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Thiago Silva entrega equipamentos para Delegacia da Mulher em Rondonópolis
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Deputado destinou emenda no valor de R$ 100 mil para a DEDM
Foto: Samantha dos Anjos
A unidade policial foi contemplada com computadores e escutas especiais para atender vítimas de violência
Foto: Samantha dos Anjos
O deputado estadual Thiago Silva (MDB) realizou a entrega de equipamentos comprados com emenda no valor de R$ 100 mil, nesta terça-feira (28), à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Rondonópolis. Esse benefício vai dar agilidade às investigações de crimes de violência, por meio de escuta especializada com as vítimas, que será acompanhada no âmbito da Polícia Civil e do Poder Judiciário.
Os aparelhos adquiridos para a instituição foram computadores e escutas que permitirão registrar os relatos das denunciantes que farão depoimento sobre a situação de violência sofrida, sem o propósito de produzir provas para o processo penal e administrativo disciplinar, mas, sim, para evitar que a vítima tenha que ser ouvida mais de uma vez e reviva todo o ocorrido.
Entrega – Para Thiago Silva que é presidente da Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania e Amparo à Criança, Adolescente e Idoso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso essa é uma melhoria importante dentro da Polícia Civil para esse grupo que está em uma situação vulnerável e fragilizado diante de uma situação enfrentada com a violência sofrida.
“Só tenho que comemorar a compra de mais equipamentos para dar celeridade no atendimento às mulheres vítimas de violência. Para mim é uma alegria contribuir com equipamentos tecnológicos, como computadores e escutas que serão importantes para dar celeridade ao trabalho dos servidores. Nosso objetivo é dinamizar e humanizar o atendimento, fortalecer as políticas públicas em prol do combate à violência das mulheres de Rondonópolis e de todo Mato Grosso”, declarou o parlamentar.
A advogada Neuzimar Magalhães reconheceu a iniciativa de Thiago em contribuir com a segurança pública de Rondonópolis. “Enquanto mulher e representante da Comissão dos Direitos da Mulher da OAB Rondonópolis, parabenizo o nobre deputado por mais essa importante ação em defesa das mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso”, explanou.
Solução – De acordo com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil da Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Bruno Castro, esses equipamentos são a demonstração de um importante avanço para a Polícia Civil de Mato Grosso, pois vai proporcionar uma melhor estruturação para a instituição, pois vão poder cumprir todas as obrigações necessárias na parte da investigação.
“Sem contar que vai evitar a reiteração de atos, em que a vítima tinha que ser ouvida mais de vez, quando há dúvidas. E com esses equipamentos vai minimizar e, principalmente, onde o foco é a vítima e evitar essa revitimização, pois a vítima já é vítima por si só e se torna vítima do sistema na hora de dar um depoimento na esfera judicial ou policial. A ideia é minimizar essa situação”, pontuou Castro.
Segundo o delegado titular da DEDM, Fernando Fleury, a chegada destes equipamentos de alta tecnologia vai ser essencial para os trabalhos de apuração na defesa das mulheres, já que há um grande número de vítimas de violência doméstica. “Para nós a chegada dos aparelhos é uma realização e mostra que o nosso trabalho está sendo percebido e reconhecido”, salientou.
Lei – A defesa da mulher e o empoderamento feminino são umas das principais pautas da atuação do deputado Thiago Silva na Assembleia Legislativa. Tanto que ele é o autor da Lei de n.° 11.061/2019 que cria a Delegacia da Mulher em Mato Grosso 24h para o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e da Lei de n.° 11.810/2022 que cria o Dia de Combate à Violência contra a Mulher e ao Feminicídio no estado de Mato Grosso.
Fonte: ALMT
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Lei estadual reforça responsabilidade de mães e pais na criação dos filhos
Uma nova legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sancionada em junho deste ano reforça um tema que começa dentro de casa, mas envolve toda a sociedade: a responsabilidade compartilhada de mães e pais na criação dos filhos. A Lei nº 13.455, de 16 de junho de 2026, institui a Campanha Parentalidade Responsável, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da participação de mães e pais na formação das crianças e divulgar direitos já previstos na legislação.
Entre os princípios que deverão nortear as ações da campanha estão a proteção integral e o melhor interesse da criança; a igualdade de direitos e deveres de mães e pais em relação à educação, à criação e ao sustento dos filhos; a função social das empresas; e o incentivo à maternidade e à paternidade responsáveis.
Para a psicóloga Michelle de Oliveira, especialista em desenvolvimento infantil, falar sobre parentalidade responsável não significa cobrar dos pais um comportamento perfeito. O mais importante é compreender o papel da presença, do afeto, da segurança e dos limites na formação da criança.
“A parentalidade responsável é o que vai contribuir para o desenvolvimento saudável de uma criança, porque é dentro dessa relação familiar que ela começa a construir a sua visão de mundo, de si mesma e das pessoas que a cercam”, explicou.
Michelle ressalta que uma criança que cresce em um ambiente no qual se sente protegida, amada e orientada tende a desenvolver recursos importantes para a vida, como autoestima, autonomia, capacidade para lidar com frustrações e mais segurança em suas próprias relações.
Esse cuidado também passa pelo estabelecimento de limites. Para a psicóloga, educar significa ensinar e, por isso, afeto e orientação precisam caminhar juntos. “A criança precisa do amor, mas também precisa de limite e de referências. O ‘não’, dito de forma respeitosa e com cuidado, é uma das coisas que as crianças precisam ouvir e entender”, afirmou.
Licenças e responsabilidades – A campanha instituída pela lei também prevê a divulgação de informações relacionadas ao Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei Federal nº 11.770/2008.
De acordo com a norma estadual, deverão ser divulgadas informações sobre os benefícios previstos para as empresas que concedem aos funcionários a prorrogação da licença-maternidade por mais 60 dias e da licença-paternidade por 15 dias, bem como sobre a possibilidade de redução da jornada de trabalho em 50% pelo período de 120 dias. Essa divulgação deverá ocorrer por meio de cartazes, redes sociais e sites oficiais dos órgãos públicos estaduais.
Na avaliação da psicóloga, ampliar o período disponível para que mães e pais se adaptem à chegada de um filho pode contribuir positivamente para a saúde emocional da família, embora a ampliação da licença, isoladamente, não seja garantia de melhora da saúde mental.
“O benefício está principalmente em permitir que esses pais tenham mais tempo para adaptação, criação de vínculo e organização da rotina, principalmente nesse período inicial”, esclareceu.
Segundo ela, o nascimento de uma criança provoca mudanças emocionais, físicas e profissionais, além de alterações na dinâmica do casal, e dispor de mais tempo pode reduzir a pressão de conciliar imediatamente os cuidados com o bebê e as demandas do trabalho.
Michelle destaca ainda que uma divisão mais equilibrada das responsabilidades pode diminuir a sobrecarga dentro de casa. Nesse contexto, a participação do pai desde o início da vida da criança tem papel importante e não deve ser entendida apenas como uma forma de “ajudar” a mãe.
“O pai não está ajudando, ele está exercendo a sua parentalidade”, assegurou. Para ela, cuidados cotidianos com o bebê também representam oportunidades para a construção de vínculo e permitem que o pai desenvolva mais segurança e proximidade com o filho.
A psicóloga observa que ainda persiste a ideia de que os cuidados nos primeiros meses são uma responsabilidade predominantemente materna. Mudar essa percepção, segundo ela, beneficia não apenas a mãe, pela redução da sobrecarga, mas também a criança e toda a dinâmica familiar.
“O pai também é cuidador, também educa, também acolhe e também constrói vínculo. Essa presença não pode ser pensada apenas quando a criança começa a falar, andar ou brincar. Ela precisa começar desde os primeiros meses de vida”, reforçou.
Fonte: ALMT – MT



