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Faissal alerta que municípios perderão repasses após aprovação de Fundo do Gás Natural
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Contribuição deixa de fazer parte de bolo do ICMS e não entrarão no Fundo de Participação dos Municípios.
O deputado estadual Faissal Calil (PV) se colocou contrário à Mensagem 02/2022, aprovada ontem pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que prevê contrapartidas na concessão de gás natural. O benefício na tributação foi concedido em 2019, após uma série de revalidações de incentivos fiscais aprovada na ALMT. O governador agora determina que, para obter esta concessão, é necessária uma contrapartida do consumidor veicular ou industrial, através de uma contribuição obrigatória ao Fundo de Apoio às Ações Sociais de Mato Grosso (FUS-MT).
Os orçamentos das cidades de Mato Grosso serão os maiores prejudicados, pois perderão receitas oriundas do Fundo de Participação dos Municípios, tendo em vista que a arrecadação deixa de ser feita através do ICMS e passa a ser de recolhimento a um Fundo. Desta forma, o montante deixa de entrar no orçamento estadual, deixando-o de fora da conta feita para o repasse às prefeituras.
“Este é mais um projeto de lei absurdo e que afeta principalmente os municípios. As prefeituras recebem uma parcela da arrecadação do ICMS através do FPM, mas o Mauro Mendes com esta manobra, tira estes recursos deste tipo de tributação e o coloca como contribuição a um Fundo, tirando este dinheiro do orçamento, onde os municípios ficam de fora e só o Estado é beneficiado. Continuem apoiando o governador que está prejudicando vocês, deixando sua cidade sem qualquer tipo de arrecadação”, afirmou.
O parlamentar também cobrou coerência do Governo do Estado, que permite a concessão de benefício fiscal ao gás natural sem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em uma Mensagem enviada pelo próprio Executivo Estadual. O deputado relembrou que este foi justamente o argumento utilizado por Mauro Mendes para vetar a isenção de ICMS aos usuários de energia solar, em projeto semelhante, aprovado na ALMT, e de autoria do próprio Faissal.
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Wilson Santos quer apoio aos municípios e rigor na aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 da educação infantil
Após promover audiência pública para debater a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (24), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026 com o objetivo de assegurar a efetivação dos direitos garantidos pela nova legislação em Mato Grosso.
A matéria proposta estabelece que os municípios deverão promover o devido enquadramento desses profissionais na carreira do magistério. Caso a legislação não seja cumprida, quando estiver em vigor, as contas anuais das prefeituras poderão ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). “Uma luta de décadas e temos que reconhecer todos os profissionais, independente da denominação, mas que atuam como professores na educação infantil, que deverão ser enquadrados como professores da rede municipal. O município que não o fizer, o Tribunal de Contas do Estado deverá reprovar as contas do prefeito. Essa será uma das penalidades com o descumprimento da lei quando estiver em vigor”, explicou o parlamentar.
Além da PEC, o parlamentar apresentou ao Governo de Mato Grosso a Indicação nº 2.009/2026, propondo a criação do Programa Estadual de Apoio à Adequação dos Planos de Carreira da Educação Infantil. A iniciativa pretende oferecer suporte técnico aos municípios para a implementação da legislação federal, por meio de orientações, modelos normativos, capacitações e acompanhamento institucional, garantindo segurança jurídica e uniformidade na aplicação da norma.
Legislação – A Lei Federal nº 15.326/2026 alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o Piso Nacional do Magistério, e a Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), assegurando o reconhecimento dos profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.
Com a mudança, passam a ser considerados profissionais do magistério aqueles que exercem atividades de docência ou de suporte pedagógico na educação infantil, desde que possuam formação em magistério ou curso superior e tenham ingressado por concurso público.
A legislação também beneficia trabalhadores que, em diversos municípios, ainda ocupam cargos com nomenclaturas como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras denominações equivalentes. Na prática, esses profissionais passam a ter direito ao enquadramento na carreira do magistério, ao piso salarial nacional, aos planos de carreira e às demais garantias previstas em lei.
Apesar da vigência da norma federal, a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT) alertou, durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que diversos municípios mato-grossenses ainda resistem à adequação da legislação. Segundo a entidade, a demora na implementação tem provocado insegurança jurídica, divergências administrativas e prejuízos aos profissionais da educação infantil.
A expectativa de Wilson Santos é de que as medidas legislativas propostas acelerem a adequação dos municípios, assegurando o cumprimento da legislação federal e a valorização dos profissionais que atuam na educação infantil em Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT


