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CI debaterá repasse de custos por usinas que não geram energia

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Com os avanços das fontes renováveis e as limitações da atual infraestrutura de escoamento, o setor elétrico brasileiro enfrenta um desafio operacional crescente: o mecanismo de constraint-off. Esse cenário será debatido em audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI), ainda sem data definida. Requerimento nesse sentido (REQ 50/2025 – CI), do senador Marcos Rogério (PL-RO), foi  provado nesta terça-feira (17).

O constraint-off ocorre quando usinas geradoras de energia tecnicamente disponíveis são impedidas de operar por restrições físicas da rede. Nessas situações, as usinas são indenizadas por meio dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS), custos que acabam sendo repassados aos consumidores.

Há ainda os chamados curtailments — cortes de geração não indenizados —, que são absorvidos pelos empreendedores. O debate gira em torno da possibilidade de que esses custos passem a ser cobertos também pelo ESS, o que poderia aumentar ainda mais a conta dos consumidores.

No requerimento, o senador destaca também os aspectos jurídicos e contratuais envolvidos no tema, especialmente sobre a alocação de riscos nos contratos de energia e a legitimidade de repasses financeiros ao consumidor final.

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A audiência contará com representantes das seguintes instituições:

  • Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec);
  • Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen);
  • Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace);
  • Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica);
  • Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage);
  • Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar);
  • Frente Nacional dos Consumidores de Energia;
  • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
  • Ministério de Minas e Energia (MME);
  • Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova oferta da bolsa-permanência para estudantes do Prouni em cursos de turno parcial

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que amplia, para alunos matriculados em cursos de turno parcial, o acesso à bolsa-permanência destinada a beneficiários de bolsas integrais do Programa Universidade para Todos (Prouni).

Atualmente, a Lei 11.180/05 estabelece que a bolsa-permanência é exclusiva para estudantes de turno integral.

A bolsa-permanência é um auxílio financeiro mensal, com valor equivalente ao das bolsas de iniciação científica, destinado ao custeio de despesas educacionais, como transporte, alimentação e material didático. O objetivo da política é viabilizar a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica no ensino superior, reduzindo os índices de evasão motivados por dificuldades financeiras.

O colegiado aprovou o substitutivo do relator, Pedro Uczai (PT-SC), ao Projeto de Lei 5163/23, do deputado Túlio Gadêlha (PSD-PE). Enquanto a redação original buscava derrubar a exigência do turno integral de forma indireta (proibindo a exigência de carga horária mínima), o relator preferiu inserir diretamente no texto da lei a permissão para o turno parcial.

Uczai também suprimiu trecho do projeto original que impedia o governo de exigir qualquer carga horária mínima. Com essa mudança, o Ministério da Educação mantém a prerrogativa de estabelecer, via regulamento, um número mínimo de horas de aula ou frequência para a manutenção do benefício, desde que respeitada a abertura para os turnos parciais.

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“Alterar a lei atual pode conferir ao Poder Executivo maior liberdade para a concessão desse benefício e, desse modo, atender de modo mais adequado às reais necessidades dos estudantes bolsistas integrantes das camadas menos favorecidas da sociedade brasileira”, defendeu o relator.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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