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Comissão debate reforma do modelo obstétrico no Brasil

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (27), audiência pública sobre a reforma do modelo obstétrico brasileiro.

O debate será realizado às 10 horas, no plenário 7.

Veja quem foi convidado para o debate

O debate foi solicitado pela deputada Ana Paula Lima (PT-SC). Ela explica que o modelo obstétrico no Brasil enfrenta desafios como a persistência da violência obstétrica, o excesso de intervenções sem base científica e a pouca valorização de enfermeiras obstetras e obstetrizes.

Segundo a parlamentar, essas profissionais são fundamentais para o cuidado das gestantes, especialmente nos casos de risco habitual, e também atuam de forma compartilhada em situações de alto risco.

Ana Paula Lima afirma que é urgente discutir a reestruturação do modelo de parto como medida de saúde pública, de defesa dos direitos humanos e de justiça reprodutiva. Ela lembra que o Brasil mantém taxas altas de mortalidade materna, que atingem com mais força mulheres negras, indígenas, periféricas e de regiões com menos acesso a serviços de saúde.

“A audiência será uma oportunidade para discutir soluções que promovam o parto humanizado, fortaleçam a atenção primária e eliminem práticas violentas e discriminatórias no cuidado à gestante, parturiente e puérpera”, afirma.

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Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova regras gerais para o diagnóstico precoce de câncer de pulmão no SUS

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece diretrizes nacionais para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta tem como objetivo reduzir as taxas de mortalidade e aumentar a sobrevida dos pacientes por meio da detecção antecipada da doença, que é a principal causa de morte por câncer no Brasil.

Para a autora do projeto, deputada Flávia Morais, a medida é urgente devido ao impacto econômico e social do diagnóstico tardio, que eleva custos assistenciais e causa perdas significativas de produtividade.

Texto aprovado
Foi aprovada a versão do relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que ajustou a proposta original – Projeto de Lei 2550/24, da deputada Flávia Morais (PDT-GO) – para adaptar o texto à legislação já existente.

O substitutivo estabelece como diretrizes o desenvolvimento de ações educativas, a capacitação permanente de profissionais de saúde, o uso de estratégias de saúde digital e o estímulo à busca ativa de grupos de alto risco na atenção primária.

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A principal mudança em relação à proposta original é a flexibilização dos critérios técnicos no texto da lei. Enquanto o projeto recomendava especificamente a realização anual de tomografia computadorizada de baixa dose para indivíduos de alto risco entre 50 e 80 anos, o substitutivo aprovado removeu esse detalhamento operacional.

A intenção, segundo o relator, é evitar o “engessamento” da prática médica e permitir que as ações a serem adotadas simplesmente sigam protocolos clínicos e processos de incorporação de tecnologias em saúde do Ministério da Saúde.

O texto também prevê a integração das ações de identificação precoce com programas de cessação do tabagismo, em consonância com a Política Nacional de Controle do Tabaco.

Próximas etapas
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa da aprovação da Câmara e do Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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