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Lançamento de filme sobre trajetória de Dante de Oliveira é nesta terça-feira (06), no Teatro Zulmira Canavarros
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A trajetória do cuiabano que se tornou ícone nacional da luta pela democracia e pelos direitos sociais começa a ser resgatada nas comemorações dos 40 anos das Diretas Já. O média-metragem “A primavera de Dante” resgata a vida e a obra de Dante de Oliveira, no primeiro episódio de uma trilogia que vai mostrar o trabalho do líder estudantil, deputado estadual e federal, ministro da Reforma Agrária, prefeito de Cuiabá e governador do Estado.
O filme será nesta terça-feira (6), data de nascimento de Dante, às 19h no Teatro Zulmira Canavarros, anexo à Assembleia Legislativa. Na ocasião, o deputado Carlos Avallone também vai homenagear personalidades com entrega da Comenda Dante de Oliveira, uma das mais altas honrarias concedidas pelo Parlamento estadual.
O filme é uma realização da Associação Mato-grossense de Inclusão Sociocultural/AMISCIM, Assembleia Legislativa e Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer/Governo do Estado de Mato Grosso, com produção executiva de José Paulo Traven, direção de Leonardo Sant’Ana, pesquisa de João Antonio Lucidio, direção de Produção Giulia Costa, direção de Fotografia Kelven Queiroz, som direto/assistente de câmera por Ricarte Oliveira, edição/colorista Murilo Nascimento, som com Eduardo Lehr, produção Anna Magalhães, direção de arte e figurino Laís Wrzesinski. O operador de máster da TV Assembleia Vicenzo Zaleski dá vida ao personagem Dante de Oliveira.
O média-metragem resgata a infância do menino Dante, a adolescência em Cuiabá, a mudança para o Rio de Janeiro para fazer faculdade de Engenharia, a militância estudantil no MR-8, a derrota na primeira disputa para vereador, a eleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e a Câmara Federal, onde protagonizou a memorável campanha das Diretas Já.
Entre os depoimentos, estão a mãe de Dante, Maria Martins de Oliveira, a viúva Thelma de Oliveira, os irmãos Armando, Inês e Yolanda, os amigos Guilherme e Frederico Muller, o médico Júlio Muller Neto e Aluísio Arruda, os historiadores João Antonio Lucidio e Luíza Volpato e o analista político João Edisom de Souza.
O projeto “A primavera de Dante” foi realizado com recursos viabilizados por meio de emenda parlamentar indicada pelo deputado Carlos Avallone (PSDB).
Diretas Já
Há 40 anos, o Brasil vivia a memorável campanha das Diretas Já, que reuniu lideranças políticas de vários partidos numa frente ampla pela redemocratização, personalidades como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Teotônio Vilela, Leonel Brizola, Miguel Arraes, Geraldo Alckmin, Franco Montoro, Mário Covas e tantos outros. A partir de janeiro de 1984, a bandeira das Diretas tingiu o país de amarelo e se alastrou por todos os estados no maior movimento popular da história do Brasil.
Entre os protagonistas deste movimento histórico, o jovem deputado federal Dante de Oliveira se destaca na cena política nacional como autor da emenda apresentada em março de 1983 e que pretendia devolver ao povo o direito de eleger o presidente da República. A última eleição direta para presidente havia ocorrido em 1960 — a população brasileira estava proibida de escolher o seu presidente há 23 anos.
Em votação histórica, no dia 25 de abril, a emenda obteve 298 votos, 22 a menos que os 320 necessários para atingir o quórum de dois terços e ser encaminhada ao Senado. A emenda não passou, mas a campanha já tinha atingido seus objetivos: o país se levantou para dizer não à ditadura militar e sim ao futuro democrático.
A redemocratização culminou com a eleição em 1985 do mineiro Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, que faleceu na véspera da posse e foi substituído pelo vice, José Sarney. As eleições diretas para presidente só seriam restabelecidas pela Constituinte de 1988. O primeiro presidente eleito diretamente pelo povo brasileiro foi Fernando Collor de Mello, em 1989.
* Da assessoria
Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Telefone: (65) 3313-6876
Fonte: ALMT – MT
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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará
A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.
A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.
Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.
Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.
“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.
De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.
Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.
O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.
Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.
A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.
“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.
Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.
“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.
O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.
“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.
A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.
Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.
A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.
Fonte: ALMT – MT



