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Alunos da Fasipe CPA visitam o parlamento mato-grossense

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Alunos da Faculdade Fasipe CPA, campus de Cuiabá, visitaram a Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (22), como parte do Programa Por Dentro do Parlamento. Os estudantes estavam acompanhados do diretor da instituição, professor Gabriel Anízio Caldas; do coordenador do curso de Direito, professor Olmir Bampi Junior, e da professora de Direito Constitucional, Izabel Barbosa.

O presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, recebeu os alunos, explicou como funciona a administração pública, como são divididas as prerrogativas legislativas entre os poderes e lembrou que as instâncias de decisões sobre leis são o Congresso Nacional (no Brasil), as assembleias legislativas (nos estados) e as câmaras de vereadores (nos municípios). Também explicou sobre a peças orçamentárias, Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA).

“É bom estar aqui para saber mais de perto quem são as pessoas que legislam em Mato Grosso. Foi uma visita de suma importante para eles (os alunos) entenderem a funcionalidade do legislativo do Estado de Mato Grosso e as leis que aqui são debatidas, assim como conhecer a Casa Legislativa”, avaliou a professora Izabel Barbosa.

Já coordenador do curso de Direito, Olmir Bampi Junior, disse que “a visita é muito importante, porque representa o contato deles com o direito constitucional, materializando aquilo que eles estudam no curso ou quando tiram dúvidas com o deputado Botelho”, ponderou.

Ele se referia ao fato de o presidente Eduardo Botelho (União) ter respondido perguntas dos alunos. Entre essas, duas perguntas feitas pelo aluno Gabriel Ferreira sobre a situação vivenciada pela população de Chapada dos Guimarães em face das questões de estrada, especialmente na localidade do Portão do Inferno, e sobre a rota alternativa. Botelho lembrou que a Casa Legislativa foi a primeira instituição a discutir essa questão e fazer encaminhamentos. Sobre a rota alternativa, o presidente citou que a Casa aprovou a viabilidade de construção da rota, que foi vetada pelo governo, mas teve o veto derrubado e que, atualmente a obra está em fase inicial. “Discutimos um projeto com pouco impacto e que vai resolver a situação”, assegurou.

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O professor Gabriel Anízio perguntou sobre a saúde pública em Mato Grosso e no Brasil e ouviu do parlamentar que considera duas leis brasileiras as melhores do mundo: a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e o Sistema único de Saúde (SUS). “Temos uma CLT das mais avançadas entre os países, que dá garantias ao trabalhador, não sei onde tenha outra tão perfeita. E o SUS, traduzido na Constituição de 1988 pela universalização da saúde, estendendo esse direito a todos, o que não existe em países de primeiro mundo. Temos um sistema universalizado, mas saúde custa caro, precisa ter condições”, disse, lembrando que o sistema SUS é tripartite, ou seja, com custos e serviços divididos entres os governos federal, estaduais e municipais, explicou ele, citando que há necessidade de mudanças nas leis de saúde no país. Por último, ele citou o Fundo Estadual da Saúde, instituído em MT e que vem salvando hospitais.

Por Dentro do Parlamento – O programa tem por objetivo apresentar a sede do Poder Legislativo do Estado e as atribuições dos deputados, bem como aproximar cidadãos e seus representantes políticos, por meio de visitas guiadas.

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O serviço foi implantado em 1º de novembro de 1997, e oficialmente instituído por meio da Resolução nº 4.867, de 12 de abril de 2007.

Para participar do projeto, os interessados podem entrar em contato com a Superintendência de Planejamento Estratégico, através dos telefones 3313-6282/ 3313-6288 ou pelo e-mail: [email protected] e solicitar por meio de um ofício, devidamente assinado pelo responsável da instituição, a participação no Projeto Visita ao Parlamento Mato-grossense.

A ALMT disponibiliza um ônibus para transporte dos visitantes em um raio de até 100 km da capital, além de um lanche que é oferecido no intervalo.

“Como nós estamos iniciando uma nova legislatura, essa visita significa o recomeço de um trabalho que já existe há 26 anos, com estrutura e propostas novas. Durante as visitas mostramos toda a infraestrutura da Assembleia e o trabalho do deputado no dia a dia”, disse a coordenadora do programa, Raquel Juliano Jassniker.

A programação inclui a visita ao Plenário durante uma sessão, a um gabinete, ao Teatro Zulmira Canavarros e ao Instituto Memória, além de outras dependências do prédio, palestra sobre o funcionamento do Parlamento, das secretarias, sobre o papel dos deputados e da sociedade.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Projeto de lei quer combater violência digital contra mulheres em Mato Grosso

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, na última semana, durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Projeto de Lei nº 451/2026, que institui a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência Digital contra a Mulher. A proposta tem como objetivo estruturar, no âmbito da administração pública estadual, ações de prevenção, orientação, acolhimento e encaminhamento de mulheres vítimas de crimes praticados em ambientes digitais.

A iniciativa surge em um contexto de crescimento acelerado da violência online no Brasil. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os registros de crimes digitais com vítimas mulheres aumentaram significativamente nos últimos anos, com destaque para casos de exposição de conteúdo íntimo sem consentimento e perseguição virtual. Já levantamento da SaferNet Brasil aponta que mais de 70% das denúncias relacionadas à divulgação não autorizada de imagens íntimas têm mulheres como principais vítimas.

De acordo com o texto do projeto, considera-se violência digital contra a mulher toda conduta praticada por meio de tecnologias da informação que atente contra sua dignidade, integridade psicológica, moral, sexual, patrimonial ou sua liberdade. Entre os exemplos listados estão o cyberstalking, a divulgação de conteúdos íntimos, assédio, chantagem, uso de inteligência artificial para criação de imagens falsas (deepfakes) e invasão de contas.

Barranco defende que o avanço tecnológico trouxe novos desafios que exigem respostas firmes do poder público. “Estamos diante de uma nova fronteira da violência de gênero, que ultrapassa o espaço físico e invade a intimidade das mulheres por meio das telas. Não podemos tratar esses crimes como algo menor ou invisível. A violência digital destrói reputações, causa danos psicológicos profundos e, muitas vezes, silencia vítimas pelo medo e pela vergonha. O Estado precisa agir com a mesma firmeza que atua em outras formas de violência”, afirmou o parlamentar.

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O projeto estabelece como diretrizes a proteção da dignidade das mulheres, a prevenção por meio da educação digital e a atuação articulada com a rede de enfrentamento à violência. Também prevê acolhimento humanizado, orientação sobre preservação de provas digitais e acesso à assistência jurídica gratuita por meio da Defensoria Pública.

“Este projeto não é apenas sobre punir agressores, mas sobre garantir que nenhuma mulher esteja sozinha quando for vítima de violência no ambiente digital. Queremos construir uma rede preparada, com profissionais capacitados, capaz de orientar, acolher e dar respostas rápidas. É sobre transformar medo em proteção e silêncio em denúncia”, reforçou Barranco.

Entre os objetivos da proposta estão ampliar a conscientização sobre riscos digitais, fortalecer centros de referência e capacitar agentes públicos para atendimento especializado com foco em segurança digital. O texto também prevê a continuidade do suporte terapêutico e psicossocial às vítimas. A proposta autoriza ainda o poder público a promover campanhas educativas, elaborar manuais de proteção de dados e divulgar canais de denúncia, como o Disque 180. O atendimento deverá priorizar a rapidez na preservação de provas e o encaminhamento adequado para serviços de saúde e assistência social.

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Para o deputado, a integração entre órgãos públicos será essencial para a efetividade da política. “Não estamos criando uma lei simbólica. Estamos organizando o Estado para dar respostas concretas. A integração entre Executivo, Defensoria Pública e demais instituições é fundamental para garantir que o suporte jurídico e psicológico chegue de forma rápida e eficiente. A tecnologia não pode ser instrumento de violência, ela precisa ser aliada da proteção e da justiça”, destacou.

A proposta ressalta que as ações serão custeadas por dotações orçamentárias próprias e não interfere na legislação penal, respeitando as competências do Estado ao tratar de diretrizes administrativas, educativas e de assistência. Caso aprovado, o projeto deverá fortalecer a rede de proteção às mulheres em Mato Grosso, adaptando as políticas públicas à realidade digital e ampliando o alcance do enfrentamento à violência de gênero no estado.

O Projeto de lei foi apresentado no dia 15 de abril e cumpre pauta por cinco sessões ordinárias.

Fonte: ALMT – MT

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