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Juca do Guaraná anuncia destinação de R$ 100 mil à Casa das Pretas e promete ampliar apoio
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O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) esteve nesta terça-feira (3) no Centro Cultural Casa das Pretas, em Cuiabá, onde anunciou a destinação de emenda impositiva no valor de R$ 100 mil para contribuir com as atividades desenvolvidas pelo espaço. A iniciativa é voltada ao fortalecimento de ações em defesa das mulheres, especialmente mulheres negras e em situação de vulnerabilidade.
O local é coordenado por Antonieta Costa, fundadora e presidente do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune-MT), que ressaltou a importância do apoio institucional.
“Que bom que ele tem esse compromisso, essa luta e entende a importância do Centro Cultural, do Instituto de Mulheres Negras para a construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária e livre de qualquer forma de discriminação”, afirmou.
Durante a visita, o parlamentar destacou o trabalho desenvolvido pela entidade, que promove cursos, ateliês, feiras e acolhimento a mulheres em situação de violência.
“Quero parabenizar a Antonieta e todas as mulheres aqui pela luta e resistência em defesa do povo negro, das mulheres, fazendo cursos, ateliês e feiras de suma importância. Eu quero contribuir de forma pequena, perto do que o estado pode oferecer, mas é apenas o início do compromisso que vamos ter daqui para a frente”, declarou.
Juca também afirmou que buscará ampliar o recurso destinado.
“Irei convocar o secretário da Casa Civil, Fabio Garcia, para que ele possa estar dobrando esse valor. São inúmeras necessidades. São mulheres que estão fugindo da violência, casa de acolhimento. Não é nada mais que a nossa obrigação”, disse.
Para Antonieta, o fortalecimento de políticas públicas permanentes é fundamental para transformar realidades.
“Quando a gente compreende que políticas de estado são políticas que transformam a sociedade, a gente muda. Isso vai mudar a realidade de muitas mulheres”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
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Wilson Santos quer apoio aos municípios e rigor na aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 da educação infantil
Após promover audiência pública para debater a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (24), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026 com o objetivo de assegurar a efetivação dos direitos garantidos pela nova legislação em Mato Grosso.
A matéria proposta estabelece que os municípios deverão promover o devido enquadramento desses profissionais na carreira do magistério. Caso a legislação não seja cumprida, quando estiver em vigor, as contas anuais das prefeituras poderão ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). “Uma luta de décadas e temos que reconhecer todos os profissionais, independente da denominação, mas que atuam como professores na educação infantil, que deverão ser enquadrados como professores da rede municipal. O município que não o fizer, o Tribunal de Contas do Estado deverá reprovar as contas do prefeito. Essa será uma das penalidades com o descumprimento da lei quando estiver em vigor”, explicou o parlamentar.
Além da PEC, o parlamentar apresentou ao Governo de Mato Grosso a Indicação nº 2.009/2026, propondo a criação do Programa Estadual de Apoio à Adequação dos Planos de Carreira da Educação Infantil. A iniciativa pretende oferecer suporte técnico aos municípios para a implementação da legislação federal, por meio de orientações, modelos normativos, capacitações e acompanhamento institucional, garantindo segurança jurídica e uniformidade na aplicação da norma.
Legislação – A Lei Federal nº 15.326/2026 alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o Piso Nacional do Magistério, e a Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), assegurando o reconhecimento dos profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.
Com a mudança, passam a ser considerados profissionais do magistério aqueles que exercem atividades de docência ou de suporte pedagógico na educação infantil, desde que possuam formação em magistério ou curso superior e tenham ingressado por concurso público.
A legislação também beneficia trabalhadores que, em diversos municípios, ainda ocupam cargos com nomenclaturas como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras denominações equivalentes. Na prática, esses profissionais passam a ter direito ao enquadramento na carreira do magistério, ao piso salarial nacional, aos planos de carreira e às demais garantias previstas em lei.
Apesar da vigência da norma federal, a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT) alertou, durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que diversos municípios mato-grossenses ainda resistem à adequação da legislação. Segundo a entidade, a demora na implementação tem provocado insegurança jurídica, divergências administrativas e prejuízos aos profissionais da educação infantil.
A expectativa de Wilson Santos é de que as medidas legislativas propostas acelerem a adequação dos municípios, assegurando o cumprimento da legislação federal e a valorização dos profissionais que atuam na educação infantil em Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT


