Rondonópolis terá hospital de prevenção e tratamento de câncer
Em breve o município polo da região sudeste será contemplado com uma unidade de prevenção e tratamento de câncer 100% SUS, com capacidade de atendimento de até 800 mil pessoas.
POLITÍCA MT
A reunião requerida pelo deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, para tratar do projeto de construção do Centro Diagnóstico de Prevenção de Câncer de Rondonópolis com o governador Mauro Mendes (DEM) no Palácio Paiaguás, nesta quinta-feira (10), contou com a presença de pelo menos 14 prefeitos, dentre eles o prefeito José Carlos do Pátio (Solidariedade), senador Carlos Fávaro, os deputados federais Neri Geller e Carlos Bezerra (MDB), o secretário de Estado de Saúde Dr. Gilberto Figueiredo, além de vereadores de diferentes municípios, representantes e voluntários do Hospital de Câncer de Barretos e entidades filantrópicas de Rondonópolis e Sinop.
De acordo com o deputado Nininho, a primeira reunião sobre a possibilidade da construção do Centro de Prevenção, com capacidade para 800 mil atendimentos, aconteceu no mês de janeiro, durante um café da manhã com os vereadores de Rondonópolis, Marisvaldo Gonçalves, Ozeas Reis, Batista da Coder, o ex-secretário municipal e empresário Valdir Correa. “Naquele dia eu já assumi o compromisso de pedir apoio aos nossos parceiros, deputado Neri, o senador Carlos Fávaro, prefeito Zé Carlos do Pátio, e claro, do nosso governador, e aqui estamos, com todas essas pessoas comprometidas a fazer o bem à nossa população”, ressaltou Nininho.
O governador propôs que o projeto possa ser ainda maior do que o planejado. “Que seja um hospital que possa diagnosticar e tratar. O governo do estado está disposto a fazer isso, vamos juntos estudar e conversar desde já quem vai tocar esse hospital lá na frente, qual a melhor forma e mais inteligente, que vai cuidar melhor, quem vai operar essa entidade, mas vamos nós, poder público, construir, com terreno e dinheiro público e fazer o melhor possível”, explicou o governador.
Mauro Mendes ainda falou sobre deixar alguns pontos pré-definidos com os prefeitos. “Já vamos fazer um alinhamento com os prefeitos, de quem será o gerenciador direto. O estado tem condições de fazer essa obra, até porque a complexidade é dever nosso, é dever da União, e até fazer algo melhor do que está sendo proposto aqui, porque a região precisa, e podemos ir além de um local que dê o diagnóstico, para um hospital capaz de tratar os pacientes”, ratificou.
O deputado Nininho agradeceu a participação de todos e a atenção do governo do estado com a pauta. “Só tenho a agradecer a disposição do governador de, ao invés de um Centro de Diagnóstico, colocar a proposta de um Hospital. Nós precisamos achar uma solução para resolver o sofrimento das pessoas, eu quero dar continuidade a esse encaminhamento e vamos dar seguimento, e sugiro que o Consórcio de Saúde fique responsável por discutir com o secretário de Estado de Saúde. Como se trata de uma região, acho importante escolher alguns prefeitos de outras regiões que serão assistidos por essa unidade”, propôs Nininho.
Ao final da reunião, o governador deixou algumas definições. “Combinamos o seguinte, o prefeito Zé Carlos do Pátio vai doar o terreno, a princípio de 40.000m², nós vamos começar com a equipe da Secretaria de Estado de Saúde a parte de projeto, e vamos fazer isso de imediato, iniciando com uma visita ao Hospital de Barretos (interior de São Paulo); vamos planejar um hospital de tratamento oncológico na região sudeste do estado, tanto com diagnóstico, quanto tratamento e passar a ser uma referência estadual com o Sistema Único de Saúde”, pontuou Mauro Mendes.
O governador ainda colocou à disposição do Consórcio de Saúde uma carreta equipada para fazer os exames de diagnósticos. “Esse veículo, que é uma unidade de saúde, está vinculado ao hospital Santa Casa, só precisa alinhar com os prefeitos a maneira ideal para levar os atendimentos com exames de prevenção a partir do mês de março”, garantiu Mauro Mendes.
O prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, enfatizou que a área para construção do futuro hospital já está garantida.
“Já viabilizamos a área, fizemos o projeto. Dias atrás autorizamos R$ 450 mil para a compra de um ônibus para os pacientes serem levados até Barretos, porque antigamente a gente ajudava com o aluguel de um ônibus, viabilizamos também um recurso de combustível e, essa reunião hoje é para nos unir com o Estado, no sentido de aumentar os recursos e realmente estruturar a região sudeste com o Centro Diagnóstico de Prevenção e Tratamento de Câncer”, ressaltou o prefeito.
Para o senador Carlos Fávaro, a iniciativa do deputado Nininho em abraçar o projeto é muito importante. “O câncer é uma doença que, para ser bem combatida, precisa do diagnóstico precoce e a ida do Hospital de Amor para Rondonópolis vai ampliar as possibilidades para toda a população da região. O deputado Nininho e todos envolvidos no projeto podem contar com meu apoio no que for necessário”, asseverou.
O deputado Neri Geller destacou o momento que o estado vive, momento de expansão e de boas oportunidades. “Um projeto de tamanha importância precisa da união de todos. Quando o Nininho me falou sobre essa demanda eu logo me coloquei à disposição para ajudar no que for preciso para colocar este hospital de pé, estou muito otimista com tudo o que ouvi nesta grande audiência. Vivemos um momento de expansão em Mato Grosso, e o nosso papel enquanto cidadão é abraçar ações e projetos que realmente fazem a diferença na vida das pessoas”, pontuou Neri Geller.
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CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro
Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.
A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.
O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.
Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.
Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.
A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.
Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.
Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.
Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.
Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.
A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.
Fonte: ALMT – MT



