em funcionamento, conseguimos fazer isso de forma objetiva, ampliando as oportunidades, inclusive com vagas de outros estados”, afirma. Ela também destaca o uso da tecnologia. “A inteligência artificial cruza os dados e indica a compatibilidade com as vagas. E, se a mulher não tiver currículo, pode gravar um vídeo que o sistema preenche”, completa.

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Conforme destaca a subprocuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, o acesso ao trabalho é um passo fundamental para que mulheres em situação de violência conquistem autonomia financeira e possam reconstruir suas vidas com segurança. A independência econômica amplia as possibilidades de rompimento com o ciclo de violência e fortalece a capacidade de decisão dessas mulheres sobre o próprio futuro.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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