POLITÍCA MT
Comissão de Meio Ambiente analisa projetos durante reunião extraordinária
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A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa analisou nove projetos em reunião extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (18). Entre as matérias aprovadas, está o Projeto de Lei (PL) nº 1006/2025, enviado pelo poder executivo para alterar delimitação do perímetro da Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada dos Guimarães.
Conforme justificativa, o objetivo da proposta é “dar precisão por meio de georreferenciamento à delimitação do perímetro, confrontações e demais elementos geográficos que individualizam a АРА Chapada dos Guimarães, situada nos Municípios de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio do Leverger e Campo Verde”.
“A APA da Chapada está localizada entre o Parque Estadual e áreas adjacentes, que não fazem parte do parque. A área foi originalmente definida por coordenadas aproximadas, o que gerava incertezas, dificultando a identificação precisa para empreendimentos, como atividades agropecuárias, industriais e de mineração. A proposta do governo converter as coordenadas originais em dados georreferenciados, demarcando a APA com precisão. Com isso, a demarcação se torna clara, facilitando a fiscalização”, comentou o presidente da comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB).
Outra proposta que recebeu parecer favorável é o PL nº 560/2024. De autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), a matéria pretende autorizar o controle populacional e o manejo sustentável do javali europeu “Sus Scrofa”. “A proliferação de javalis é significativa, sem predadores naturais, resultando em grande número em diversas regiões. Produtores rurais e agricultores relatam dificuldades no controle, com impactos em plantações, como a destruição de lavouras de milho. Diante disso, há a necessidade de controle”, argumentou Avallone.
Ao todo, sete projetos foram aprovados pela comissão, um recebeu parecer pela prejudicialidade e um pela rejeição. Também entre os que receberam parecer favorável está o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 20/2025, com objetivo de estabelecer prazos para análise e validação das informações declaradas em emissões de licenças e processo do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Ainda durante o encontro, Carlos Avallone defendeu que seja feito um alinhamento das autoridades de Mato Grosso para apresentação do estado durante a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Conferência das Partes), encontro global anual onde se reúnem líderes mundiais. O parlamentar também falou sobre a discussão promovida pelo Ministério Público do Trabalho para proibição do uso de glifosato (agrotóxico) em Mato Grosso. Para o presidente do colegiado, a decisão deve ser tomada com cautela, uma vez que pode impactar a capacidade de produção de alimentos. Avallone disse que o tema é complexo e argumentos que é importante discutir formas para minimizar possíveis impactos do uso do defensivo, como modo de aplicação e uso de equipamentos de segurança.
Fonte: ALMT – MT
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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos
Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.
De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.
Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.
Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social
Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.
Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.
Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.
A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.
Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.
O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.
Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.
Fonte: ALMT – MT
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