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Blocos parlamentares são publicados no Diário Oficial
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou Ato nº 04/2025 que define a formação dos blocos parlamentares que irão compor as articulações políticas lideradas pelos deputados, após a instalação da nova legislatura.
A constituição dos blocos parlamentares é requisito para indicação dos membros das comissões permanentes existentes na ALMT e também para composição do Colégio de Líderes.
Bloco Parlamentar é uma aliança de representações parlamentares de dois ou mais partidos políticos que passam a atuar na Casa Legislativa como uma só bancada, sob liderança comum.
De acordo com o Regimento Interno da Assembleia Legislativa, cada bloco parlamentar deve ser composto por, no mínimo, um sexto da composição da Assembleia Legislativa, ou seja, quatro deputados.
O bloco “Assembleia Forte” será liderado pelo deputado Dilmar Dal Bosco (União) e conta com a participação dos deputados Eduardo Botelho (União), Paulo Araújo (PP) e Sebastião Rezende (União).
Para coordenar o bloco “Movimento Democrático Brasileiro” a deputada Janaina Riva (MDB) acompanhada dos deputados Dr. João (MDB), Juca do Guaraná (MDB) e Thiago Silva (MDB).
Liderando o bloco “Experiência e Trabalho” o deputado Lúdio Cabral (PT). Mais 3 deputados integram o bloco, Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD) e Júlio Campos (União).
O comando do bloco “Direita Democrática” terá como líder o deputado Elizeu Nascimento (PL) e com ele os deputados Faissal Calil (Cidadania), Chico Guarnieri (PRD) e Gilberto Cattani (PL).
Comandando o bloco “Parlamentar Unidos” está o deputado Dr. Eugênio (PSB) que conta com a participação dos deputados Max Russi (PSB), Fábio Tardin (PSB) e Valmir Moretto (Republicanos).
E finalizando a composição dos blocos parlamentares está o “Avante Mato Grosso”, que tem como dirigente o deputado Beto Dois a Um (PSB). Integram também o bloco, os deputados Ondanir Bortolini (PSB), Diego Guimarães (Republicanos) e Carlos Avallone (PSDB).
Colégio de Líderes – O Colégio de Líderes é integrado por todos os líderes de bancada e de bloco parlamentar com representação na Assembleia Legislativa e presidido pelo presidente da Casa.
Fonte: ALMT – MT
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Lei estadual reforça responsabilidade de mães e pais na criação dos filhos
Uma nova legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sancionada em junho deste ano reforça um tema que começa dentro de casa, mas envolve toda a sociedade: a responsabilidade compartilhada de mães e pais na criação dos filhos. A Lei nº 13.455, de 16 de junho de 2026, institui a Campanha Parentalidade Responsável, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da participação de mães e pais na formação das crianças e divulgar direitos já previstos na legislação.
Entre os princípios que deverão nortear as ações da campanha estão a proteção integral e o melhor interesse da criança; a igualdade de direitos e deveres de mães e pais em relação à educação, à criação e ao sustento dos filhos; a função social das empresas; e o incentivo à maternidade e à paternidade responsáveis.
Para a psicóloga Michelle de Oliveira, especialista em desenvolvimento infantil, falar sobre parentalidade responsável não significa cobrar dos pais um comportamento perfeito. O mais importante é compreender o papel da presença, do afeto, da segurança e dos limites na formação da criança.
“A parentalidade responsável é o que vai contribuir para o desenvolvimento saudável de uma criança, porque é dentro dessa relação familiar que ela começa a construir a sua visão de mundo, de si mesma e das pessoas que a cercam”, explicou.
Michelle ressalta que uma criança que cresce em um ambiente no qual se sente protegida, amada e orientada tende a desenvolver recursos importantes para a vida, como autoestima, autonomia, capacidade para lidar com frustrações e mais segurança em suas próprias relações.
Esse cuidado também passa pelo estabelecimento de limites. Para a psicóloga, educar significa ensinar e, por isso, afeto e orientação precisam caminhar juntos. “A criança precisa do amor, mas também precisa de limite e de referências. O ‘não’, dito de forma respeitosa e com cuidado, é uma das coisas que as crianças precisam ouvir e entender”, afirmou.
Licenças e responsabilidades – A campanha instituída pela lei também prevê a divulgação de informações relacionadas ao Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei Federal nº 11.770/2008.
De acordo com a norma estadual, deverão ser divulgadas informações sobre os benefícios previstos para as empresas que concedem aos funcionários a prorrogação da licença-maternidade por mais 60 dias e da licença-paternidade por 15 dias, bem como sobre a possibilidade de redução da jornada de trabalho em 50% pelo período de 120 dias. Essa divulgação deverá ocorrer por meio de cartazes, redes sociais e sites oficiais dos órgãos públicos estaduais.
Na avaliação da psicóloga, ampliar o período disponível para que mães e pais se adaptem à chegada de um filho pode contribuir positivamente para a saúde emocional da família, embora a ampliação da licença, isoladamente, não seja garantia de melhora da saúde mental.
“O benefício está principalmente em permitir que esses pais tenham mais tempo para adaptação, criação de vínculo e organização da rotina, principalmente nesse período inicial”, esclareceu.
Segundo ela, o nascimento de uma criança provoca mudanças emocionais, físicas e profissionais, além de alterações na dinâmica do casal, e dispor de mais tempo pode reduzir a pressão de conciliar imediatamente os cuidados com o bebê e as demandas do trabalho.
Michelle destaca ainda que uma divisão mais equilibrada das responsabilidades pode diminuir a sobrecarga dentro de casa. Nesse contexto, a participação do pai desde o início da vida da criança tem papel importante e não deve ser entendida apenas como uma forma de “ajudar” a mãe.
“O pai não está ajudando, ele está exercendo a sua parentalidade”, assegurou. Para ela, cuidados cotidianos com o bebê também representam oportunidades para a construção de vínculo e permitem que o pai desenvolva mais segurança e proximidade com o filho.
A psicóloga observa que ainda persiste a ideia de que os cuidados nos primeiros meses são uma responsabilidade predominantemente materna. Mudar essa percepção, segundo ela, beneficia não apenas a mãe, pela redução da sobrecarga, mas também a criança e toda a dinâmica familiar.
“O pai também é cuidador, também educa, também acolhe e também constrói vínculo. Essa presença não pode ser pensada apenas quando a criança começa a falar, andar ou brincar. Ela precisa começar desde os primeiros meses de vida”, reforçou.
Fonte: ALMT – MT



