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Faissal aponta que energia solar é arma para evitar PCHs no Rio Cuiabá

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O deputado estadual Faissal Calil (Cidadania) comemorou a derrubada do veto do governador Mauro Mendes (UB) ao projeto que proibia a construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no leito do Rio Cuiabá. De acordo com o parlamentar, há outras formas de geração de energia que impactem de forma menor no meio-ambiente, como a energia solar.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou, por 20 votos a 3, o veto integral do governador ao projeto que proibia a construção das PCHs. Em seu argumento, Mauro Mendes apontou que o texto seria inconstitucional por interferir em assunto cuja tratativa é de competência da União.

Defensor da energia solar no parlamento estadual, Faissal afirmou que a modalidade de geração energética, além de mais eficiente, supre a demanda que seria atendida pelas PCHs. O deputado, que sempre se posicionou contrário a instalação de hidrelétricas no Rio Cuiabá, explicou que as usinas fotovoltaicas não degradam o meio-ambiente e não tem impactos negativos por conta de sua implantação.

“A instalação de hidrelétricas no Rio Cuiabá iria prejudicar muita gente, entre ribeirinhos, pescadores e quem vive do rio. Nós temos várias outras fontes de geração que podem ser exploradas, como a energia solar. Não há nenhuma necessidade de construir estas usinas e nós, deputados, fizemos a nossa parte para evitar esta atrocidade”, afirmou.

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CPI da Saúde ouve procurador-geral do Estado para esclarecer contratos emergenciais e pagamentos indenizatórios

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará, nesta quarta-feira (17), às 14h, a 12ª reunião ordinária com a oitiva do procurador-geral do Estado, Francisco Assis Lopes. A convocação foi confirmada após o adiamento de agendas anteriores e integra a fase de aprofundamento das investigações sobre contratações emergenciais e pagamentos indenizatórios realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), considera o depoimento estratégico para o andamento dos trabalhos, uma vez que Francisco homologou pareceres jurídicos relacionados a processos administrativos da SES durante o período investigado, elaborados pelo procurador Felippe Tomaz Borges, sendo que este já depôs à comissão no dia 27 de maio. Por meio dele, as informações prestadas abriram novos desdobramentos sobre a aplicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 001/2019, firmado entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual (MPE).

O TAC tinha como uma de suas principais finalidades reduzir e gradativamente extinguir a prática dos pagamentos indenizatórios, mecanismo utilizado para remunerar fornecedores sem a formalização prévia dos procedimentos licitatórios ou contratuais adequados. Contudo, conforme apontam as investigações, a prática continuou sendo adotada pela SES mesmo após a pandemia da Covid-19 e o encerramento do período de calamidade pública.

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“A CPI seguirá avançando de forma gradual e responsável. O TAC foi assinado pela SES junto ao Ministério Público Estadual. Tinha vários objetivos e um deles era colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. E aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações, evita usar o instituto da dispensa de licitação e vai direto ao pagamento por indenização”, afirmou Wilson Santos.

Com o depoimento do procurador-geral, os parlamentares pretendem esclarecer os fundamentos jurídicos que respaldaram os pareceres emitidos pela PGE, além de compreender de que forma as orientações jurídicas influenciaram a adoção e a continuidade das contratações emergenciais e dos pagamentos indenizatórios ao longo dos últimos anos.

A expectativa da comissão é reunir novos elementos para avaliar a legalidade, a excepcionalidade e a permanência desses procedimentos administrativos, especialmente após o fim das medidas emergenciais adotadas durante a pandemia.

Serviço

Evento: 12ª reunião da CPI da Saúde

Data: 17 de junho de 2026

Horário: 14h

Local: Sala de Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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Fonte: ALMT – MT

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