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Comissão do Esporte debate valorização e condições de trabalho dos treinadores de futebol

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados realiza, na terça-feira (28), audiência pública para discutir a valorização e as condições de trabalho dos treinadores de futebol no Brasil. A reunião será realizada no plenário 4, às 10 horas.

O debate atende a pedido dos deputados Luisa Canziani (PSD-PR) e Orlando Silva (PCdoB-SP). Eles ressaltam que os treinadores desempenham papel essencial na formação técnica dos atletas e na qualidade do espetáculo esportivo, mas enfrentam um cenário de desequilíbrio e insegurança nas relações de trabalho.

Os parlamentares destacam que a maioria dos técnicos atua em clubes de base e divisões de acesso, enfrentando vínculos precários, baixos salários e ausência de garantias trabalhistas.

“Muitos trabalham sem carteira assinada, sem acesso à Previdência e com medo constante de demissão repentina”, diz Luisa Canziani.

Os parlamentares também frisam que, apesar de contribuírem diretamente para o espetáculo, os técnicos não participam das receitas de transmissão e têm suas imagens exploradas comercialmente sem retorno financeiro.

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“Negar que o treinador é parte central do jogo é injusto, cruel e economicamente desonesto. A valorização dessa categoria é, antes de tudo, uma questão de respeito, coerência e humanidade”, afirma Orlando Silva.

Da Redação – MO

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova novos critérios para definição de imóvel subutilizado

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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera o Estatuto da Cidade para detalhar a definição de imóvel subutilizado.

O texto considera subutilizado o imóvel abandonado, desocupado e mantido fora do mercado de locação, com sinais de deterioração ou uso irregular.

Entre os exemplos de uso irregular citados na proposta, estão o acúmulo de lixo, o abrigo de animais ou a ocupação por terceiros.

Exceção
A regra não se aplicará se o imóvel for necessário para a habitação do proprietário ou de seus dependentes.

Mudanças no texto original
O texto aprovado foi o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Eli Borges (Republicanos-TO), ao Projeto de Lei 3823/19, do deputado Rubens Otoni (PT-GO).

O texto inicial considerava subutilizados os imóveis residenciais mantidos ociosos sob qualquer pretexto, desde que não fossem necessários para a moradia do dono.

O relator explicou que a expressão “sob qualquer pretexto” poderia levar a interpretações arbitrárias e ampliar o risco de intervenções indevidas do poder público sobre a esfera privada.

“O objetivo do substitutivo é conferir maior segurança jurídica e estabelecer parâmetros mais claros e equilibrados para a aplicação da norma, harmonizando o direito de propriedade com sua função social”, esclareceu Eli Borges.

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Como é hoje
Hoje, o Estatuto da Cidade só considera subutilizado o imóvel com aproveitamento inferior ao mínimo definido para a área em que se situa.

Terrenos, casas e prédios classificados como subutilizados podem ter o IPTU elevado pela prefeitura ou serem desapropriados por não cumprirem sua função social. Essas possibilidades são garantidas pela Constituição.

Próximos passos
A proposta será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para a apreciação do Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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