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Trabalhadores da Cultura lotam Plenário da ALMT para instalação de Câmara Temática

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Deputado Beto Dois a Um, requerente da CST da Cultura.

Foto: Ronaldo Mazza

Foi instalada, na manhã desta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Câmara Setorial Temática (CST) da Cultura, que tem como objetivo debater, acompanhar, propor, discutir e promover políticas públicas para o setor cultural, visando à valorização e o fortalecimento desse setor no estado. O requerente da CST, deputado Beto Dois a Um (PSB), quer propor uma nova lei de incentivo que seja conectada com a sociedade.

“A cultura é plural, diversa e é movida por muita gente e vertentes. Com a instalação desta CST, queremos entregar um resultado e dar encaminhamentos que poderão nortear os passos da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e de todo segmento. A palavra do momento é municipalização da cultura, para que os gestores municipais se sintam amparados, fortalecidos e entendam a importância do protagonismo da cadeia da cultural”, declarou o deputado.

A presidente em exercício da ALMT, deputada Janaina Riva (MDB), presente na instalação da CST da Cultura, destacou a importância desse setor que traz uma grande riqueza cultural que precisa ser valorizada e preservada. “Nós temos hoje uma Mesa Diretora composta por uma grande diversidade e o quanto isso é importante e simbólico dentro de um Parlamento, especialmente em um estado como Mato Grosso, que ainda tem tantos desafios, barreiras e preconceitos para serem vencidos. Precisamos lidar com a cultura onde essa diversidade esteja presente, por isso, cumprimento a todos. Essa Casa de Lei apoia cada um de vocês”, declarou.

A deputada Janaina lembrou ainda os avanços para o setor. “Recentemente aprovamos um Projeto de Lei, já sancionado pelo Governo do Estado (Lei n° 12.082/2023), que trata sobre os investimentos da Cultura em Mato Grosso, estabelecendo a obrigatoriedade de destinar 30% do orçamento dos cachês para contratação de artistas locais. Essas conquistas são feitas através da política, aqui é o lugar de vocês e isso mostra o quanto a cultura é relevante na ALMT, tanto é que, de forma unânime, foi aprovada esta CST aqui na Casa”, destacou a presidente em exercício.

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A necessidade de incluir a acessibilidade à Cultura em Mato Grosso foi outro ponto debatido na reunião de instalação  da CST, para garantir o amplo acesso às diversas manifestações culturais, especialmente nas regiões mais afastadas do estado, onde muitas vezes há uma carência de atividades do gênero.

“A sociedade precisa do povo da cultura, das mulheres, dos pretos, índios, ciganos, dessa diversidade cultural, que inclui também as que necessitam de acessibilidade nas suas diversas formas. Estamos atentos e sabemos dos nossos direitos. Esta situação de falta de incentivos precisa superada para que no futuro essa classe tenha uma aposentadoria mais digna”, enfatizou Luciene Carvalho, poeta e membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), que na oportunidade declarou um poema.

O governador do Estado, Mauro Mendes, participou da instalação da CST de forma virtual, através da exibição de um vídeo. “É muito importante debater políticas públicas com os diversos segmentos da Cultura e destacar a relevância que ela tem para Mato Grosso, e que possamos produzir um movimento cultural maior e intenso para nosso estado”, disse o governador.

O pró-reitor de Cultura e Extensão da Universidade federal de Mato Grosso (UFMT), Fabrício Carvalho, fará parte da CST. Para ele, esse espaço é eminentemente técnico e vai subsidiar a ALMT com dados e informações técnicas precisas, além de criar iniciativas públicas que poderão nortear os municípios. “Infelizmente, nós não temos espaços culturais dignos em Mato Grosso. Cuiabá não tem Teatro Municipal, não tem escolas públicas de música e nem de arte. Essa discussão não pode ser um política somente de governo, não deve ficar restrita aos editais. Precisamos de escolas, de instituições públicas que gerem novos artistas, por isso, essa Câmara é tão importante, porque ela é independente e poderá fazer critica e apontar soluções técnicas, além de fazer a leitura desses municípios, identificando as forças e fraquezas para entender qual caminho trilhar”, explicou Fabrício.

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A CST da Cultura tem como presidente o deputado Beto Dois a Um, a relatora Talliny Escobar Romeiro (assessora jurídica), secretária Fernanda Ferreira de Amorim (assessora parlamentar), além de quinze membros que representam o setor cultural.

Também estiveram presentes na instalação da CST da Cultura: Representantes da Secretaria de Estado de Cultura Esporte e Lazer (Secel), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Conselho Estadual de Cultura (CEC/MT), Comissão Intergestores Bipartite (CIB/MT), Conselho Estadual de Cultura no âmbito das artes visuais (Barra do Garças), do Projeto Rapper Linha Dura, Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT – Cáceres), prefeitura de Santa Rita do Trivelato, secretaria Executiva do Conselho Estadual de Cultura, Conselho Estadual de Cultura no âmbito da música – Cuiabá,  Coordenadoria de Cultura de Barra do Bugres, Secretaria de Cultura de Barra do Garças. 

Fonte: ALMT – MT

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Leis estaduais reforçam ações de prevenção e segurança no trânsito em Mato Grosso

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Leis aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nos últimos anos tratam de situações de risco no trânsito e preveem medidas voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e estudantes. As normas ganham destaque durante a Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro e dedicada à educação e à segurança nas vias.

Entre as normas está a Lei nº 11.591/2021, que estabelece regras para a sinalização em obras realizadas em rodovias estaduais. O texto determina que, quando houver obstáculos ou redutores de velocidade no local da obra, seja instalada sinalização adequada e suficiente para prevenir acidentes.

Além da sinalização e das condições das vias, a infraestrutura e a conscientização também são apontadas por representantes de motoristas por aplicativo como fatores importantes para a redução de acidentes nos perímetros urbanos. O vice-presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Mato Grosso (AMA-MT), Anderson Ferreira Neto, cita as condições das vias de Cuiabá e Várzea Grande e defende ações educativas.

“Esse asfalto ruim aumenta os acidentes e acelera o processo de desgaste dos veículos”, afirmou. Ele também considera necessárias campanhas sobre os riscos do álcool e das drogas ao volante, além de ações de orientação sobre a travessia de pedestres e a construção de passarelas e faixas elevadas.

Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social

A Lei nº 12.711/2024 estabelece campanha de orientação para o uso seguro da faixa de segurança de pedestres. Já a Lei nº 12.905/2025 institui o Programa Rota Escolar Segura, voltado à segurança e ao bem-estar das crianças nos trajetos entre casa e escola, com medidas para prevenir situações de risco.

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A proteção de quem utiliza a bicicleta é outro aspecto abordado pelas normas aprovadas pela Assembleia. A Lei nº 13.018/2025 altera dispositivos da legislação de incentivo, proteção e respeito aos ciclistas e institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Acidentes ao Ciclista.

Entre os trabalhadores que dependem diretamente das vias para exercer suas atividades, os motoristas de aplicativo são contemplados por medidas específicas. A Lei nº 12.634/2024 estabelece medidas de segurança para usuários e motoristas de aplicativos. Entre as previsões estão cadastro de usuários e condutores, exigência de documentos e antecedentes criminais, possibilidade de reconhecimento facial, botão de pânico, rastreamento e câmeras internas nos veículos.

A presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, relata que o botão de pânico teve resultado positivo na experiência da categoria. Segundo ela, após a implantação da ferramenta, houve grande redução nos assaltos, embora os casos tenham voltado a ocorrer recentemente.

Já Anderson Ferreira Neto aponta que, apesar da existência dos mecanismos, parte dos trabalhadores ainda encontra dificuldade para ter acesso às ferramentas de segurança. Segundo ele, o botão de pânico e outros dispositivos oferecidos pelo Estado não chegam à maioria dos motoristas, enquanto o custo de instalação de câmeras pode ficar fora do orçamento dos profissionais.

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Além das medidas diretamente relacionadas à segurança, a legislação também prevê a possibilidade de adoção de incentivos fiscais, tributários e linhas de crédito para a renovação dos veículos utilizados pelos motoristas. Para Anderson, incentivos são importantes diante dos custos de combustível, manutenção e aquisição de veículos enfrentados pela categoria.

As medidas voltadas aos trabalhadores do trânsito também alcançam os profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. A Lei nº 12.188/2023 institui política de incentivo à segurança dos mototaxistas e motoboys e à renovação das motocicletas utilizadas como ferramenta de trabalho. A norma prevê campanhas de prevenção de acidentes, acompanhamento e tratamento de profissionais vítimas de acidentes de trabalho, aperfeiçoamento profissional e possibilidade de incentivos para renovação da frota.

Para a presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, a legislação é uma importante conquista para a categoria, mas ainda não houve, segundo ela, apoio do governo estadual para colocar as medidas em prática.

Fonte: ALMT – MT

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