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POLITÍCA NACIONAL

CRA convida ministra Marina Silva a falar sobre espécies exóticas invasoras

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POLITÍCA NACIONAL

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deverá comparecer à Comissão de Agricultura (CRA) para falar sobre resolução da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) que propõe a publicação das listas nacionais de espécies exóticas invasoras (EEIs).

Requerimento nesse sentido, de autoria do senador Jorge Seif (PL-SC), foi aprovado nesta quarta-feira na CRA. A data da audiência pública será definida em breve pela comissão.

De acordo com Seif, o documento, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), carece de base científica robusta e de adequada articulação interinstitucional, com fragilidades metodológicas que comprometem sua legitimidade e aplicabilidade.

Além disso, o procedimento desconsiderou competências legais e técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária, especialmente no que se refere à gestão de espécies de interesse zootécnico, florestal e agrícola. A falta de coordenação entre os ministérios fere o princípio da integração das políticas públicas, previsto na Política Nacional do Meio Ambiente, e pode gerar impactos negativos na governança ambiental e na segurança jurídica do setor produtivo, observa Seif.

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“O tema possui grande relevância econômica e ambiental, pois a classificação indevida de espécies como invasoras pode comprometer atividades agropecuárias, florestais e pesqueiras de alta importância para o país, afetando cadeias produtivas estratégicas e milhares de empregos”, conclui o autor do requerimento.

Políticas públicas

Na mesma reunião a comissão também aprovou a realização de audiência para debater propostas de fortalecimento das políticas públicas para o setor agropecuário brasileiro. A data ainda será definida pela comissão.

O debate deverá contar com representantes do Ministério da Fazenda, do Ministério da Agricultura e Pecuária, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do relator-geral do projeto da Lei Orçamentária Anual de 2026 (PLN 15/2026), deputado Isnaldo Bulhões Júnior (MDB-AL).

O requerimento do debate foi apresentado pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que preside a CRA.

Embargos

Nesta quinta (30) e na sexta-feira (31), será realizada uma diligência externa de subcomissão temporária da CRA no município de Porto Velho, para apurar a grave situação enfrentada por produtores rurais que vem sendo impactados por embargos realizados pelo Ibama, especialmente na região da Amazônia Legal”, disse Zequinha.

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— Somente em 2025, foram publicados 67 editais, totalizando mais de 7 mil notificações e embargos de áreas rurais, o que tem gerado insegurança jurídica, prejuízos econômicos e sociais, além de comprometer a produção agropecuária e o sustento de milhares de famílias na Amazônia — afirmou.

O senador disse que a comissão reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, com o respeito a legislação ambiental e com a defesa dos direitos dos produtores que atuam de forma responsável.

— A diligência buscará ouvir os afetados, reunir informações técnicas e propor encaminhamentos que promovam o equilíbrio entre a produção ambiental e a atividade produtiva — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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