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Feira de negócios em Alto Araguaia como fomento ao empreendedorismo
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O deputado Dr. Eugênio de Paiva (PSB) participou da abertura da 2ª Feira de Negócios e Tecnologia de Alto Araguaia, nesta quinta-feira (5), e destacou a atividade como fomento ao empreendedorismo e ao desenvolvimento da economia local e regional.
O evento é realizado com temas como negócios, tecnologia, sustentabilidade e inovação e prossegue até sábado (7), na Praça Tonico Nunes, no bairro Boiadeiro, no município, sempre das 9 horas às 21 horas.
Uma praça de alimentação também foi montada para receber os visitantes. Há ainda programação de palestras sobre como empreender, manejo de tratos culturais e comercialização, além de atividades culturais à noite.
“Você fomentar o empreendedorismo na sua cidade é uma das saídas para que nós possamos fazer com que essa grande fonte de recurso para o município, que aumenta a renda familiar, que são micro e médio empreendedores, e são grandes empregadores”, avaliou Dr. Eugênio, sobre o impacto da feira.
O deputado afirma que diversos empresários expõem seus produtos, novidades tecnológicas e buscam novas parcerias. “É uma feira que ativa negócios dos pequenos produtores e fomenta e desenvolve a economia local, principalmente o comércio regional”, pontua. Ele percorreu os estandes e verificou produtos expostos e a qualidade, por exemplo, da produção de doces artesanais.
Oportunidade local – O prefeito de Alto Araguaia, Jacson Niedermeier, classificou a feira como de impacto positivo para o desenvolvimento do município.
“A Fenaia mostrou seu potencial logo na estreia, em 2024. Nosso apoio é fundamental para garantir que o evento cresça ainda mais, atraindo novos investidores, gerando oportunidades e movimentando nossa economia local. Parabenizo a Associação Comercial, a ACEAIA pela iniciativa, ao presidente Márcio Cleber e toda diretoria pelo empenho na organização e aos expositores que acreditaram no evento”, afirmou o prefeito.
O presidente da feira, Márcio Cleber valorizou a presença do deputado na abertura da feira. “É importante a presença do deputado Dr. Eugênio. Ele visitou todos os estandes e quis saber sobre a feira, preocupado em compreender de onde são os expositores, de onde são os produtos. Isso é importante para nossa feira”, disse.
A Fenaia foi criada em 2024 e se destacou em inovação na primeira edição, quando movimentou cerca de R$ 22,6 milhões, sem contar negócios prospectados e os ganhos do comércio local.
Educação – Dr. Eugênio visitou nesta quinta-feira também, em sua passagem por Alto Araguaia, o campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Ele foi recebido pelo diretor Caio Enside.
O prédio da instituição é referência na história e cultura da região. O local já foi da Missão Salesiana em Mato Grosso, adquirido em 2005 pela universidade. “A Unemat de Alto Araguaia é a única instituição pública de ensino universitário e meio de integração de Mato Grosso com Goiás na região do Alto Araguaia”, disse Dr. Eugênio.
A unidade atende jovens e adultos da cidade, e de municípios como Alto Garças, Alto Taquari, Ponte Branca, Araguainha, Ribeirãozinho, a cidade vizinha de Santa Rita do Araguaia, em Goiás, na divisa dos estados, além de estudantes sul-mato-grossenses, mineiros e paulistas, entre outros.
Fonte: ALMT – MT
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Audiência pública apresenta diagnóstico técnico e define encaminhamentos para Reserva Guariba-Roosevelt
Moradores do distrito de Guariba, em Colniza, lotaram o Centro de Eventos da Igreja Assembleia de Deus, nesta segunda-feira (29), para acompanhar a audiência pública que apresentou o Diagnóstico Técnico Integrado sobre a Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt e os encaminhamentos que deverão orientar as próximas discussões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Entre as principais conclusões do relatório estão a existência de ocupações rurais consolidadas anteriores à ampliação da reserva, a presença histórica de comunidades tradicionais e a necessidade de adoção de um modelo híbrido de redimensionamento territorial, conciliando preservação ambiental e regularização fundiária. O estudo também servirá de base para a análise do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 11/2025, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
O diagnóstico foi apresentado pelo antropólogo Joany Arantes, responsável pelo estudo antropológico e psicossocial realizado na região. Segundo ele, o levantamento reuniu informações de campo, entrevistas e análises técnicas para compreender a realidade social, econômica e ambiental existente na área.
”O estudo identificou a presença de comunidades tradicionais ribeirinhas, mas também constatou a existência de ocupações consolidadas anteriores à ampliação dos atuais limites da reserva, além de sobreposições fundiárias que precisam ser enfrentadas com responsabilidade”, explicou Arantes.
De acordo com o antropólogo, a proposta não prevê a redução da proteção ambiental, mas busca alternativas para solucionar conflitos históricos. “Reduzir conflitos não significa reduzir proteção. O que propomos é a construção de soluções que garantam segurança jurídica às famílias, preservem o meio ambiente e assegurem os direitos das populações tradicionais”, afirmou.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Com base nos levantamentos realizados, o estudo sugere o redimensionamento da área da unidade de conservação, com a exclusão de aproximadamente 48 mil hectares. “Caso essa proposta seja aprovada pela Assembleia Legislativa, após os debates necessários, a Resex passaria dos atuais cerca de 164 mil hectares para aproximadamente 111 mil hectares”, acrescentou Arantes.
Autor do requerimento da audiência pública e presidente da Comissão Especial que acompanha o tema, o deputado Cattani destacou que o relatório representa um importante instrumento técnico para subsidiar as decisões do Parlamento.
“O principal objetivo é corrigir uma injustiça histórica, garantindo segurança jurídica às famílias assentadas pelo próprio Estado antes da criação da reserva”, declarou.
Cattani ressaltou ainda que a proposta em discussão não prevê a extinção da unidade de conservação, mas a revisão de seus limites. “O PDL vai corrigir essa distorção e garantir segurança jurídica às famílias, sem abrir mão da preservação ambiental. Depois de todo o estudo realizado, a proposta ganha ainda mais força por estar fundamentada em dados técnicos”, argumentou.
O parlamentar informou que o relatório será apreciado pela Comissão Especial e subsidiará a tramitação do PDL nº 11/2025, que propõe sustar os efeitos do decreto estadual que ampliou a reserva em 2015 e discutir um novo desenho territorial para a unidade de conservação.
Além das questões fundiárias, o estudo apontou impactos sociais decorrentes da insegurança jurídica prolongada, como dificuldades para regularização das propriedades, indefinição dos limites territoriais e agravamento dos conflitos sociais na região.
Entre as recomendações apresentadas pela equipe técnica estão a proteção integral das comunidades ribeirinhas e das áreas ambientalmente sensíveis, a regularização das ocupações consolidadas conforme critérios legais, a elaboração e implementação do Plano de Manejo da unidade, o fortalecimento da fiscalização ambiental e a criação de mecanismos permanentes de proteção às populações tradicionais.
Também participaram da audiência o vice-prefeito de Colniza, Marco Antônio Faita, os vereadores Cláudia Kafer e Jonas de Oliveira Miranda, além de lideranças comunitárias, produtores rurais e representantes de diversos segmentos da sociedade.
A vereadora Cláudia Kafer destacou a importância do estudo para orientar as decisões futuras sobre a reserva. “Esse estudo é fundamental para nortear o que será feito daqui para frente e traz informações que deveriam ter sido levantadas antes da criação e ampliação da reserva, ouvindo todas as partes envolvidas”, afirmou.
Morador da região há 23 anos, Adolfo Gordino Dornelas manifestou preocupação com a falta de regularização fundiária. Segundo ele, a insegurança jurídica tem causado prejuízos e dificultado a vida de diversas famílias que vivem no distrito.
Entenda o caso
Criada em 1996 pelo Governo de Mato Grosso, a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt possuía originalmente cerca de 57 mil hectares. Em 2015, sua área foi ampliada para aproximadamente 164 mil hectares, passando a abranger áreas ocupadas por moradores e produtores rurais, o que intensificou os conflitos fundiários.
Fonte: ALMT – MT


