POLITÍCA NACIONAL
Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos apresenta resultados e pede mais recursos ao paradesporto
POLITÍCA NACIONAL
Entidades e atletas destacaram que o apoio financeiro é vital para a inclusão social e o alto rendimento no paradesporto. O tema foi debatido em audiência pública na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (15).
Durante a reunião, o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos apresentou a evolução da entidade, que saltou de 11 para 211 clubes filiados desde 2020. O presidente do comitê, João Batista Carvalho e Silva, disse que, em 2025, foram captados R$ 20 milhões para apoio a quase 4 mil paratletas. Neste ano, 1.779 paratletas foram atendidos no primeiro semestre.
Segundo ele, o comitê permite que clubes pequenos, com dificuldade de gestão, tenham acesso a orientação e recursos.
Desigualdade regional
Apesar do crescimento, o comitê alertou para a concentração de clubes no Sudeste, que reúne 41% das entidades, enquanto a região Norte tem apenas 7%.
Representantes de atletas e clubes afirmaram que o apoio do comitê reduziu a necessidade de arrecadações informais para participar de competições. No entanto, atletas com maior grau de deficiência pediram revisão de critérios de programas como o Bolsa Atleta.
Também houve críticas à retirada de provas dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, o que teria deixado cerca de 300 atletas sem apoio.
O deputado Saulo Pedroso (PSD-SP), autor do pedido de debate, afirmou que o Legislativo deve fortalecer o esporte como ferramenta de transformação social. “O esporte pode ser mais eficaz que ações na área de segurança pública e traz benefícios para a saúde e a economia”, disse.
A ex-deputada Rosinha da Adefal, que foi paratleta na natação e integra o comitê, afirmou que o aumento da demanda exige revisão na distribuição de recursos de loterias e apostas. “Para ter resultados, não basta treinar. É preciso estrutura acessível, equipamentos e profissionais qualificados”, disse.

Governo federal
O secretário nacional do Paradesporto do Ministério do Esporte, Fábio Araújo, destacou a parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos. Ele anunciou o programa Vencer pelo Esporte, que prevê a inclusão de atividades esportivas nos Centros Especializados em Reabilitação (CER) do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo ele, parlamentares poderão destinar até 50% das emendas de saúde para ações esportivas dentro do SUS.
Da Redação – GM
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).
No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.
Fim da 6×1
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.
A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.
Prazos
A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.
O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.
Segurança
A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.
A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.
Quórum
Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



