POLITÍCA NACIONAL
CSP aprova aumento de pena para crimes contra motoristas profissionais
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou o projeto de lei que aumenta a punição para crimes praticados contra motoristas de transporte de passageiros. A proposta do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) recebeu voto favorável do relator, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O PL 3.605/2021 altera o Código Penal para classificar como homicídio qualificado aquele cometido contra motoristas de transporte público ou privado, inclusive aqueles que atendem utilizando aplicativos de internet, durante o expediente de trabalho ou em razão do exercício da profissão. Com isso, a pena passaria a ser de 12 a 30 anos de reclusão, e não de 6 a 20 anos, que é aquela aplicada aos homicídios simples.
Como os homicídios qualificados são considerados crimes hediondos, o texto prevê que os autores desses crimes também não terão direito a fiança, anistia ou indulto. O projeto prevê que o furto praticado contra esses mesmos profissionais também será considerado qualificado, de modo que a pena seria de 2 a 8 anos de reclusão, e não de 1 a 4 anos. Já a pena para roubo, que é de 4 a 10 anos de reclusão, seria aumentada entre um terço e metade se a vítima for motorista profissional.
Da mesma forma, o projeto estabelece penas maiores para quem praticar os crimes de extorsão ou sequestro contra motoristas. O crime de extorsão (forçar alguém a fazer algo), caso o projeto seja transformado em lei, terá pena entre um terço e metade maior e o crime de sequestro poderá ser punido com até 20 anos de reclusão.
Segundo Veneziano Vital do Rêgo, o número de crimes praticados contra motoristas profissionais tem aumentado em virtude do crescimento da quantidade de profissionais envolvidos nessa atividade. “Tais motoristas estão com certeza em estado de vulnerabilidade, uma vez que não têm como evitar a violência que contra eles é praticada, já que o crime é cometido no exercício do trabalho de que necessitam para sobreviver”, argumenta.
Para Sérgio Petecão, relator da matéria, ter que aceitar pessoas desconhecidas como passageiros é o que mais torna os motoristas vulneráveis. “Nessas circunstâncias, tornam-se vítimas preferenciais de furto, roubo, extorsão e até homicídio”, explica.
Emendas
Petecão apresentou uma emenda para deixar claro, no projeto, que a medida abrange apenas os motoristas que trabalham com transporte de passageiros, em qualquer modalidade.
O relator também acatou uma emenda apresentada pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES). Essa emenda, que altera o artigo 155 do Código Penal, aumenta a pena prevista em casos de roubo de veículo automotor levado para outro estado ou país.
Atualmente, a pena para esse tipo de furto qualificado é de 3 a 8 anos; com a alteração recomendada por Contarato, ela passaria a ser de 4 a 10 anos de reclusão. A emenda também especifica que essa mesma pena deve ser aplicada em casos de roubo de veículos elétricos, híbridos, reboques, semirreboques e componentes ou equipamentos, montados ou desmontados, com o objetivo de levar o item roubado para outro estado ou para o exterior.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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CAS discute projeto de fiscalização de políticas sociais do governo federal
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) discute nesta terça (25) o projeto que estabelece agosto como o mês em que o Congresso Nacional deve dar atenção especial à análise e à fiscalização das políticas públicas do governo federal na área social.
Entre os convidados para o debate estão dois ministros de Estado. A reunião terá início às 10h.
O projeto (PL 4.035/2023) também cria uma campanha de conscientização, determinando que agosto será o Mês Nacional de Combate à Desigualdade Social e de Enfrentamento à Pobreza.
A proposta foi apresentada em 2023 pelo então deputado federal Guilherme Boulos, que se licenciou do cargo em 2025 para assumir a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele deve participar do encontro.
O debate, que acontecerá sob a forma de audiência pública interativa, foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto.
No requerimento que apresentou para solicitar o debate (REQ 84/2026 – CAS), Paim ressalta que “o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. Essa realidade não se restringe aos indicadores econômicos: manifesta-se nas profundas diferenças de acesso à saúde, à educação, ao trabalho digno, à moradia, à segurança alimentar, ao saneamento básico e à própria expectativa de vida entre diferentes grupos sociais e territórios”.
Convidados
Entre os convidados que já confirmaram a participação na audiência estão:
- o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos;
- o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias;
- a diretora de Promoção dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luana Medeiros;
- a integrante da diretoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Adriana Marcolino;
- a coordenadora da Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, Renata Boulos;
- o coordenador nacional do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Rud Rafael.
A reunião será realizada na sala 3 da ala Alexandre Costa.
Como participarO evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis. |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



