POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova ampliação das atribuições do juiz relator nos tribunais do Trabalho
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para ampliar as atribuições do juiz relator nos tribunais. As medidas visam dar mais agilidade ao julgamento de recursos.
Pelo texto aprovado, o relator poderá:
- determinar a produção de provas no processo;
- homologar acordos entre as partes, quando possível;
- decidir, individualmente, sobre pedidos de tutela provisória (antecipação de direito); e
- julgar recursos com base em súmulas ou acórdãos já consolidados.
O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), para o Projeto de Lei 1924/22, da deputada Soraya Santos (PL-RJ). O substitutivo prevê ainda que, antes de considerar um recurso inadmissível, o juiz relator deve conceder prazo de cinco dias para o recorrente corrigir falhas formais ou de documentação.
Lindenmeyer, no entanto, excluiu do projeto a possibilidade de agravo interno, recurso contra decisões do relator. “Isso vai contra a ideia inicial de que o sistema recursal trabalhista é o problema da Justiça do Trabalho, porque o referido recurso visa impugnar as decisões monocráticas proferidas pelos relatores das turmas dos tribunais regionais do trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho (TST)”, argumentou o relator.
Segundo a autora do projeto, deputada Soraya Santos (PL-RJ), a proposta visa agilizar o andamento dos processos e reduzir o número de recursos. “Muitas das mudanças já constam do Código de Processo Civil”, destacou.
Próximas etapas
O texto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Dois senadores concorrem à Presidência; dez tentam governos estaduais
Nas eleições deste ano, dois senadores concorrem à Presidência da República: um como presidente e outro como vice-presidente. E dez senadores são candidatos a governador de estado (veja quadro abaixo).
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o candidato a presidente, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE), que se licenciou, é o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Romeu Zema (Novo).
Ambos encerram seus mandatos no Senado em 31 janeiro de 2027.
Governos estaduais
O número de senadores que disputam o cargo de governador é o menor desde 1982, quando também foram registrados 10 senadores concorrendo a esse cargo.
Do grupo deste ano, apenas Marcos Rogério (PL-RO) está em fim de mandato — que termina em 31 de janeiro de 2027. Os outros nove têm mandato até 2031, ou seja, se perderem a disputa, podem continuar no cargo de senador.
A posse dos novos governadores (ou dos que se reelegerem) acontece no dia 6 de janeiro de 2027.
Senadores que disputam governos estaduais |
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| Senador | Estado | Fim do mandato |
| Alan Rick (Republicanos) | Acre | 2031 |
| Cleitinho (Republicanos) | Minas Gerais | 2031 |
| Efraim Filho (PL) | Paraíba | 2031 |
| Marcos Rogério (PL) | Rondônia | 2027 |
| Omar Aziz (PSD) | Amazonas | 2031 |
| Professora Dorinha Seabra (União) | Tocantins | 2031 |
| Renan Filho (MDB) | Alagoas | 2031 |
| Sergio Moro (PL) | Paraná | 2031 |
| Wellington Fagundes (PL) | Mato Grosso | 2031 |
| Wilder Morais (PL) | Goiás | 2031 |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado




