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ALMT sedia exposição de selos, moedas comemorativas e artigos filatélicos
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O saguão principal da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) está sediando a exposição de medalhas, selos, moedas comemorativas e artigos filatélicos. O evento celebra ainda os 200 anos da primeira Constituição Federal, promulgada em 1824.
O encontro é promovido pelo Clube Filatélico, Numismático e Afins de Cuiabá, em parceria com a Sociedade Numismática Brasileira, e pode ser conferido entre os dias 8 e 11 de julho, das 8h às 17h. A visitação é gratuita e aberta ao público em geral.
O curador da exposição e representante da Sociedade Numismática Brasileira, Bruno Pellizzari, disse que Cuiabá tem um papel fundamental com esse acervo, já que as relíquias foram cunhadas e remarcadas na Capital mato-grossense há mais de 200 anos.
“Entre os anos de 1823 a 1833 foram cunhadas moedas de cobre de 20, 40 e 80 réis em Cuiabá, por isso essa cidade é importante para todos nós, principalmente para os numismáticos, que são os pesquisadores e colecionadores de moedas, cédulas e medalhas. Um resgate da história, da cultura e do colecionismo”, explicou Bruno.
Na exposição é possível apreciar raridades trazidas de São Paulo, como a medalha representativa da primeira Constituição Brasileira de 1824 e de duas medalhas comemorativas do bicentenário da 1ª Carta Magna.
“Essas medalhas têm menos de dez exemplares. Poucas delas sobreviveram aos 200 anos de existência. Nessa exposição a população tem a chance de ver essas relíquias”, acrescentou o representante da Sociedade Numismática Brasileira, Bruno Pellizzari.
De acordo com o representante da Associação Brasileira de Comerciantes Filatélicos, Roberto Assef, o Brasil é um dos pioneiros a emitir selos no mundo, ficando atrás somente da Inglaterra.
“Temos aqui na exposição mais de 5 mil selos, que vão desde o Império até os dias de hoje, com edições comemorativas, como o milésimo gol do Pelé. O Brasil é o segundo país no a emitir selos. A primeira edição ocorreu em 1843, quando Dom Pedro teve a visão futurista e, graças a ele, hoje temos um acervo de relíquias impagáveis e a frente do continente europeu em coleções de moedas, cédulas e medalhas”, contou Roberto Assef.
Associação Brasileira de Comerciantes Filatélicos (ABCF) – Foi fundada em 8 de junho de 1960 na cidade do Rio de Janeiro. Tem como uma de suas principais metas, o trabalho em conjunto com as principais áreas da Filatelia Brasileira, melhorando suas relações.
Sociedade Numismática Brasileira – Instituição quase centenária, foi fundada no dia 19 de janeiro de 1924, em São Paulo, com a presença de poucos colecionadores. Hoje, conta com outras associações similares e um grupo bem maior de colecionadores no Brasil e no exterior; é uma entidade civil, sem fins lucrativos, mantida por seu corpo de associados. Tendo como finalidade exclusiva a promoção e desenvolvimento da numismática.
Fonte: ALMT – MT
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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.
Fonte: ALMT – MT
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