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Comissão debate criação de contrato futuro de leite para reduzir riscos e fortalecer o setor

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (4), audiência pública para debater a implementação de um contrato futuro de leite no Brasil, como forma de mitigar riscos de mercado, aumentar a previsibilidade de preços e fortalecer a competitividade do setor lácteo nacional. O debate será realizado às 15h30, em plenário a ser definido.

O debate atende a requerimento do deputado Cobalchini (MDB-SC). Segundo o parlamentar, o objetivo é discutir mecanismos que permitam garantir estabilidade econômica e previsibilidade aos produtores de leite, fortalecendo a cadeia produtiva diante da volatilidade de preços e do aumento dos custos de produção.

Cobalchini ressalta que o Brasil, apesar de registrar avanços em produtividade, enfrenta dificuldades para competir com a importação de leite subsidiado de países do Mercosul. “Essa diferença inviabiliza a continuidade de muitos produtores e ameaça a sustentabilidade da atividade no país”, afirma.

De acordo com o deputado, a criação de um contrato futuro de leite na bolsa de valores (B3) “representa uma oportunidade de prover previsibilidade de preços, atrair investimentos e permitir melhor planejamento financeiro para produtores, cooperativas e indústrias”.

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Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados

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Projeto reforça proteção a crianças vítimas de negligência parental

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O Projeto de Lei 1191/26, do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), obriga profissionais e agentes públicos a informar ao Ministério Público situações de negligência parental, como abandono afetivo ou omissão no dever de assistência moral ou material a crianças e adolescentes. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Pelo texto, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a obrigação alcança:

  • oficiais de registro civil;
  • servidores de cartórios;
  • dirigentes e funcionários de escolas públicas e privadas;
  • profissionais de saúde;
  • assistentes sociais; e
  • outros agentes públicos que, no exercício de suas funções, identifiquem situações de vulnerabilidade em razão da negligência dos responsáveis legais.

Atualmente, o ECA já prevê a comunicação de determinadas situações ao Conselho Tutelar, mas não lista categorias profissionais responsáveis por fazê-la.

Conforme o projeto, a comunicação ao Ministério Público deverá conter identificação do menor de idade, bem como descrição dos motivos que levaram o agente público a constatar a vulnerabilidade da criança.

Segundo Crivella, a iniciativa aprimora a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. “A medida não cria um outro regime jurídico, mas densifica e aperfeiçoa os instrumentos já existentes de proteção à infância”, afirma.

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Próximos passos
O Projeto de Lei 1191/26 será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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