POLITÍCA NACIONAL
CAE autoriza empréstimos da Bahia de até US$ 450 milhões no Bird
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (15) três mensagens do Executivo que autorizam o estado da Bahia a tomar empréstimos no valor total de até US$ 450 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), com garantia da União.
O valor, cerca de R$ 2,4 bilhões na cotação atual da moeda, será destinado para programas de manutenção viária e de desenvolvimento em infraestrutura rural e na produção agrícola sustentável. As três mensagens do Executivo que solicitam as autorizações seguem agora para votação em Plenário.
Infraestrutura
A MSF 22/2025, da Presidência da República, recebeu parecer favorável do senador Otto Alencar (PSD-BA), lido pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Agora o texto segue para votação do Plenário.
Os recursos são destinados ao financiamento parcial do Programa de Manutenção Proativa e Resiliência das Rodovias do Estado da Bahia (Pro-Rodovias). Conforme explica o relator, o Pro-Rodovias tem como objetivos aumentar a eficiência da manutenção viária e a resistência das estruturas às variações climáticas; reduzir acidentes; fortalecer institucionalmente a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), que é a coordenadora do programa; e promover o desenvolvimento regional.
— O Pro-Rodovias também incorpora os princípios da sustentabilidade socioambiental e da equidade territorial, estabelecendo diretrizes claras para mitigação de impactos e inclusão social, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade — leu Jaques Wagner.
A MSF 33/2025, relatada por Wagner, autoriza o estado da Bahia a tomar empréstimos no valor total de US$ 200 milhões junto ao Bird para bancar o Programa de Infraestrutura Sustentável do Estado da Bahia.
Conhecido como Bahia Sustentável, o programa é um conjunto de iniciativas que buscam transformar os setores de transporte, energia e infraestrutura digital do estado, tornando-os mais resilientes, sustentáveis e inclusivos.
— Na prática, isso significa investir em rodovias capazes de resistir a eventos climáticos extremos, incentivar o uso de veículos elétricos e ampliar o acesso à energia solar e à eletrificação rural. A meta é ambiciosa. Estão previstas ações concretas como a instalação de painéis solares em prédios públicos, apoio técnico a pequenos produtores no campo, especialmente mulheres e comunidades tradicionais, e estímulo à mobilidade ativa, com bicicletas ganhando espaço nos centros urbanos. Além disso, o programa aposta na nova fronteira tecnológica da economia verde: o hidrogênio de baixo carbono, com previsão de apoio a projetos de licenciamento ambiental até 2027 — afirmou o relator.
Os empréstimos deverão ser pagos em parcelas semestrais, em até 360 meses após o fim do período de carência, que é de 60 meses contados a partir da data de aprovação da transação pelo banco.
Agricultura sustentável
A MSF 32/2025 autoriza empréstimo entre o governo do estado da Bahia e o Bird no valor de até US$ 100 milhões, para o financiamento parcial do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável do Estado da Bahia (fase II).
Jaques Wagner, que também relatou a mensagem, diz que o objetivo é impulsionar a produtividade agropecuária, melhorar o acesso aos mercados e promover a resiliência climática na agricultura familiar. Além disso, o projeto visa expandir o acesso a serviços de água e fortalecer a capacidade de enfrentamento às mudanças climáticas em comunidades rurais selecionadas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.
Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.
O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.
O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.
Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.
Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.
Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados


