POLITÍCA MT
Audiência pública discute metas físicas da Sinfra do primeiro semestre de 2022
POLITÍCA MT
Foto: Helder Faria
A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou audiência pública na tarde desta quarta-feira (23) para apresentação das metas físicas da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) referentes ao primeiro semestre de 2022.
Os dados foram apresentados pelos secretários-adjuntos de Obras Rodoviárias, Nilton de Britto; de Cidades, Rafaela Damiani; de Obras Especiais, Isaac Nascimento Filho e pela superintendente Franciele Dorth, que representou a Secretaria Adjunta de Logística e Concessões.
Apesar do período de chuvas, que dificultou a execução de obras no primeiro semestre, Nilton de Britto afirmou que o desempenho da Pasta foi positivo. “Nós realizamos muitas obras no estado inteiro. Hoje apresentamos uma prestação de contas do primeiro semestre, mas posso adiantar que as metas previstas para o ano foram cumpridas e algumas até superadas”, ressaltou.
No rol de obras da Secretaria Adjunta de Obras Especiais, o gestor destacou a substituição de pontes de madeira por pontes de concreto na Transpantaneira, bem como a pavimentação de 247,7 quilômetros de rodovias – que representa 36,4% da meta prevista para o ano – e de 2.878.292,22 metros quadrados de vias urbanas nos municípios do estado (61% da meta prevista).
Entre os serviços sob responsabilidade da Secretaria Adjunta de Obras Especiais, Isaac Nascimento Filho ressaltou a execução de 98% das obras estratégicas de mobilidade urbana e de infraestrutura na baixada cuiabana, incluindo a finalização de obras da Copa de 2014.
Na lista, consta a construção da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, cuja execução foi de 82% da meta prevista para o ano, estando a conclusão prevista para dezembro. O cronograma de execução das obras de construção do Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), segundo o secretário, está adiantado em relação ao programado.
Em relação à implantação do sistema modal de transporte público coletivo urbano em Cuiabá e Várzea Grande (BRT), Isaac explicou que os projetos executivos estão em fase de elaboração e, por isso, as obras não puderam ser iniciadas no primeiro semestre do ano, como estava previsto. O certame foi concluído em março e teve como vencedor o Consórcio Construtor BRT Cuiabá, com proposta no valor de R$ 468 milhões.
O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), parabenizou o Governo do Estado pelos trabalhos realizados na área de infraestrutura e ressaltou a importância do acompanhamento feito pela Assembleia Legislativa, bem como o compromisso do Parlamento com o desenvolvimento do estado.
“Saímos agora de um processo eleitoral e no último ano eu visitei mais de 120 municípios e usei as estradas como meio de transporte. Na maioria delas, eu consegui ver as obras que estavam sendo feitas e, com certeza, esse foi um dos grandes motivos que fizeram com que o governador fosse reeleito. Então, eu quero parabenizar aqui a Sinfra pelo trabalho executado, todos os seus colaboradores, o secretário Marcelo Oliveira e o governador pela atuação e pela forma como foram executadas as obras. É claro que sempre dá para melhorar, mas o resultado apresentado até agora foi muito bom”, declarou.
Fonte: ALMT
POLITÍCA MT
Sinfra prevê concluir obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande até dezembro de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, e a equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informaram, nesta segunda-feira (13), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que as obras do BRT no trecho entre a Avenida do CPA, em Cuiabá, e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, devem ser concluídas até o fim de dezembro de 2026.
Durante a apresentação, os representantes detalharam as alterações no projeto das 77 estações, o cronograma de execução das obras, a futura implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, a aquisição de ônibus elétricos e as medidas adotadas pelo Governo do Estado após a rescisão do contrato com a primeira empresa responsável pela execução do empreendimento.
Antes de deixar a audiência pública, Marcelo Oliveira afirmou que a venda dos trens e o leilão dos materiais remanescentes do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) devem gerar mais de R$ 1 bilhão em recursos para os cofres públicos. O secretário também rebateu críticas à execução das obras do novo sistema de transporte e destacou que a equipe precisou enfrentar desafios decorrentes do crescimento populacional e do aumento da frota de veículos entre 2012 e 2024.
Segundo Oliveira, a primeira empresa contratada para executar o projeto não conseguiu cumprir as obrigações previstas em contrato, o que levou o Governo do Estado a rescindir o acordo, aplicar penalidades e reformular o modelo de execução das obras. Ele acrescentou que, durante a execução dos trabalhos em Várzea Grande, a gestão municipal da época também impôs dificuldades que, segundo ele, comprometeram o andamento do empreendimento.
Sobre a implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Isac Nascimento, informou que a licitação ainda não foi lançada e, por isso, não há recursos empenhados para a execução da obra. Segundo ele, os trabalhos nesse trecho devem começar apenas no próximo ano. Nascimento também confirmou que o processo de aquisição dos ônibus elétricos segue em tramitação interna na Sinfra.
O trecho do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande terá 15 quilômetros de extensão, enquanto o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa contará com aproximadamente sete quilômetros. Isac Nascimento afirmou ainda que o projeto das 77 estações passou por uma reformulação para oferecer mais qualidade, segurança e durabilidade aos usuários. No trecho entre Cuiabá e Várzea Grande, serão utilizados 25 ônibus elétricos para atender a população.
Questionado sobre o processo licitatório para a continuidade das obras, Nascimento explicou que o Estado identificou a necessidade de aprimorar o projeto original, substituindo itens inicialmente previstos, como o sistema convencional de ar-condicionado, que será trocado por equipamentos industriais. O novo projeto também prevê a instalação de vidros antivandalismo e outras melhorias estruturais nas estações.
O secretário-adjunto informou que o cronograma inicial do Lote 1 das obras do BRT, correspondente ao primeiro corredor estrutural de transporte coletivo entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA, em Cuiabá, previa a conclusão dos serviços em seis meses, com a abertura simultânea de sete frentes de trabalho no trecho entre o Viaduto da Sefaz e a Ponte Júlio Müller.
No entanto, segundo ele, a estratégia precisou ser revista após a abertura da primeira frente de obras, quando os impactos no trânsito provocaram reclamações da população e repercussão na imprensa. De acordo com Nascimento, caso todas as frentes fossem abertas ao mesmo tempo, conforme o planejamento inicial, haveria risco de colapso na mobilidade urbana de Cuiabá, o que exigiu a revisão do cronograma de execução.
“A execução da obra passou a ser conduzida de forma gradual, em alinhamento permanente com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), responsável pela gestão do trânsito na capital. As intervenções são planejadas em conjunto para definir quais trechos podem ser interditados, considerando também outras obras em andamento na cidade, como as executadas pela concessionária de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, explicou o secretário-adjunto da Sinfra.
Fonte: ALMT – MT


