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Mato Grosso sedia III Simpósio Nacional de Patrulhamento Tático
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Integrantes das forças de segurança de 11 estados participam, nesta sexta-feira (21), do III Simpósio Nacional de Patrulhamento Tático, realizado na sede do Palácio Paiaguás, em Cuiabá. O evento vai discutir este o ano combate ao crime organizado e terá palestra com autoridades nacionais sobre o assunto. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é apoiadora do evento por meio de disponibilização de emenda parlamentar.
O deputado estadual e presidente da Comissão de Segurança da ALMT, deputado Elizeu Nascimento (PL), destinou uma emenda de R$ 50 mil para ajudar no custeio do evento. Policial militar desde 1998, Nascimento destacou a importância do Simpósio para a capacitação do efetivo, que todos os dias está rua para prevenir e combater o crime e proteger a sociedade.
“Fui procurado pelos meus irmãos da Rotam para ajudar na realização deste evento, que tem muito a contribuir com a segurança pública aqui no nosso estado. Teremos representantes da segurança pública de São Paulo, de Minas Gerais, pessoas muito qualificadas, como o capitão Derrite, que foi membro da Rota e atualmente é o secretário de segurança de São Paulo. É muito importante receber essas referências e com as palestras contribuir com a formação dos nossos policiais militares e dos membros da Rotam”, declarou Elizeu Nascimento.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), participou da abertura do Simpósio e falou sobre os investimentos realizados nos últimos anos em segurança pública, mas alertou para a necessidade do endurecimento da legislação e das ações de combate para evitar o crescimento do crime organizado. “Hoje o crime organizado está em todos os locais, das menores currutelas até os grandes centros urbanos, ameaçando a população e cooptando nossos jovens para o crime. Se o Brasil não combater o crime de forma efetiva, rever sua legislação penal, vamos ser dominados pelas facções criminosas”.
O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, César Roveri, destacou os investimentos do governo do estado na área da segurança. “A capacitação de nossos policiais também é um investimento, assim como armamento, viaturas, tecnologia. O próprio programa Vigia Mato Grosso vem dando resultados por meio do monitoramento por câmeras”.
Ao longo do dia, os participantes terão palestras com o secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Capitão Guilherme Derrite, com o procurador e secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, com o comandante-geral da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Cássio Araújo de Freitas, com o comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PM de São Paulo, tenente-coronel Leonardo Takahashi.
O evento é realizado pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), que este ano completa 23 anos de atuação no estado.
Também participaram do evento o desembargador Hélio Nishiyama, o comandante-geral da PMMT, Coronel Mendes, o deputado estadual Gilberto Cattani, além de representantes da segurança de outros estados.
Fonte: ALMT – MT
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Wilson Santos quer apoio aos municípios e rigor na aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 da educação infantil
Após promover audiência pública para debater a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (24), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026 com o objetivo de assegurar a efetivação dos direitos garantidos pela nova legislação em Mato Grosso.
A matéria proposta estabelece que os municípios deverão promover o devido enquadramento desses profissionais na carreira do magistério. Caso a legislação não seja cumprida, quando estiver em vigor, as contas anuais das prefeituras poderão ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). “Uma luta de décadas e temos que reconhecer todos os profissionais, independente da denominação, mas que atuam como professores na educação infantil, que deverão ser enquadrados como professores da rede municipal. O município que não o fizer, o Tribunal de Contas do Estado deverá reprovar as contas do prefeito. Essa será uma das penalidades com o descumprimento da lei quando estiver em vigor”, explicou o parlamentar.
Além da PEC, o parlamentar apresentou ao Governo de Mato Grosso a Indicação nº 2.009/2026, propondo a criação do Programa Estadual de Apoio à Adequação dos Planos de Carreira da Educação Infantil. A iniciativa pretende oferecer suporte técnico aos municípios para a implementação da legislação federal, por meio de orientações, modelos normativos, capacitações e acompanhamento institucional, garantindo segurança jurídica e uniformidade na aplicação da norma.
Legislação – A Lei Federal nº 15.326/2026 alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o Piso Nacional do Magistério, e a Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), assegurando o reconhecimento dos profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.
Com a mudança, passam a ser considerados profissionais do magistério aqueles que exercem atividades de docência ou de suporte pedagógico na educação infantil, desde que possuam formação em magistério ou curso superior e tenham ingressado por concurso público.
A legislação também beneficia trabalhadores que, em diversos municípios, ainda ocupam cargos com nomenclaturas como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras denominações equivalentes. Na prática, esses profissionais passam a ter direito ao enquadramento na carreira do magistério, ao piso salarial nacional, aos planos de carreira e às demais garantias previstas em lei.
Apesar da vigência da norma federal, a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT) alertou, durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que diversos municípios mato-grossenses ainda resistem à adequação da legislação. Segundo a entidade, a demora na implementação tem provocado insegurança jurídica, divergências administrativas e prejuízos aos profissionais da educação infantil.
A expectativa de Wilson Santos é de que as medidas legislativas propostas acelerem a adequação dos municípios, assegurando o cumprimento da legislação federal e a valorização dos profissionais que atuam na educação infantil em Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT


