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Pastores evangélicos de Rondonópolis são homenageados em sessão especial

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Pastores evangélicos do município de Rondonópolis foram homenageados pelo deputado Thiago Silva (MDB) com a entrega de honrarias durante sessão especial realizada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Rondonópolis, na noite desta segunda-feira (19).

Durante a solenidade, 133 pessoas foram agraciadas com títulos de cidadão mato-grossense, moções de aplausos e comendas. Cinco pastores receberam a comenda Dante de Oliveira, honraria que se destina a homenagear personalidades que tenham se destacado na atuação em defesa da democracia e da cidadania. 

Walter dos Santos foi um dos cinco condecorados. Pastor há 47 anos, ele afirma que deixou um provável futuro promissor no futebol profissional para seguir o chamado de Deus, que garante ter ouvido de maneira clara, durante um evento que contou com a presença do Pelé, na década de 60. 

“Quando o Pelé entrou, com todo aquele barulho, mesmo assim eu ouvi uma voz bem audível do céu, que falou para mim: ‘aqui não é o teu lugar, lembra-te o que me prometestes’. Então, naquele dia eu decidi me tornar crente. Tenho muito orgulho em trabalhar por Mato Grosso e levar a palavra de Deus durante todo esse tempo e agradeço ao deputado Thiago Silva, que eu tive o prazer de consagrar quando era bebê”, conta.

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A comenda Desbravador Migrante Norberto Schwantes, que homenageia os migrantes que atuaram de forma direta e significativa no desenvolvimento do estado de Mato Grosso, foi ofertada ao pastor José Antônio da Silva Sobrinho, no ato representado pelo seu filho. 

Foto: MARCOS LOPES / ALMT

Foram agraciados com moções de aplausos 116 pastores, como reconhecimento público pelos relevantes serviços prestados nas áreas social, da comunicação e da pregação do evangelho no estado de Mato Grosso. Entre eles, Fábio dos Santos Magalhães, que realiza um trabalho de ressocialização de reeducandos através da evangelização 

“Antes de as igrejas adentrarem os presídios, a margem de reintegração à sociedade dos reeducandos era de 2%. Nós conseguimos mudar esse quadro através do evangelho e hoje já chega a cerca de 25% de reeducandos que são ressocializados através do evangelismo e reintegrado à sociedade de uma forma geral”, relata.

O pastor agradeceu ao deputado Thiago Silva pelo reconhecimento. “ Para nós é um privilégio muito grande receber uma moção de aplauso através da Assembleia Legislativa e também do deputado Thiago Silva, que reconhece dentro do estado de Mato Grosso e principalmente na cidade de Rondonópolis a importância que tem o pastoreado”.

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Luis Gonzaga de Oliveira foi um dos nove pastores que receberam títulos de cidadão mato-grossense. Natural de Manhuaçu (MG), chegou em Mato Grosso em 1986 e há 28 anos dedica-se ao pastoreio. Na área social, promove a distribuição de cestas básicas mensais a famílias carentes, com apoio da comunidade, e também oferece assistência aos haitianos que vivem em Rondonópolis.

O deputado Thiago silva destacou a relevância do papel dos pastores na vida dos cidadãos. “Hoje é uma noite de muita alegria, de gratidão a todos os nossos pastores, líderes religiosos, missionários aqui do município de Rondonópolis que têm trabalhado para construir uma cidade cada vez mais justa, mais fraterna e mais humanizada.  Os nossos pastores têm um papel fundamental na construção de uma sociedade cada vez mais humana, além do trabalho social que eles desenvolvem, ajudando o poder público também no trabalho da pregação do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Então, é uma noite de agradecer a eles por tudo que eles têm feito pela cidade de Rondonópolis e pelo estado de Mato Grosso”, declarou o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT debate soluções para regularização fundiária e moradia de famílias do Silvanópolis e Paraisópolis

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Com plenário e galerias lotados, moradores dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis acompanharam, nesta quinta-feira (14), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), audiência pública que discutiu os impactos de uma decisão judicial relacionada à desocupação de áreas na região das Águas Nascentes, em Cuiabá. Entre crianças, idosos, trabalhadores, pais e mães de famílias, o sentimento predominante era de insegurança diante da possibilidade de perder as próprias casas.

A audiência foi convocada pelo presidente da ALMT, Max Russi (Pode), e pela vereadora Katiuscia Manteli (Pode), após sentença relacionada a uma ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve áreas conhecidas como Águas Nascentes.

Durante o encontro, moradores relataram medo de uma desocupação sem planejamento habitacional. Muitos acompanharam o debate segurando cartazes com pedidos de socorro, além de documentos e comprovantes de residência, enquanto buscavam respostas sobre o alcance da decisão judicial e o futuro das famílias que vivem na região há mais de duas décadas.

Segundo Katiuscia, atualmente mais de 1,5 mil famílias vivem nas áreas atingidas pela sentença. A vereadora afirmou que a audiência foi convocada para reunir os órgãos envolvidos e esclarecer quais medidas deverão ser adotadas.

“A principal intenção dessa audiência é que as famílias tenham respostas. Precisamos entender quantas famílias realmente precisarão ser realocadas, quais áreas podem ser regularizadas e quais encaminhamentos serão adotados pelo poder público”, afirmou.

Ao final da audiência, Katiuscia informou que o próximo passo será uma reunião com o Governo do Estado para discutir soluções conjuntas para a área. Segundo ela, o principal objetivo foi reduzir a insegurança das famílias diante das informações que circulavam sobre despejos imediatos.

Foto: Helder Faria

“O maior medo das famílias era acordar com máquinas derrubando as casas. Hoje elas saem daqui mais tranquilas, sabendo que haverá estudos e discussão antes de qualquer decisão”, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa destacou que a Casa acompanhará o caso por meio da Procuradoria da ALMT e reforçou a necessidade de acelerar os processos de regularização fundiária no estado.

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“A regularização fundiária é uma das grandes demandas do estado, tanto na área urbana quanto rural. Precisamos avançar de forma mais rápida para garantir segurança jurídica e dignidade às famílias”, declarou Max Russi.

Após a audiência, o parlamentar afirmou que pretende discutir o tema diretamente com o governador do estado, além de reunir representantes do município, Ministério Público, Defensoria Pública, Intermat e lideranças comunitárias para avançar nos encaminhamentos.

“Existe uma preocupação ambiental que precisa ser respeitada, principalmente nas áreas de nascente e de risco. Mas também existem áreas livres onde é possível buscar soluções para essas famílias permanecerem próximas da região onde vivem hoje”, afirmou.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e afirmou que os moradores podem contar com o apoio da Assembleia Legislativa, desde que sejam respeitadas as restrições das áreas consideradas de risco e de desmoronamento. Segundo ele, as famílias que precisarem deixar essas áreas não podem ficar desabrigadas e deverão ter alternativas habitacionais.

Representante da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso, Emídio de Souza defendeu que grande parte da área pode ser regularizada e afirmou que as remoções deveriam atingir apenas famílias instaladas em locais de erosão e às margens dos córregos.

“Existe possibilidade de regularização para grande parte das famílias. O que defendemos é que apenas as áreas de risco e de preservação permanente sejam desocupadas, com planejamento e reassentamento adequado”, disse.

Ele também criticou a ausência de projetos habitacionais para remanejamento das famílias e lembrou que a ocupação da região começou no fim da década de 1990.

Presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza afirmou que os moradores foram surpreendidos pela sentença judicial e relatou que a comunidade aguardava estudos técnicos que poderiam apontar soluções para permanência de parte das famílias.

“Hoje são cerca de 1.500 famílias vivendo ali. Tem idosos, cadeirantes, muitas crianças. A expectativa sempre foi de regularização, por ser uma área do estado”, afirmou.

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Já o presidente do Paraisópolis, Mário Domingos da Silva, relatou apreensão diante da possibilidade de retirada em massa dos moradores.

“As famílias querem saber para onde vão. Tem muita gente vivendo ali há mais de 20 anos e que construiu toda a vida naquela região”, declarou.

Durante a audiência, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a criação de um termo de ajustamento de conduta (TAC) envolvendo município e Governo do Estado para viabilizar moradias às famílias que precisarem ser removidas das áreas de risco.

Segundo o prefeito, moradores localizados às margens dos córregos e em áreas sujeitas a desmoronamentos precisarão ser realocados por questões de segurança e legislação ambiental.

“Nós precisamos realocar quem está em área de risco e garantir que essas famílias tenham destino adequado, sem simplesmente retirar as pessoas sem alternativa habitacional”, afirmou.

Abilio também defendeu estudos ambientais para redefinir áreas passíveis de regularização fundiária e sugeriu a transformação de parte da região em zona de interesse social para habitação.

Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público buscará uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade das famílias.

“Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais existentes na área com a realidade das famílias que vivem ali”, afirmou.

Segundo o promotor, a ocupação da região voltou a crescer após um processo de reassentamento realizado há cerca de 20 anos e a situação atual exige atuação conjunta dos órgãos públicos para cumprimento da decisão judicial e construção de alternativas habitacionais.

A audiência reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Governo de Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, vereadores e lideranças comunitárias. Entre os encaminhamentos definidos estão a realização de novas reuniões com o Governo do Estado, estudos técnicos sobre as áreas ocupadas e a construção de alternativas para regularização fundiária e reassentamento das famílias localizadas em áreas de risco ambiental.

Fonte: ALMT – MT

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