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CPI da Telefonia aprova plano de trabalho que prevê oitivas com representantes das operadoras

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Foto: Ronaldo Mazza

Em sua primeira reunião de trabalho, realizada na manhã de hoje (16), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia aprovou o Regimento Interno e o Plano de Trabalho da comissão.  “Com as normativas definidas e o cronograma estabelecido, a comissão dá início aos trabalhos com a solicitação de documentos junto às operadoras e órgãos fiscalizadores”, afirma o presidente da CPI, deputado Diego Guimarães (Republicanos).

O encontro contou com a participação dos demais membros titulares, os deputados Dr. Eugênio (PSB), Faissal  (Cidadania) e Juca do Guaraná (MDB), que votaram pela aprovação das diretrizes que nortearão os trabalhos da comissão.

Guimarães explica que, como início dos trabalhos, a comissão vai enviar memorandos, ainda este mês, solicitando informações e que os dados serão estudados antes de dar início às oitivas. “Precisamos saber como funcionam os serviços prestados pelas empresas de telefonia móvel em Mato Grosso e da onde decorrem as dificuldades relatadas pela população que depende do serviço”, adiantou o presidente. “Já temos já vários relatos e conhecemos, de maneira geral, as dificuldades, inclusive temos revelado, mas precisamos aprofundar os dados e queremos informações mais precisas como o número de reclamações junto ao Procon e também onde estão as regiões com mais problemas”, complementou.

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Nesse primeiro mês, segundo ele, a CPI vai compilar esses dados, para então partir para outra fase de chamar as oitivas com representantes de empresas e órgãos. “Para que possamos fazer as oitivas com representantes de empresas, da Anatel ou de outras pessoas sendo especialista na área ou que possa colaborar com essa CPI, a comissão precisa conhecer melhor os problemas e como é prestado o serviço em todo estado”, justificou.

Outra indicação da comissão é sobre a disponibilização de uma equipe que percorra o estado para fazer o levantamento in loco sobre as demandas. “Já recebemos inúmeras reclamações de consumidores de regiões afastadas quanto à dificuldade na cobertura de sinal e na intenção de conhecer de perto esses casos”, defendeu.

Conforme o cronograma apresentado, as reuniões do grupo serão realizadas a cada trinta dias e a próxima está marcada para o dia 13 de abril, às 10h em uma das salas de reunião da ALMT (a definir).

CPI da Telefonia – instalada no dia 9 de março, ela tem a finalidade de apurar a responsabilidade por danos causados ao consumidor na prestação inadequada de serviços de telefonia móvel oferecidos pelas operadoras existentes em Mato Grosso. Com um prazo de 180 dias, a CPI pretende apresentar um relatório e propor soluções para melhorar a prestação dos serviços.

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Fonte: ALMT

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Chico Guarnieri propõe programa para diagnóstico tardio e inclusão de autistas no mercado de trabalho em MT

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Está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) o Projeto de lei, nº 194/2026, de autoria do deputado Chico Guarnieri (PSDB), que cria o Programa Estadual NeuroMT. A proposta é voltada à identificação tardia, ao suporte e à inclusão produtiva de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente adultos que não tiveram diagnóstico na infância.

A inicaitiva busca enfrentar uma realidade ainda pouco visível: a de pessoas que passaram anos sem diagnóstico e, por isso, enfrentaram dificuldades na vida social e profissional.

O tema ganhou destaque durante uma palestra sobre o TEA promovida pelo parlamentar, na última quarta-feira (28), em Campo Novo do Parecis, onde relatos reforçaram, na prática, os impactos dessa realidade.

A fotógrafa Ana Paula Grillo, mãe atípica e atualmente em processo de investigação diagnóstica, destacou que o diagnóstico, mesmo quando ocorre na vida adulta, pode trazer respostas importantes. “Sim, tem uma janela, por exemplo, quanto antes o diagnóstico, quanto antes as intervenções, quanto antes a alta das terapias também. E com certeza, hoje está vindo muitos diagnósticos na fase adulta”, afirmou.

Ela explica que esse processo tem um efeito direto na forma como a pessoa compreende a própria trajetória. “Para mim, falo por mim mesmo e com certeza é uma fala para todos os adultos que estão nisso, é importante porque começa a fazer sentido a vida inteira e inclusive o que eu vivo hoje”.

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Ana Paula também chama atenção para os impactos emocionais da falta de diagnóstico adequado ao longo da vida. “Então assim, é importante porque hoje eu tenho picos depressivos, eu tenho ansiedade, eu tenho síndrome do pânico e quantas outras pessoas estão vivendo isso e não sabem”.

Em outro momento, a coordenadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cuiabá (APAE) de Campo Novo do Parecis, Jully Gabrieli da Silva Turchen, que também recebeu o diagnóstico mais tarde, ressaltou como a identificação poderia ter evitado situações difíceis, principalmente no ambiente de trabalho.

Segundo ela, a falta de compreensão sobre suas necessidades gerava desconfortos, especialmente em relação ao contato físico — algo que, após o diagnóstico, passou a ser respeitado. “Hoje as pessoas entendem, respeitam mais. Antes, eu não sabia como explicar”, falou.

“O que estamos fazendo é olhar para uma parcela da população que, por muito tempo, ficou invisível. Pessoas com capacidade, com potencial, mas que não tiveram acesso ao diagnóstico e, muitas vezes, nem às oportunidades”, destacou o parlamentar.

Entre as medidas previstas está a criação de uma ferramenta digital de triagem, que auxiliará na identificação de sinais de autismo em adultos e no encaminhamento para atendimento especializado na rede pública de saúde.

O projeto também prevê a capacitação de profissionais da saúde para o reconhecimento desses sinais e a ampliação do atendimento multiprofissional em unidades como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

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Outro ponto de destaque é a criação do Banco Estadual de Talentos Neurodiversos, que permitirá mapear habilidades e conectar pessoas com TEA a oportunidades de trabalho em setores estratégicos como tecnologia, logística e agronegócio.

Além disso, a proposta institui o selo “Empresa Neurodiversa”, que reconhecerá empresas que adotarem práticas inclusivas na contratação e permanência de profissionais neurodivergentes, incentivando um ambiente de trabalho mais acessível e diverso.

O texto também autoriza parcerias com instituições como SENAI, SESI e SENAC para a qualificação profissional, alinhando a inclusão ao desenvolvimento econômico do estado.

Outro avanço previsto é a criação da Semana Estadual de Conscientização e Inclusão do Autista Adulto, a ser realizada anualmente, com ações voltadas à informação, combate ao preconceito e fortalecimento da rede de apoio.

“Esse projeto não fala só de inclusão social, ele também fala de desenvolvimento. Quando a gente reconhece e valoriza essas habilidades, a gente também fortalece a economia e cria novas oportunidades para o nosso estado”, afirmou Guarnieri.

A iniciativa, está alinhada à legislação federal e busca transformar Mato Grosso em referência na inclusão produtiva de pessoas com autismo, promovendo dignidade, autonomia e oportunidades reais para quem, por muito tempo, esteve à margem das políticas públicas.

A proposta foi presentada em março deste ano (2026) e segue pauta para analise nas comissões de mérito e votação em plenário.

Fonte: ALMT – MT

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