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Reforma Tributária vai impactar a cadeia do agronegócio
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A advogada tributarista Emília Resende afirmou, durante a 7ª reunião da Câmara Setorial Temática (CST) dos Zebuínos, realizada nesta quinta-feira (4) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que a cadeia do agronegócio será diretamente impactada pela reforma tributária a partir de 2026.
Durante a reunião, Resende chamou a atenção para os impactos da reforma tributária na pecuária de Mato Grosso e em todo o Brasil. Segundo ela, o país passará a ter uma das maiores cargas tributárias do mundo, chegando a 28%. Em sua análise, Emília destacou a preocupação com a falta de informação e engajamento do setor produtivo sobre o assunto.
“Nós estivemos em algumas feiras agropecuárias e percebemos que muitos produtores não sabiam nem que uma reforma tributária já tinha sido aprovada. Isso nos preocupa muito por causa de todas as mudanças que estão por vir”, alertou Emília Resende.
A especialista lembrou que o sistema tributário brasileiro já era considerado complexo, com sobreposição de normas e regulamentos criados desde o Código Tributário de 1966, o que transformou a legislação em uma “colcha de retalhos”.
Ela também pontuou que a discussão sobre a necessidade de uma reforma tributária se arrastava há cerca de 30 anos, até ser aprovada por meio da Emenda Constitucional nº 132 de 2023, trazendo mudanças significativas que começam a ser sentidas pelo setor produtivo.
Resende lembrou que a reforma já é uma realidade, aprovada e sem possibilidade de retorno, com mudanças que começarão a valer a partir de 2026 e que trarão reflexos imediatos para o agro. Entre os princípios da reforma, destacou a simplicidade, com a substituição de cinco tributos sobre o consumo por apenas dois, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a expectativa de menos obrigações acessórias para os contribuintes.
A especialista explicou que uma das alterações será à equiparação do produtor rural pessoa física e jurídica sob a ótica do consumo. A partir de 2027, quem tiver receita anual inferior a R$ 3,6 milhões não será considerado contribuinte IBS nem da CBS.
“Quem ultrapassar esse teto passará a ser tributados. A regra prevê ainda que, caso a receita supere o limite em mais de 20% dentro do mesmo ano, a tributação será imediata; se o excesso for menor, o recolhimento passará a ser obrigatório apenas no exercício seguinte”, explicou Resende.
O presidente da Câmara Setorial Temática da Genética na Criação de Zebuínos, José Esteves Lacerda, destacou que o melhoramento genético do rebanho não impacta apenas o setor agropecuário, mas também traz reflexos diretos para a saúde, a segurança pública e a infraestrutura do estado.
Ele lembrou que o governador Mauro Mendes (União) já reconheceu a importância do tema ao determinar que a Secretaria de Agricultura e a Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural). se dediquem ao programa, citando como exemplo o avanço obtido na pecuária leiteira, “em que uma vaca que produzia 4 litros de leite e passou a gerar 20 litros diários”. Segundo Lacerda, esse salto de produtividade amplia a renda do produtor e fortalece a circulação econômica em Mato Grosso.
No entanto, ele alertou que 85% dos pecuaristas do estado possuem menos de 500 animais e, em sua maioria, não têm condições de investir em touros de qualidade. “Por isso defendo a criação de linhas de crédito, assistência técnica e suporte em ciência e tecnologia para garantir que o melhoramento genético alcance todo o setor, especialmente os pequenos produtores, em um estado que possui 35 milhões de cabeças de gado”, afirmou José Lacerda.
CST – A Câmara Setorial Temática (CST) da Genética dos Zebuínos foi requerida pelo primeiro-secretário da ALMT, deputado estadual Dr. João (MDB), e tem como objetivo discutir e propor soluções para o aprimoramento genético da raça zebuína no estado. Ela foi instalada no dia 17 de março e tem 180 dias para entregar um relatório, apontando os caminhos para elaboração de propostas para impulsionar o desenvolvimento genético do rebanho mato-grossense.
Fonte: ALMT – MT
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Exposição “Coleção Porto Estrela” leva arte e memória ao saguão da ALMT
O saguão principal da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) recebe desde segunda-feira (13) e até ás 17 horas de hoje, quinta-feira (16), a exposição Coleção Porto Estrela, realizada do artista visual Paulo Laurentino. A mostra, organizada pela Secretaria de Escola e Memória do Legislativo, convida servidores e visitantes a percorrer, por meio da arte, fragmentos da história que ajudaram a moldar Mato Grosso.
As obras apresentam cenas que dialogam com o cotidiano, a cultura e a identidade mato-grossense, com referências à natureza e ao Pantanal, além de trajetórias de trabalho e resistência que atravessam gerações. Durante a exposição, o público também pode acompanhar o artista em ação, pintando telas ao vivo no saguão, o que aproxima ainda mais a arte do dia a dia de quem visitar o Parlamento.
A abertura ocorreu na noite de segunda-feira (13), no saguão do Teatro Zulmira Canavarros, em um momento marcado pelo encontro entre diferentes expressões culturais. Na ocasião, Paulo Laurentino produziu, ao vivo, uma obra em homenagem à ALMT, entregue ao deputado Dr. João (MDB), reforçando o papel da arte como forma de reconhecimento institucional e valorização cultural.
Natural de São Paulo e radicado em Mato Grosso há 45 anos, Laurentino construiu uma trajetória ligada à comunicação e às artes visuais, com passagens por emissoras de televisão e atuação pioneira em computação gráfica no estado. Sua produção reúne múltiplas linguagens, sempre com foco na comunicação visual e no impacto social da arte. “Trabalho com diferentes ferramentas, mas tudo gira em torno da arte e da comunicação”, resume.
O artista também desenvolve o projeto “Arte Cura”, que explora o potencial terapêutico das expressões artísticas em ambientes como hospitais, reforçando a dimensão humana e transformadora da arte.
A exposição transforma o saguão da Assembleia em um espaço de contemplação e diálogo entre cultura, história e cidadania, proporcionando aos servidores e visitantes uma experiência que amplia o olhar para além da rotina institucional.
A realização da exposição na ALMT contou com apoio do deputado Dr. João e a articulação do fotógrafo servidor do gabinete do deputado Júlio Rocha.
Fonte: ALMT – MT
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