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Projeto prevê tratamento de câncer em até 60 dias e responsabiliza estado por atrasos

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Dr. João (MDB), apresentou, nesta quarta-feira (28), o Projeto de Lei nº 921/2025, que estabelece diretrizes e prazos para o tratamento oncológico no estado, reforçando o compromisso com a saúde pública e a proteção de pacientes com câncer. A proposta determina que o tratamento inicie em até 60 dias após o diagnóstico de neoplasia maligna, alinhando-se à Lei federal nº 12.732/2012, e prevê a responsabilização do estado por atrasos, com ressarcimento de despesas e reparação por danos.

“Nosso objetivo é garantir que nenhum paciente sofra com a demora no acesso a quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. O câncer não espera, e o estado precisa agir com rapidez e responsabilidade”, afirmou Dr. João.

Com base em estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Mato Grosso deve registrar mais de 8 mil novos casos de câncer anualmente até o final de 2025, com destaque para câncer de mama (55,4%) e próstata (57,7%). Em nível nacional, são esperados 704 mil casos novos por ano no triênio 2023-2025, segundo o levantamento “Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil”.

Dr. João destacou a gravidade dos atrasos no tratamento, que podem levar à progressão da doença e à perda de chances de cura. “Atrasos são inaceitáveis. Eles comprometem vidas. Essa lei é um passo para assegurar o direito à saúde, previsto na Constituição, com ações concretas e responsabilização”, enfatizou.

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O projeto estabelece que o prazo de 60 dias começa a contar a partir do laudo anatomopatológico positivo, com o início do tratamento definido pela realização de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, conforme a necessidade do paciente. Para cumprir as metas, o estado poderá firmar parcerias com clínicas e hospitais públicos, privados ou filantrópicos, contratando vagas adicionais quando a rede pública não atender no prazo.

“Se o SUS (Sistema Único de Saúde) não conseguir oferecer o tratamento a tempo, o estado deve buscar a rede privada e garantir o atendimento. A saúde do paciente está acima de tudo”, declarou o deputado.

A proposta também prevê medidas rigorosas em caso de descumprimento. Se o tratamento ou exames diagnósticos (em até 30 dias) não forem realizados no prazo, o estado deverá ressarcir despesas médicas dos cidadãos e reparar danos materiais, morais ou decorrentes do agravamento do quadro clínico.

“Estamos propondo uma responsabilização objetiva. Se o estado falhar, deve arcar com os custos e reparar os prejuízos causados aos pacientes”, explicou Dr. João. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) será obrigada a publicar relatórios mensais com dados sobre diagnósticos, prazos de tratamento e justificativas para atrasos, garantindo transparência.

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Dr. João, que é médico nefrologista com experiência em saúde pública, reforçou a importância de um sistema de acompanhamento e canais de denúncia acessíveis. “Precisamos de fiscalização rigorosa e canais para que a população denuncie descumprimentos. Essa lei não é apenas declaratória, é um compromisso com a vida”, afirmou. A proposta também permite que o estado busque ressarcimento de despesas junto a operadoras de planos de saúde, otimizando recursos públicos.

“O câncer é uma realidade que exige ação imediata. Com essa lei, queremos garantir tratamento rápido, eficaz e humanizado, além de responsabilizar o estado por qualquer falha”, concluiu. A matéria, que entra em vigor na data de sua publicação, caso aprovada, posiciona Mato Grosso como referência no combate ao câncer, alinhando-se às diretrizes clínicas nacionais e internacionais.

Fonte: ALMT – MT

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Lúdio questiona governo sobre contratação de mil vigilantes temporários para presídios

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na quarta-feira (20), o Requerimento nº 345/2026 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) solicitando informações sobre a contratação de 1.077 Vigilantes Temporários Prisionais para atuar nas unidades prisionais. O parlamentar cobrou providências para que sejam contratados policiais penais efetivos, por meio de concurso público pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

O deputado destacou que informações iniciais foram prestadas pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Mato Grosso (Sindspen) por meio de um ofício encaminhado ao gabinete de Lúdio na ALMT e assinado pelo presidente da entidade, Lucivaldo Vieira de Sousa. A documentação mostra estudos da Sejus para a contratação dos profissionais temporários e o sindicato pede que a medida seja impedida para evitar colapso no sistema penitenciário.

“Pelo que nos consta, existe um processo administrativo na Sejus para a contratação de mais de mil vigilantes temporários. Nós entendemos que o caminho adequado para a recomposição e ampliação do quadro, para o fortalecimento do trabalho da Polícia Penal, passa pela realização de concurso público e convocação dos aprovados, e não pela contratação temporária, que implica, necessariamente, em precarização desses vínculos de trabalho no serviço público estadual”, afirmou Lúdio.

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Além do secretário da Sejus, Valter Furtado Filho, o requerimento é direcionado ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O deputado questiona as bases legais e os entendimentos jurídicos utilizados para a contratação dos profissionais temporários para essa função, e pede que seja encaminhada toda a documentação relacionada à análise jurídica.

Lúdio Cabral questiona o governo sobre as atribuições dos vigilantes temporários, se irão cuidar da movimentação de presos, da manutenção da rotina carcerária, da atuação em atividades realizadas fora das celas, se haverá contato direto com custodiados, se vão atuar em muralhas, guaritas ou perímetros, se participarão de escoltas, e ainda se darão cobertura a postos operacionais atualmente ocupados por Policiais Penais efetivos.

Pelo requerimento, o deputado pede que seja informado se haverá substituição de postos ocupados pelos policiais efetivos por vigilantes temporários. Em caso positivo, o governo deve dizer quantos postos, quais unidades serão afetadas e quais atividades estão abrangidas pelas trocas de efetivos por temporários.

Além disso, o deputado requer informações sobre o quadro atual dos cargos vagos de Polícia Penal, com o déficit operacional reconhecido pela Sejus no sistema penitenciário estadual, e ainda se existe concurso público vigente, homologado ou cadastro de reserva para Polícia Penal, e se há previsão administrativa para realização de concurso público ou convocação de aprovados.

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“Requer que sejam adotadas as providências administrativas necessárias à recomposição regular e permanente do efetivo da Polícia Penal do Estado de Mato Grosso mediante realização de concurso público e posterior nomeação de candidatos aprovados, especialmente diante da persistência de déficit estrutural de pessoal no sistema penitenciário estadual, da existência de cargos vagos e da utilização de contratações temporárias para atuação em atividades materialmente relacionadas à rotina operacional penitenciária”, finaliza o requerimento.

Fonte: ALMT – MT

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