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Chico Guarnieri apresenta balanço do mandato na ALMT

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PTB) apresentou um balanço das ações executadas nos 30 dias em que esteve no cargo, durante o período de licença do deputado Cláudio Ferreira (PTB). Entre outras realizações, o parlamentar conseguiu aprovar emenda de sua autoria ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO – 1399/2023). A emenda 55/2023 prevê despesas para a pavimentação asfáltica de trechos das rodovias MT 247, MT 246 e MT 160, que ligam os municípios mato-grossenses de região sudoeste.

“Com essa emenda, nós estamos dando uma chance de interligar a região sudoeste do estado do Mato Grosso. São 90 quilômetros que divide toda uma região entre vários municípios, como Lambari D’Oeste, Salto do Céu, Rio Branco, Curvelândia, Mirassol, Porto Estrela, Denise, Nova Olímpia, Arenápolis, Nortelândia, Diamantino e outros. Colocamos essa emenda, tinha parecer contrário da comissão num primeiro momento, mas nós debatemos em plenário e conseguimos derrubar o parecer e aprovar por unanimidade entre todos os deputados”, ressaltou Chico Guarnieri.

Foi aprovada ainda a emenda 62/2023, que inclui como diretriz da Agência de Fomento de Mato Grosso S/A – Desenvolve MT a instituição e operacionalização de linhas de créditos destinadas a estratégias e ações de fortalecimento ao crédito jovem empreendedor.

O parlamentar também apresentou 11 projetos de lei, sendo dois já aprovados em primeira votação. São eles: o PL 1746/2023, que cria o Programa “Não Há Melhor cura que a Prevenção”, no âmbito da rede de saúde pública do estado de Mato Grosso, visando fortalecer a rede de atenção primária à saúde; e o PL 1747/2023, que declara o evento “Marcha para Jesus” patrimônio cultural de natureza imaterial do estado de Mato Grosso.

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Outra proposta apresentada por ele (PL 1814/2023) prevê a criação do Programa de Educação Financeira, destinado a oferecer capacitação em educação financeira e empreendedorismo às mulheres de baixa renda vítimas de violência doméstica. Conforme o deputado, o objetivo do programa é a conquista da independência financeira por essas mulheres.

“A gente observa que muitas vezes as mulheres se submetem a viverem certos tipos de situações por uma questão financeira. Elas estão ali sendo maltratadas, humilhadas, às vezes espancadas e permanecem por necessidade econômica. Então, nós apresentamos esse projeto para que o Governo do Estado dê incentivo, dê uma educação financeira para as mulheres, para que elas se tornem independentes. Não podemos deixar que elas sejam reféns de homens violentos”, frisou.

Em sua passagem pela Casa de Leis, Chico Guarnieri propôs requerimentos cobrando informações acerca do andamento das obras de pavimentação da Rodovia MT 247, da ampliação dos cursos disponíveis no Campos da Unemat localização no município de Barra do Bugres, da estratégia de ampliação da estrutura do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) na região sudoeste e do combate ao crime organizado na região, entre outros assuntos.

O parlamentar requereu ainda a realização de audiência pública no dia 21 de setembro, às 19h, na Câmara Municipal de Barra do Bugres, para debater o Programa BID Pantanal, que conta com investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para melhorias em várias áreas de saneamento e sustentabilidade na região do Pantanal.

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“O município de Barra do Bugres está fora do BID neste momento, mas vamos fazer uma audiência ali porque Barra do Bugres encontra o rio Paraguai e o rio Bugres e o rio Paraguai é a espinha dorsal do Pantanal Mato-Grossense,
não tem como nós deixarmos de fora. Hoje não podemos fugir dessa realidade. Há esgoto caindo no rio Paraguai, a céu aberto, esgoto prejudicando não só os peixes, não só os animais, mas a população ribeirinha que ali vive, que consome aquela água e não podemos deixar um município como Barra do Bugres de fora”, salientou.

Ainda no período, Guarnieri indicou ao governador Mauro Mendes a necessidade de instalação de uma unidade do SENAC em Barra do Bugres, bem como da ampliação do efetivo da Polícia Militar Ambiental e de ajuste do efetivo da Polícia Militar no município.

“Foram vários assuntos que nós debatemos aqui. Eu quero agradecer ao deputado Cláudio Ferreira, que nos cedeu esse espaço, aos deputados, a toda a Assembleia Legislativa e ao presidente Botelho. Eu acredito que foi um momento oportuno, em que nós conseguimos discutir várias matérias de interesse do estado de Mato Grosso e da nossa região sudoeste. Há 16 anos nós não tínhamos um representante da região na Assembleia Legislativa, então trabalhamos bastante. Foram 30 dias muito produtivos. O sentimento é de dever cumprido”, avaliou. 

Fonte: ALMT – MT

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Lei estadual reforça responsabilidade de mães e pais na criação dos filhos

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Uma nova legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sancionada em junho deste ano reforça um tema que começa dentro de casa, mas envolve toda a sociedade: a responsabilidade compartilhada de mães e pais na criação dos filhos. A Lei nº 13.455, de 16 de junho de 2026, institui a Campanha Parentalidade Responsável, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da participação de mães e pais na formação das crianças e divulgar direitos já previstos na legislação.

Entre os princípios que deverão nortear as ações da campanha estão a proteção integral e o melhor interesse da criança; a igualdade de direitos e deveres de mães e pais em relação à educação, à criação e ao sustento dos filhos; a função social das empresas; e o incentivo à maternidade e à paternidade responsáveis.

Para a psicóloga Michelle de Oliveira, especialista em desenvolvimento infantil, falar sobre parentalidade responsável não significa cobrar dos pais um comportamento perfeito. O mais importante é compreender o papel da presença, do afeto, da segurança e dos limites na formação da criança.

“A parentalidade responsável é o que vai contribuir para o desenvolvimento saudável de uma criança, porque é dentro dessa relação familiar que ela começa a construir a sua visão de mundo, de si mesma e das pessoas que a cercam”, explicou.

Michelle ressalta que uma criança que cresce em um ambiente no qual se sente protegida, amada e orientada tende a desenvolver recursos importantes para a vida, como autoestima, autonomia, capacidade para lidar com frustrações e mais segurança em suas próprias relações.

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Esse cuidado também passa pelo estabelecimento de limites. Para a psicóloga, educar significa ensinar e, por isso, afeto e orientação precisam caminhar juntos. “A criança precisa do amor, mas também precisa de limite e de referências. O ‘não’, dito de forma respeitosa e com cuidado, é uma das coisas que as crianças precisam ouvir e entender”, afirmou.

Licenças e responsabilidades – A campanha instituída pela lei também prevê a divulgação de informações relacionadas ao Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei Federal nº 11.770/2008.

De acordo com a norma estadual, deverão ser divulgadas informações sobre os benefícios previstos para as empresas que concedem aos funcionários a prorrogação da licença-maternidade por mais 60 dias e da licença-paternidade por 15 dias, bem como sobre a possibilidade de redução da jornada de trabalho em 50% pelo período de 120 dias. Essa divulgação deverá ocorrer por meio de cartazes, redes sociais e sites oficiais dos órgãos públicos estaduais.

Na avaliação da psicóloga, ampliar o período disponível para que mães e pais se adaptem à chegada de um filho pode contribuir positivamente para a saúde emocional da família, embora a ampliação da licença, isoladamente, não seja garantia de melhora da saúde mental.

“O benefício está principalmente em permitir que esses pais tenham mais tempo para adaptação, criação de vínculo e organização da rotina, principalmente nesse período inicial”, esclareceu.

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Segundo ela, o nascimento de uma criança provoca mudanças emocionais, físicas e profissionais, além de alterações na dinâmica do casal, e dispor de mais tempo pode reduzir a pressão de conciliar imediatamente os cuidados com o bebê e as demandas do trabalho.

Michelle destaca ainda que uma divisão mais equilibrada das responsabilidades pode diminuir a sobrecarga dentro de casa. Nesse contexto, a participação do pai desde o início da vida da criança tem papel importante e não deve ser entendida apenas como uma forma de “ajudar” a mãe.

“O pai não está ajudando, ele está exercendo a sua parentalidade”, assegurou. Para ela, cuidados cotidianos com o bebê também representam oportunidades para a construção de vínculo e permitem que o pai desenvolva mais segurança e proximidade com o filho.

A psicóloga observa que ainda persiste a ideia de que os cuidados nos primeiros meses são uma responsabilidade predominantemente materna. Mudar essa percepção, segundo ela, beneficia não apenas a mãe, pela redução da sobrecarga, mas também a criança e toda a dinâmica familiar.

“O pai também é cuidador, também educa, também acolhe e também constrói vínculo. Essa presença não pode ser pensada apenas quando a criança começa a falar, andar ou brincar. Ela precisa começar desde os primeiros meses de vida”, reforçou.

Fonte: ALMT – MT

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