POLITÍCA MT
Barranco propõe testes auditivos em alunos da rede pública
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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou no mês de julho a Indicação nº 4162/2025 ao governador Mauro Mendes (União Brasil), solicitando que o estado de Mato Grosso, por meio das secretarias de Saúde (SES) e de Educação (Seduc), viabilize a realização de exames e avaliações auditivas em todos os alunos da rede pública estadual da educação infantil e do ensino fundamental.
A proposta tem como objetivo garantir o diagnóstico precoce de alterações auditivas em crianças e adolescentes, especialmente as que vivem em situação de vulnerabilidade social e dependem exclusivamente do serviço público para ter acesso à saúde e educação de qualidade.
“Uma criança que não ouve bem tem seu desenvolvimento comprometido desde cedo. Sem diagnóstico, ela será injustamente vista como distraída, preguiçosa ou desinteressada. Isso é cruel. Precisamos garantir que toda criança tenha o direito de aprender plenamente, e isso começa pela escuta”, afirmou Barranco.
Estudos indicam que cerca de 15% das crianças em idade escolar podem apresentar algum tipo de perda auditiva, muitas vezes não identificada precocemente. O impacto disso é direto na alfabetização, no desempenho escolar, na autoestima e no convívio social. Segundo dados do Ministério da Saúde, 80% dos problemas auditivos podem ser tratados com sucesso se forem diagnosticados nos primeiros anos de vida.
“A escola é o lugar ideal para esse tipo de triagem. É onde as crianças estão, é onde os problemas aparecem, e deve ser onde as soluções também comecem. Não é só uma questão de saúde, é uma questão de justiça educacional”, declarou o deputado.
A indicação de Barranco reforça a importância da atuação integrada entre saúde e educação, alinhando-se às diretrizes do Programa Saúde na Escola (PSE) e do Sistema Único de Saúde (SUS). A avaliação auditiva, se realizada já no início do ano letivo, permite à equipe pedagógica ajustar estratégias de ensino e contribui para que os responsáveis possam buscar o tratamento necessário o quanto antes.
Além de ser uma medida de baixo custo, as avaliações auditivas periódicas têm alto impacto social, pois garantem equidade no acesso à saúde, inclusão escolar e oportunidades reais de aprendizagem para crianças que, muitas vezes, são invisibilizadas pelo sistema.
“Essa é uma ação preventiva, inclusiva e transformadora. Educação sem escuta é exclusão. O Estado tem o dever de ouvir suas crianças, literalmente e simbolicamente. E eu vou seguir cobrando isso”, concluiu Barranco.
Fonte: ALMT – MT
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Cattani critica proposta de restringir biomassa nativa e diz que medida pode prejudicar setor florestal
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou, durante a sessão desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a possibilidade de o governo do estado restringir o uso de biomassa de origem nativa para abastecimento de indústrias. Segundo o parlamentar, a medida pode prejudicar o setor florestal e gerar impactos negativos para produtores rurais, madeireiras e áreas de manejo sustentável.
Ao comentar o incentivo ao uso de biomassa proveniente exclusivamente de florestas plantadas em novos empreendimentos industriais, Cattani afirmou ser favorável ao reflorestamento, mas contrário a qualquer iniciativa que enfraqueça atividades já consolidadas no estado. “Eu acredito que nós possamos e devemos sim, ter as florestas plantadas. O reflorestamento tem que ser incentivado pelo Estado. Mas nós não podemos, de forma nenhuma, acabar com um setor para promover o outro”, afirmou.
O deputado também destacou a importância do manejo florestal sustentável e afirmou que a atividade contribui para a conservação ambiental. “Se você entra numa área de manejo, percebe que nunca o meio ambiente é agredido quando se trata do manejo florestal. Pelo contrário, o meio ambiente é promovido pelo manejo florestal”, declarou.
Cattani demonstrou preocupação com os impactos que uma eventual restrição poderia causar ao setor e aos produtores rurais que realizam a abertura legal de áreas previstas na legislação.
“Uma pessoa comprou uma área de mata hoje e tem direito, pela nossa legislação, de abrir 20% em área de floresta. Esse cidadão pode não fazer isso agora, porque está pagando a terra e vai fazer daqui dez anos. Será que daqui dez anos ele será impedido de abrir esses 20%? E quando abrir, vai jogar fora toda a biomassa que colocou no chão?”, questionou.
Durante o discurso, o parlamentar também citou o aproveitamento dos resíduos gerados pelas serrarias e alertou para o que considera um possível retrocesso ambiental. “Será que o resíduo das serrarias vai ter que voltar a ser queimado para gerar carbono? Será que nós vamos fazer um retrocesso desse tamanho na questão florestal do nosso estado?”, indagou.
O debate ocorre em meio às discussões sobre o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual para regulamentar o uso da biomassa e garantir o abastecimento da indústria.
Gilberto Cattani afirmou que acompanhará o tema e avisou que a Assembleia Legislativa poderá reagir caso alguma medida chegue ao Parlamento prejudicando o setor. “Eu não acredito que o governador vai levar isso adiante, mas quero deixar bem claro, se um decreto do Governo do Estado chegar a esta Casa, com certeza, no mesmo instante, teremos um decreto legislativo para sustá-lo, porque não podemos deixar perecer um setor tão importante, que é o setor agroflorestal do nosso estado”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
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