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Chapada dos Guimarães pode ser a primeira cidade contemplada com recursos para loteamento popular

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O município de Chapada dos Guimarães poderá se tornar o primeiro de Mato Grosso a ser contemplado com os recursos da emenda de R$ 100 milhões destinados ao loteamento popular, aprovada na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A articulação ocorreu nesta quinta-feira (28), durante reunião realizada na sede da Participações e Projetos S/A (MT Par), em Cuiabá, com a presença do deputado estadual Wilson Santos (PSD), do presidente da entidade, Wener Santos, e do secretário municipal de Planejamento de Chapada dos Guimarães, Aislan Galvão.

Na ocasião, foram apresentados os projetos do loteamento urbanizado “Santana I”, que prevê a implantação de 177 lotes em área pública pertencente à prefeitura. Cada terreno terá dimensão de 10 m por 27,5 m, oferecendo espaço ampliado para futuras construções e áreas verdes e com investimentos previstos de R$ 5,3 milhões, o que inclui toda a infraestrutura básica como pavimentação asfáltica, drenagem, galerias pluviais, rede de água, energia elétrica, iluminação pública e sinalização urbana.

O projeto já possui licença prévia, licença de instalação e aprovação atualizada de projeto junto à Energisa, após adequações exigidas por uma normativa modificada em novembro de 2025. Conforme o exposto, Wilson Santos avaliou que há poucos municípios do estado que possuem projetos habitacionais com esse nível de organização documental e técnica.

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Moradia popular – Além dos lotes urbanizados, o município também projeta uma futura etapa para a construção de 220 casas financiadas pela Caixa Econômica Federal que serão integradas ao programa Ser Família Habitação – com recursos do governo federal pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo que já estão sendo licitadas as empreiteiras responsáveis pela execução das obras. O empreendimento ficará próximo às rodovias MT-251 e MT-020, região considerada estratégica para expansão urbana de Chapada dos Guimarães.

Conforme Aislan, próximo a área já conta com a construção de uma escola em tempo integral com mais de 10 salas de aula, o que vai fortalecer o planejamento urbano e social da região que registra crescimento acelerado com novos empreendimentos imobiliários e condomínios residenciais.

Durante a reunião, ficou definido que Wilson Santos e o prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (União), deverão encaminhar ofícios ao Governo do Estado, por meio da Casa Civil, com cópia à MT Par, solicitando oficialmente a inclusão do município entre os contemplados pela emenda destinada aos loteamentos populares.

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Wilson Santos destacou que Chapada sai na frente por já possuir projetos estruturados e documentação praticamente concluída. “Viemos trazer o primeiro projeto de loteamento popular baseado naquela emenda de R$ 100 milhões aprovada na LOA. Chapada poderá ser o primeiro município contemplado com esse recurso”, declarou.

O secretário Aislan ressaltou a importância do apoio estadual para viabilizar o empreendimento habitacional. “Estamos muito satisfeitos e agradecidos pela recepção. Não existe local mais apropriado para discutir essa emenda do que a MT Par, que hoje é referência nacional em habitação popular. Chapada poderá inaugurar uma nova fase da habitação em Mato Grosso através dos loteamentos urbanizados”, posicionou.

Orçamento – A emenda parlamentar de R$ 100 milhões foi indicada por Wilson Santos durante a discussão da Lei Orçamentária Anual de 2026 e aprovada pelo Governo do Estado com foco na implantação de loteamentos populares urbanizados nos 142 municípios de Mato Grosso.

A proposta busca ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa renda, o que garante a infraestrutura básica completa e permite que os beneficiários possam posteriormente construir suas residências por meio de financiamento habitacional ou recursos próprios.

Fonte: ALMT – MT

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Sinfra prevê concluir obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande até dezembro de 2026

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, e a equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informaram, nesta segunda-feira (13), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que as obras do BRT no trecho entre a Avenida do CPA, em Cuiabá, e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, devem ser concluídas até o fim de dezembro de 2026.

Durante a apresentação, os representantes detalharam as alterações no projeto das 77 estações, o cronograma de execução das obras, a futura implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, a aquisição de ônibus elétricos e as medidas adotadas pelo Governo do Estado após a rescisão do contrato com a primeira empresa responsável pela execução do empreendimento.

Antes de deixar a audiência pública, Marcelo Oliveira afirmou que a venda dos trens e o leilão dos materiais remanescentes do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) devem gerar mais de R$ 1 bilhão em recursos para os cofres públicos. O secretário também rebateu críticas à execução das obras do novo sistema de transporte e destacou que a equipe precisou enfrentar desafios decorrentes do crescimento populacional e do aumento da frota de veículos entre 2012 e 2024.

Segundo Oliveira, a primeira empresa contratada para executar o projeto não conseguiu cumprir as obrigações previstas em contrato, o que levou o Governo do Estado a rescindir o acordo, aplicar penalidades e reformular o modelo de execução das obras. Ele acrescentou que, durante a execução dos trabalhos em Várzea Grande, a gestão municipal da época também impôs dificuldades que, segundo ele, comprometeram o andamento do empreendimento.

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Sobre a implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Isac Nascimento, informou que a licitação ainda não foi lançada e, por isso, não há recursos empenhados para a execução da obra. Segundo ele, os trabalhos nesse trecho devem começar apenas no próximo ano. Nascimento também confirmou que o processo de aquisição dos ônibus elétricos segue em tramitação interna na Sinfra.

O trecho do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande terá 15 quilômetros de extensão, enquanto o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa contará com aproximadamente sete quilômetros. Isac Nascimento afirmou ainda que o projeto das 77 estações passou por uma reformulação para oferecer mais qualidade, segurança e durabilidade aos usuários. No trecho entre Cuiabá e Várzea Grande, serão utilizados 25 ônibus elétricos para atender a população.

Questionado sobre o processo licitatório para a continuidade das obras, Nascimento explicou que o Estado identificou a necessidade de aprimorar o projeto original, substituindo itens inicialmente previstos, como o sistema convencional de ar-condicionado, que será trocado por equipamentos industriais. O novo projeto também prevê a instalação de vidros antivandalismo e outras melhorias estruturais nas estações.

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O secretário-adjunto informou que o cronograma inicial do Lote 1 das obras do BRT, correspondente ao primeiro corredor estrutural de transporte coletivo entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA, em Cuiabá, previa a conclusão dos serviços em seis meses, com a abertura simultânea de sete frentes de trabalho no trecho entre o Viaduto da Sefaz e a Ponte Júlio Müller.

No entanto, segundo ele, a estratégia precisou ser revista após a abertura da primeira frente de obras, quando os impactos no trânsito provocaram reclamações da população e repercussão na imprensa. De acordo com Nascimento, caso todas as frentes fossem abertas ao mesmo tempo, conforme o planejamento inicial, haveria risco de colapso na mobilidade urbana de Cuiabá, o que exigiu a revisão do cronograma de execução.

“A execução da obra passou a ser conduzida de forma gradual, em alinhamento permanente com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), responsável pela gestão do trânsito na capital. As intervenções são planejadas em conjunto para definir quais trechos podem ser interditados, considerando também outras obras em andamento na cidade, como as executadas pela concessionária de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, explicou o secretário-adjunto da Sinfra.

Fonte: ALMT – MT

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