POLITÍCA NACIONAL
CAE adia votação e aprova debate sobre política do fim do plástico de uso único
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) fará audiência pública para debater o projeto da Política Nacional de Desplastificação, que busca substituir o plástico de uso único por opções renováveis.
O PL 258/202, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) é relatado pelo presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que apresentou parecer favorável à proposta. O projeto seria votado nesta terça-feira (7), mas a análise foi adiada. O senador Esperidião Amin (PP-SC) apresentou o REQ 38/2026 – CAE para a realização do debate, cuja data ainda será marcada.
Amin afirma no requerimento que o fim do plástico não renovável afetará diversos setores, como os de saúde, construção civil e tecnologia. Ele sugere o convite de representantes da Confederação Nacional da Indústria e do Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense, entre outros.
O senador afirmou que impedir o uso do plástico não renovável pode prejudicar atividades científica e de inovação. E apontou que o Instituto Federal de Santa Catarina está desenvolvendo o Projeto Green Fuel, que produz gasolina a partir destes materiais descartados.
— Do lixo, o professor Mário Lettieri produz, por quilo de plástico de uso único, 200 mililitros de gasolina — disse.
A CAE também adiou a votação do projeto que permite a permanência de pequenas e microempresas no Simples Nacional, mesmo depois de receberem investimentos de outras empresas. O PLP 74/2024, da ex-senadora Janaína Farias (CE), tem relatório favorável, com emendas, do senador Laércio Oliveira (PP-SE).
Foi adiada, ainda, a votação do plano de trabalho do grupo de senadores criado para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. O documento inclui audiências públicas, diligências, visitas a órgãos de controle e a possibilidade de medidas como a quebra de sigilos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Hugo Motta comemora aprovação de projeto de combate à violência contra mulheres
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta (PLP 41/26) foi aprovada pelos deputados em Plenário e será enviada ao Senado.
Motta ressaltou que a Câmara já aprovou diversos projetos no combate à violência contra a mulher e, em particular, ao feminicídio. “O Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”, disse ele, ao pedir 1 minuto de silêncio pelo assassinato de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, que foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases (MG). Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram a filha de um ano da vítima ainda mamando junto ao corpo da mãe.
Motta afirmou que a homenagem é a maneira de demonstrar a revolta do Parlamento com essa agressão que acontece nas diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, afirmou.
O presidente da Câmara reforçou que o tema não pertence a nenhum partido, mas é agenda de Estado.
Tragédia
A relatora do projeto aprovado, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que o feminicídio citado por Motta expressa “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” a situação das mulheres brasileiras.
“Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados


