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Programa “Palavra Literária” conta a história de Lucinda Persona

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Foto: PUBLICIDADE / ALMT

O amor pela natureza e pela escrita levou Lucinda Nogueira Persona a dedicar sua vida à biologia e à literatura. Embora aparentemente destoantes, as duas áreas se interligam nas obras da escritora, cuja trajetória será contada no próximo episódio do programa “Palavra Literária”, que vai ao ar neste sábado (30), na TV Assembleia (canais 30.1 e 30.2), às 12h30 e às 18h30.

Escritora, poeta, professora e membro da Academia Mato-grossense de Letras, Lucinda Persona conta que o seu encantamento pelas letras começou desde cedo. Aos seis anos de idade, seu maior desejo era aprender a ler e foi com a sua mãe que ela aprendeu iniciou no mundo das palavras. Aos 10, começou a esboçar seus primeiros versos em cadernos e diários.

Natural de Arapongas (PR), a escritora veio para Cuiabá com 18 anos de idade e fez da cidade sua moradia fixa, sendo oficialmente reconhecida, anos mais tarde, como cidadã cuiabana e mato-grossense. Fascinada pela natureza, graduou-se em Biologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e, posteriormente, concluiu o mestrado em Histologia e Embriologia pela Universidade do Rio de Janeiro.

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“A escritora surgiu da menina curiosa, apaixonada pela natureza, pelo mundo como um todo. Esse fascínio, essa admiração era algo que eu queria comunicar. Então, eu fiz isso através da escrita […] O cotidiano é minha grande motivação. Eu exploro tudo o que está por perto. Quero mostrar o meu encantamento pelas coisas todas. Mesmo aquilo que, para outras pessoas, pode não ter importância”, conta.

Apesar de também utilizar a prosa para se expressar, a poesia é seu gênero textual favorito e foi por meio dela que a escritora ganhou grande reconhecimento. Autora de uma dezena de livros, Lucinda Persona é uma das principais vozes literárias do Brasil e recebeu prêmios nacionais e regionais por suas obras.

Os livros “Por Imenso Gosto” (1995) – o primeiro de sua autoria – e “Sopa Escaldante” (2001) foram vencedores dos prêmios Cecília Meireles e Marcus Quiroga, concedidos pela União Brasileira de Escritores. Além disso, “O Passo do Instante” (2019) obteve a menção honrosa no prêmio Marcus Quiroga de poesia.

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No rol de obras publicadas, consta ainda: “Ser Cotidiano” (1998), “Leito de Acaso” (2004), “Tempo Comum” (2009), “Entre Uma Noite e Outra” (2014) e “O Passo do Instante” (2019), além dos infanto-juvenis “Ele Era de Outro Mundo” (1997) e “A Cidade sem Sol” (2000).

Outros dois livros de literatura infanto-juvenil estão em fase de produção. “Escrever para criança é muito bom, mas não é tão fácil, porque a criança tem o espírito muito aberto, ela quer se divertir. E quando escrevemos para criança temos que falar a linguagem dela. Eu me encanto muito com essa dimensão da vida, com a infância”, diz Persona.

Além da literatura, Lucinda Persona dedicou parte da sua vida ao magistério. Foi professora da Universidade de Cuiabá (UNIC) e também do Instituto de Biociências da UFMT. Aposentada, agora devota-se exclusivamente à produção literária.

As reprises do programa “Palavra Literária” são transmitidas aos domingos (11h30 / 21h), terças (12h30 / 22h) e sextas-feiras (12h30 / 22h).

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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