POLITÍCA NACIONAL
Confúcio diz que dívida pública ameaça investimentos
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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (1º), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) afirmou que o Brasil vive um momento de desequilíbrio fiscal que ameaça a capacidade do governo de fazer investimentos em áreas essenciais. Segundo ele, a rigidez do Orçamento federal, somada ao crescimento das despesas obrigatórias, tem engessado a gestão pública e reduzido os recursos disponíveis. O parlamentar citou dados da Instituição Fiscal Independente (IFI), que projetam dívida pública acima de 100% do PIB até 2030, caso nenhuma mudança seja feita.
— Quase todo o dinheiro arrecadado já tem um destino definido por lei antes mesmo de o ano começar. O que sobra para investir no futuro da nação é praticamente nada. A dívida pública pode alcançar 125% do PIB, em 2035, se nada for feito. A arrecadação está perto do limite, com carga tributária acima de 34% do PIB, enquanto as despesas seguem crescendo, pressionadas pelas regras automáticas, indexações e vinculações constitucionais. Não há crescimento econômico sem obras, sem infraestrutura, sem inovação, sem investimento no capital humano — afirmou.
Durante o discurso, Confúcio Moura destacou que o debate sobre o pacto fiscal deve ser enfrentado com responsabilidade, independentemente de governos. Para o senador, é dever do Congresso preparar o futuro do país de forma duradoura, sem depender de orientações políticas.
— O povo brasileiro quer proteção, mas também quer progresso. Vamos enfrentar esse debate com responsabilidade e serenidade, sem paixões ideológicas. Hoje é o Lula no governo, amanhã pode ser outro, de direita, de extrema-direita, de qualquer posição ou de centro. Nós temos que preparar o futuro para qualquer que seja o presidente que vier depois, porque, se não agirmos agora, quando a crise estourar, e ela vai estourar, não teremos mais como reagir —disse.
O parlamentar propôs a criação de uma comissão mista especial, formada por representantes do Legislativo e do Executivo, para debater a revisão do pacto fiscal brasileiro. A comissão, segundo ele, deve apresentar um novo modelo de organização orçamentária que permita ao Estado manter obrigações sociais e, ao mesmo tempo, retomar a capacidade de investimento público.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Dra. Eudócia anuncia investimentos em mobilidade urbana de Maceió
A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) anunciou a liberação de recursos federais para o sistema de ônibus de trânsito rápido (BRT) de Maceió. Em pronunciamento em Plenário na quarta-feira (12), a parlamentar afirmou que o projeto deverá ampliar e modernizar o transporte público da capital alagoana. De acordo com Dra. Eudócia, o sistema, que receberá o nome de Rapidão, deverá beneficiar mais de 80% da população de Maceió, com atenção especial aos trabalhadores que vivem na parte alta da cidade.
— Esse BRT, que vai ser a maior obra de mobilidade urbana do nosso estado de Alagoas, é um marco para a nossa capital. O BRT também é um sistema moderno, em que teremos ônibus novos, com ar-condicionado. Estamos falando de dignidade, de desenvolvimento, de darmos aos nossos munícipes condições de se deslocarem de forma confortável — disse.
Crédito externo
A senadora ressaltou que a iniciativa tem objetivo de melhorar as condições de deslocamento da população. Ela também pediu celeridade na análise da MSF 46/2026, que autoriza o município de Maceió a contratar operação de crédito externo de US$ 150 milhões com o New Development Bank (NDB), banco de fomento dos Brics. Os recursos serão destinados ao financiamento do Programa de Integração, Desenvolvimento Social e Sustentável de Maceió (MCZ3i).
— Peço celeridade na tramitação desse projeto aqui nesta Casa, em virtude de sua importância para a nossa capital e, consequentemente, para o nosso estado de Alagoas — disse Dra. Eudócia.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



