POLITÍCA NACIONAL
CRE sabatina indicados a embaixadas na Espanha, Hungria, Suíça e República Tcheca
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) fará na quarta-feira (2) as sabatinas dos diplomatas indicados para os cargos de embaixadores do Brasil na Espanha, na Hungria, na Suíça e na República Tcheca. A reunião terá início às 9h30.
Luiz Alberto Figueiredo Machado é indicado ao cargo de embaixador na Espanha e, cumulativamente, no Principado de Andorra. Entre as funções já exercidas pelo diplomata, destacam-se as de ministro das Relações Exteriores, de 2013 a 2014; embaixador em Washington, Lisboa e Doha; ministro-conselheiro na delegação permanente do Brasil na Unesco; e representante permanente na missão do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU). O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) é o relator da indicação (MSF 24/2025).
A indicada para chefiar a embaixada na Hungria é Cláudia Fonseca Buzzi. A diplomata atualmente chefia a embaixada do Brasil na Suíça, e, entre outros cargos, já foi cônsul-geral e cônsul-adjunta em Buenos Aires, assessora da Secretaria-Geral do Ministério de Relações Exteriores e chefe da Assessoria Especial de Relações Federativas e com o Congresso Nacional. A indicação (MSF 25/2025) é relatada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
Para o cargo de embaixadora na Suíça, cumulativamente com Liechtenstein, a indicada é Maria Luisa Escorel de Moraes. A diplomata atualmente é a secretária de Europa e América do Norte do Ministério de Relações Exteriores e já foi embaixadora em Estocolmo, entre 2022 e 2023. Ela também já exerceu funções nas representações do Brasil em Vancouver, Caracas, Santiago, Wellington e nas Nações Unidas. A relatoria da indicação (MSF 26/2025) cabe à senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).
O diplomata Orlando Leite Ribeiro é indicado para a embaixada na República Tcheca. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) emitirá relatório sobre a indicação (MSF 27/2025). Entre os cargos que exerceu, o indicado foi conselheiro na embaixada em Washington, chefe de duas divisões (de Agricultura e Produtos de Base e de China e Mongólia) e diretor do Departamento de Promoção Comercial e de Investimentos.
Após as sabatinas, a comissão votará as indicações, que também precisarão passar pela aprovação do Plenário.
Veja abaixo informações sobre os países que devem receber novos embaixadores:




Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Senado firma parceria com o movimento Pela Vida das Mulheres
O Senado é um dos parceiros do movimento Pela Vida das Mulheres, criado durante o Agosto Lilás, campanha que destaca a importância da prevenção e do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. O movimento é resultado da parceria entre empresas, organizações da sociedade civil e o poder público, como a Avon, o Instituto Natura e a Fundação Maria da Penha.
O movimento lançou a campanha Somos Maiores que a Violência Contra as Mulheres, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a responsabilidade coletiva no combate a esse tipo de violência. De acordo com o Pela Vida das Mulheres, é necessária uma mobilização permanente contra a violência, pois a responsabilidade é de todos: mulheres, homens, sociedade, empresas e Estado. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, uma média de mais de quatro mulheres assassinadas por dia por razões de gênero.
Índice
O movimento Pela Vida das Mulheres trabalha com um indicador que mede o quanto a sociedade brasileira está apta a reconhecer, nomear e agir diante da violência contra as mulheres: o Índice de Conscientização sobre a Violência Contra as Mulheres, criado em 2025 pelo Instituto Natura e pela Avon. Segundo o movimento, em 2025 o índice foi de 29%. A meta é elevá-lo para 73% até 2035. O índice também foi aplicado em outros cinco países da América Latina: Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru. O movimento Pela Vida das Mulheres destaca que a conscientização só faz sentido quando se traduz em comportamento.
Mapa
O movimento também utiliza como referência para sua atuação o Mapa Nacional da Violência de Gênero, produzido pelo DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência, ambos vinculados ao Senado. De acordo com os dados mais recentes do levantamento, 33% das mulheres entrevistadas sofreram algum tipo de violência, mas apenas 4% reconheceram o ato como violência, o que indica uma lacuna de percepção. O levantamento aponta ainda que 71% das agressões tiveram testemunhas.
Ao destacar a participação do Senado no movimento, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmou que a atuação do Legislativo deve incluir não apenas a elaboração de leis, mas também a produção e a disseminação de informações sobre a violência contra as mulheres.
— Há 20 anos, o Brasil deu um passo histórico com a Lei Maria da Penha. O desafio agora é fazer com que cada mulher conheça seus direitos, reconheça os sinais da violência e saiba onde buscar ajuda. O Senado Federal tem responsabilidade permanente nesse caminho, não apenas na construção das leis, mas também na produção de dados, na disseminação de informação e na mobilização da sociedade. Ao integrar o Movimento Pela Vida das Mulheres, reafirmamos esse compromisso: fazer com que conhecimento e informação se transformem em prevenção, proteção e vidas preservadas — afirmou Davi Alcolumbre.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



