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Ampliação de programa de prevenção do câncer de próstata segue para a CAS

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A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (17) projeto de lei que determina a divulgação de informações sobre prevenção do câncer de próstata em locais de grande circulação masculina, como estádios de futebol, academias e bares.

O PL 87/2025, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A proposta altera o Programa Nacional de Controle do Câncer de Próstata. De acordo com o texto, serão veiculadas campanhas e divulgadas informações visando à conscientização do público sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata em estádios de futebol, ginásios e quadras de esportes, academias de ginástica, bares, casas noturnas e outros estabelecimentos em que tipicamente haja grande frequência de adultos do sexo masculino. 

Laércio Oliveira destaca que o projeto amplia a visibilidade do tema além da campanha Novembro Azul, movimento destinado a conscientizar a população sobre saúde masculina, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

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O senador apresenta dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) que evidenciam que o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Para Nelsinho Trad, a campanha tem potencial para reduzir estigmas associados ao acompanhamento urológico e à realização de exames, o que se harmoniza com o dever do Estado de fomentar ações de prevenção e de informação em saúde.

— Ao eleger locais em que tipicamente haja grande frequência de homens adultos, o projeto atua sobre uma barreira real: a persistência de resistência e desinformação que reduzem a procura por avaliação médica e por diagnóstico precoce — sublinhou.

O relator afirmou que, uma vez descoberto em estágio inicial, o tumor é curável. Por isso, segundo ele, a prevenção é a melhor recomendação.  

Audiências Públicas

O colegiado aprovou a realização de duas audiências públicas. Uma delas, a pedido da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), será realizada em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos (CDH) para debater os desafios enfrentados pelas pessoas com Síndrome de Prader-Willi no Brasil. Trata-se de uma doença genética rara, que afeta o desenvolvimento físico e intelectual e é caracterizada por uma sensação de fome constante.

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O outro debate aprovado, solicitado pela presidente do colegiado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), vai discutir a instituição do Dia Nacional da Xilogravura. A técnica consiste no desenho em relevo em uma matriz de madeira, que recebe a tinta e depois é reproduzida em outro suporte, como papel ou tecido.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova proposta com novas regras para placas de atendimento prioritário

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A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga estabelecimentos públicos e privados a inserir símbolos e descrições de diversas deficiências em placas de atendimento prioritário.

Pela proposta, as sinalizações deverão incluir representações para deficiências física, auditiva, visual, mental ou intelectual e múltipla, além de síndrome de Down, transtorno do espectro autista e mobilidade reduzida. O texto também mantém a prioridade para gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas idosas.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Geraldo Resende (União-MS), para o projeto de lei original (PL 6967/25), do deputado Duda Ramos (Pode-RR).

“A proposta supera a visão de que a deficiência se restringe apenas a limitações motoras aparentes, combatendo o estigma e os questionamentos constrangedores que muitos cidadãos enfrentam ao tentar exercer seu direito à prioridade”, afirmou Geraldo Resende.

Tecnologia
Uma das mudanças trazidas pelo substitutivo é a permissão para o uso de tecnologias digitais. “O novo texto assegura que a norma não se restrinja a placas físicas, permitindo que estabelecimentos utilizem recursos digitais e audiovisuais que podem ser, em muitos casos, mais eficientes para a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência”, justificou Resende.

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Ele alterou ainda as punições para quem descumprir a lei. O projeto original previa sanções mais rígidas, mas o texto do relator estabelece um rito progressivo. As sanções começam com advertência educativa e prazo para adequação, antes de seguir para autuações e notificações ao Ministério Público ou órgãos de defesa do consumidor.

Padronização
As placas físicas, quando adotadas, deverão seguir determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). O projeto também incentiva o uso de recursos como código QR e audiodescrição para facilitar a comunicação.

Símbolo universal
A Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolveu em 2015 um símbolo internacional de acessibilidade, que consiste de figura humana simétrica com os braços abertos inscrita dentro de um círculo. O novo ícone tem o objetivo de representar a inclusão universal.

Recém-sancionada, a Lei 15.459/26 prevê a adoção da denominação “símbolo internacional de acessibilidade”, mas teve vetados os trechos que previam a substituição do símbolo atualmente usado no país pelo modelo da ONU. O governo federal argumentou que a mudança não contou com a participação das organizações representativas das pessoas com deficiência.

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Próximos passos
O PL 6967/25 segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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