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Wilson Santos homenageia prefeito de Cuiabá por adesão a loteamentos populares
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Defensor histórico da habitação de interesse social em Mato Grosso, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) concedeu, nesta quarta-feira (17), durante sessão plenária, uma Moção de Aplausos ao prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL). A homenagem reconhece a inclusão, no plano de ação do município, da implantação de loteamentos populares, medida que busca assegurar o direito à moradia digna e que está alinhada aos propósitos da Câmara Setorial Temática (CST) da Moradia Popular, presidida pelo parlamentar na Assembleia Legislativa.
Ele destacou que a iniciativa representa um avanço na redução do déficit habitacional, estimado em cerca de 40 mil famílias na capital e 120 mil em todo o estado. “Essa bandeira do loteamento popular acompanha minha trajetória política. Tive a oportunidade de fazer parte da criação de 30 bairros em Cuiabá e Várzea Grande. O prefeito anunciou recentemente que adotará essa modalidade em sua gestão. Apresento esta honraria ao Abílio e a toda sua equipe pela decisão de incorporar em sua administração uma política que é mais rápida e eficaz para atender famílias que sonham com um teto e, assim, concretizar esse anseio”, afirmou.
O prefeito anunciou a aquisição de uma área com 700 lotes urbanizados, destinados a moradores da região do Contorno Leste, que deverão desocupar a área até 27 de outubro, em cumprimento a decisões judiciais de reintegração de posse. “É assim que se governa: dialogando, avançando, expandindo e, principalmente, ouvindo e atendendo os mais vulneráveis. Dedico essa honraria com satisfação, perante essa iniciativa em prol das famílias cuiabanas”, reforçou Wilson Santos.
Apesar do reconhecimento, o deputado reiterou que mantém sua defesa pela desapropriação de três áreas urbanas no Contorno Leste, sendo as comunidades João Pinto, Itacarambi e Raiz Petróleo. “Defendo a desapropriação dessas áreas para garantir assentamento definitivo e regularização fundiária daquelas famílias que vivem ali”, acrescentou.Segundo Wilson, ao adotar os loteamentos populares, Abílio demonstra sensibilidade social e dá um passo histórico para transformar Cuiabá em uma cidade mais justa, acolhedora e humana. “Cuiabá enfrenta um dos maiores desafios urbanos de sua história: o déficit habitacional. São milhares de famílias vivendo em condições precárias, sem infraestrutura e acesso a serviços básicos. A ausência de políticas eficazes agravou a desigualdade social e aumentou a vulnerabilidade das comunidades”, concluiu.
Homenageado – Abílio Brunini assumiu a Prefeitura de Cuiabá em 1º de janeiro de 2025, após vencer as eleições com 171.324 votos. No plano de governo “Resgatando Cuiabá 2025–2028”, além da adesão ao loteamento popular, o gestor prevê a construção de 10 mil novas casas populares, em parceria com os governos estadual e federal. Também, a criação do Cartão Moradia para possibilitar reformas, ampliações ou adaptações em imóveis já existentes. Essas medidas reafirmam o compromisso do prefeito com a justiça social, inclusão e dignidade humana, resgatando o direito fundamental à moradia.
Fonte: ALMT – MT
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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará
A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.
A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.
Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.
Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.
“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.
De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.
Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.
O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.
Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.
A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.
“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.
Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.
“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.
O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.
“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.
A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.
Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.
A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.
Fonte: ALMT – MT



