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ALMT realiza sessão especial para entrega de 26 títulos e moções
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do deputado Valdir Barranco (PT), entregou em sessão especial, na segunda-feira (11), títulos de cidadão mato-grossense e moções a 26 personalidades que contribuíram com o desenvolvimento e crescimento de Mato Grosso.
“Estamos homenageando pessoas de mais de 15 estados brasileiros, personalidades que vieram para Mato Grosso há muitos anos e que tanto contribuíram com o estado. Hoje, estão sendo reconhecidos pela Assembleia Legislativa com títulos de cidadão mato-grossense e moções”, disse o parlamentar.
“Algumas áreas foram contempladas com títulos e moções como cooperativas, representantes de assentamentos, políticos e professores. Nós temos acompanhado cooperativismo no Estado, estamos fazendo algumas reuniões com o governo Federal, remotamente, estamos numa construção de um projeto com o ministro Paulo Teixeira e com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aluísio Mercadante, para impulsionarmos e incentivarmos o cooperativismo no Estado. Por isso, o meu reconhecimento de todos os parlamentares”, finalizou o deputado.
Presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar de Sinop (Coopeafs), Luís Carlos Cortes, recebeu título de cidadão mato-grossense e ressaltou o trabalho do deputado Valdir Barranco com a agricultura familiar.
“Quando cheguei em Mato Grosso, enfrentei várias dificuldades, principalmente com a implantação da cooperativa. O cooperativismo não é forte aqui, em comparação a outros estados como o Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Cada dia é um obstáculo, mas a gente com fé e tranquilidade, sempre trabalhando correto, as coisas acontecem”, contou Luís.
Natural de Belo Horizonte, o vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Nova Brasilândia, Flávio dos Santos Magalhães, chegou no interior de Mato Grosso em 1986. O parlamentar recebeu o título de cidadão mato-grossense e falou da alegria de ser reconhecido.
“Eu iniciei em Nova Brasilândia como comerciante, depois conversando com a comunidade, com a população, a gente viu a necessidade de lançar o nome para exercer um cargo eletivo na Câmara Municipal. Para nós, que viemos de fora, criamos laços familiares. Eu acho que é muito importante dar esse título para as pessoas que vieram de outros estados e contribuíram com o progresso de Mato Grosso”, enalteceu Flavio.
A bióloga e professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Solange Ikeda, chegou em Mato Grosso na década de 70. Já foi pró-reitora de extensão e cultura da universidade.
“Eu vim criança para Mato Grosso, em 1974, em Rondonópolis. Depois, minha vida acadêmica, foi na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e após, na UNEMAT, segui minha carreira de professora, trabalhei como gestora, pró-reitora de extensão e cultura, e atualmente eu desenvolvo pesquisas no Pantanal. Eu tenho trabalhado com a restauração ecológica do Pantanal, principalmente nos últimos tempos que nós temos sofrido com seca e incêndios. Então, ser cidadã de mato-grossense para mim é uma honra. Eu tenho três filhos cacerenses, esposo que nasceu no estado e é muito bom sentir parte do Estado”, comemorou a professora.
Título Cidadão Mato-grossense
Ademar Viana dos Santos
Adilson José Francisco
Almiro Chumann
Alexandre Regio da Silva
Antônio Luiz da Silva
Bruno Jonk Neto –
César Augusto Faria
Edemilson Souza
Fernando Luiz Limberger
Fernando Haddad
Flávio dos Santos Magalhães
Jackson Ferreira da Silva
Jairo de Souza
Luís Carlos Cortes –
Marcelo Beduschi
Maria Dalva de Oliveira Fernandes
Neuzo Antônio de Oliveira
Ramon Martins Fernandes
Sebastião Soares da Silva
Solange Kimie Ikeda Castrillon
Vandelice Deodato da Silva Veron
Moção de Aplausos
Agnaldo Rodrigues da Silva
Antônio Eduardo da Costa e Silva
Eudes da Anunciação
Jonatas Valverde Arrotéia
Lázaro Papazian Chau – Museu da Imagem e do Som de Cuiabá
Fonte: ALMT – MT
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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará
A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.
A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.
Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.
Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.
“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.
De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.
Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.
O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.
Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.
A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.
“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.
Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.
“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.
O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.
“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.
A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.
Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.
A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.
Fonte: ALMT – MT



