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Tribunal de Contas do Estado lança Código de Processo aprovado na ALMT
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou do lançamento do Código de Processo de Controle Externo durante o seminário “Eficácia das Decisões dos Tribunais de Contas”, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), nesta quinta-feira (11) e sexta-feira (12). O evento reune ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU) em uma série de palestras sobre a eficiência dos trabalhos dos tribunais de contas do país.
O 2º vice-presidente da ALMT, deputado Wilson Santos (PSD), representou o parlamento mato-grossense durante a cerimônia de abertura do evento e destacou a contribuição da Assembleia na construção do Código de Processo de Contas, que é considerado uma inovação jurídica e administrativa no âmbito da gestão pública.
“O Código passou pela Assembleia, foi discutido e aprovado no Parlamento e é mais uma inovação que o Tribunal de Contas de Mato Grosso lança em nível nacional e temos vários tribunais de contas aqui representados no intuito de aprender com o Tribunal mato-grossense”, destacou o parlamentar.
O presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, falou que o evento marca um momento muito importante para Mato Grosso, colocando-o em lugar de destaque nacional. “Com o apoio da Assembleia Legislativa, conseguimos desenvolver o primeiro Código de Controle externo, um instrumento capaz de dar segurança jurídica para os nossos jurisdicionados. A partir de agora haverá uma padronização nos julgamentos de contas e leva aos gestores públicos mais confiança com relação ao Tribunal de Contas”.
O Código de Processo de Controle Externo foi instituído pela Lei Complementar Estadual nº 752/2022, aprovada pelos deputados mato-grossenses. “A ALMT teve a visão de ser o primeiro Poder Legislativo do país a criar o primeiro Código de Processo de Controle Externo”, destacou o conselheiro Carlos Novelli.
Cézar Miola, presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), afirmou que o TCE-MT é um grande parceiro do Sistema de Controle Externo do país e que o Código de Processo é mais uma inovação que vai contribuir e servir de exemplo para outras Cortes de Contas. “Os tribunais de contas são os olhos da sociedade sobre o que se passa nos órgãos da gestão pública. A função de fiscalizar, porém, deve coexistir com o trabalho de orientar e direcionar os gestores públicos”.
A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Clarice Claudino, destacou o trabalho de parceria realizado pelos dois órgãos, TCE e TJ-MT, e falou sobre a importância de discutir o aperfeiçoamento dos trabalhos para dar mais efetividade às decisões, tanto do Tribunal de Contas quanto do Tribunal de Justiça. “Estamos muito felizes com o estreitamento do relacionamento. O Tribunal de Contas tem se mostrado um parceiro na realização de projetos que buscam melhorar as políticas públicas para os municípios do estado, ontem mesmo tivemos aqui para discutir mais uma parceria em prol da Justiça Restaurativa”.
O seminário será realizado ao longo desta quinta-feira (11) e na manhã de sexta-feira (12), na Escola Superior de Contas. A programação pode ser conferida neste link.
Fonte: ALMT – MT
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Lei estadual reforça responsabilidade de mães e pais na criação dos filhos
Uma nova legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sancionada em junho deste ano reforça um tema que começa dentro de casa, mas envolve toda a sociedade: a responsabilidade compartilhada de mães e pais na criação dos filhos. A Lei nº 13.455, de 16 de junho de 2026, institui a Campanha Parentalidade Responsável, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da participação de mães e pais na formação das crianças e divulgar direitos já previstos na legislação.
Entre os princípios que deverão nortear as ações da campanha estão a proteção integral e o melhor interesse da criança; a igualdade de direitos e deveres de mães e pais em relação à educação, à criação e ao sustento dos filhos; a função social das empresas; e o incentivo à maternidade e à paternidade responsáveis.
Para a psicóloga Michelle de Oliveira, especialista em desenvolvimento infantil, falar sobre parentalidade responsável não significa cobrar dos pais um comportamento perfeito. O mais importante é compreender o papel da presença, do afeto, da segurança e dos limites na formação da criança.
“A parentalidade responsável é o que vai contribuir para o desenvolvimento saudável de uma criança, porque é dentro dessa relação familiar que ela começa a construir a sua visão de mundo, de si mesma e das pessoas que a cercam”, explicou.
Michelle ressalta que uma criança que cresce em um ambiente no qual se sente protegida, amada e orientada tende a desenvolver recursos importantes para a vida, como autoestima, autonomia, capacidade para lidar com frustrações e mais segurança em suas próprias relações.
Esse cuidado também passa pelo estabelecimento de limites. Para a psicóloga, educar significa ensinar e, por isso, afeto e orientação precisam caminhar juntos. “A criança precisa do amor, mas também precisa de limite e de referências. O ‘não’, dito de forma respeitosa e com cuidado, é uma das coisas que as crianças precisam ouvir e entender”, afirmou.
Licenças e responsabilidades – A campanha instituída pela lei também prevê a divulgação de informações relacionadas ao Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei Federal nº 11.770/2008.
De acordo com a norma estadual, deverão ser divulgadas informações sobre os benefícios previstos para as empresas que concedem aos funcionários a prorrogação da licença-maternidade por mais 60 dias e da licença-paternidade por 15 dias, bem como sobre a possibilidade de redução da jornada de trabalho em 50% pelo período de 120 dias. Essa divulgação deverá ocorrer por meio de cartazes, redes sociais e sites oficiais dos órgãos públicos estaduais.
Na avaliação da psicóloga, ampliar o período disponível para que mães e pais se adaptem à chegada de um filho pode contribuir positivamente para a saúde emocional da família, embora a ampliação da licença, isoladamente, não seja garantia de melhora da saúde mental.
“O benefício está principalmente em permitir que esses pais tenham mais tempo para adaptação, criação de vínculo e organização da rotina, principalmente nesse período inicial”, esclareceu.
Segundo ela, o nascimento de uma criança provoca mudanças emocionais, físicas e profissionais, além de alterações na dinâmica do casal, e dispor de mais tempo pode reduzir a pressão de conciliar imediatamente os cuidados com o bebê e as demandas do trabalho.
Michelle destaca ainda que uma divisão mais equilibrada das responsabilidades pode diminuir a sobrecarga dentro de casa. Nesse contexto, a participação do pai desde o início da vida da criança tem papel importante e não deve ser entendida apenas como uma forma de “ajudar” a mãe.
“O pai não está ajudando, ele está exercendo a sua parentalidade”, assegurou. Para ela, cuidados cotidianos com o bebê também representam oportunidades para a construção de vínculo e permitem que o pai desenvolva mais segurança e proximidade com o filho.
A psicóloga observa que ainda persiste a ideia de que os cuidados nos primeiros meses são uma responsabilidade predominantemente materna. Mudar essa percepção, segundo ela, beneficia não apenas a mãe, pela redução da sobrecarga, mas também a criança e toda a dinâmica familiar.
“O pai também é cuidador, também educa, também acolhe e também constrói vínculo. Essa presença não pode ser pensada apenas quando a criança começa a falar, andar ou brincar. Ela precisa começar desde os primeiros meses de vida”, reforçou.
Fonte: ALMT – MT



