POLITÍCA NACIONAL
Davi comemora aprovação recorde de 24 indicações de autoridades
POLITÍCA NACIONAL
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre agradeceu o empenho dos senadores no esforço concentrado das primeiras semanas de agosto para sabatinar autoridades nas comissões e nas votações em Plenário.
O Senado já aprovou as indicações de 31 autoridades. Só nesta terça-feira (19), 22 nomes foram aprovados.
— É o recorde de votação de autoridades para uma sessão deliberativa do Plenário do Senado Federal — comemorou Davi.
Desde segunda-feira (11), foram sabatinados 22 indicados nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Meio Ambiente (CMA), Educação (CE), Assuntos Sociais (CAS) e Infraestrutura (CI).
— É uma honra e um privilégio poder servir ao Senado Federal, a Casa da Federação, na condição de presidente. Tenho certeza absoluta de que Vossas Excelências também estão com a certeza do dever cumprido — afirmou.
Veja abaixo, as 24 indicações aprovadas até esta terça pelo Plenário:
- Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP): Alexandre Magno Benites de Lacerda, Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues, Fernando da Silva Comin, José de Lima Ramos Pereira e Karen Luise Vilanova Batista de Souza;
- Conselho Nacional de Justiça (CNJ): Carlos Vinícius Alves Ribeiro e Silvio Roberto Oliveira de Amorim Júnior;
- Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Gentil Nogueira de Sá Júnior e Willamy Moreira Frota;
- Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA): Larissa Oliveira Rêgo, Leonardo Góes Silva e Cristiane Collet Battiston;
- Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): Artur Watt Neto e Pietro Adamo Sampaio Mendes;
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): Leandro Pinheiro Safatle, além dos diretores Thiago Lopes Cardoso Campos e Daniela Marreco Cerqueira;
- Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): Octavio Penna Pieranti e Edson Victor Eugênio de Holanda;
- Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): Rui Chagas Mesquita e Antonio Mathias Nogueira Moreira;
- Conselho Diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD): Lorena Giuberti Coutinho;
- Presidência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS): Wadih Nemer Damous.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova política de apoio a brasileiros repatriados e deportados
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Reintegra Brasil. O objetivo é apoiar a reinserção social e profissional de brasileiros que retornam ao país após repatriação ou deportação.
Entre as medidas previstas estão:
- a instalação de postos de acolhimento em áreas de fronteira;
- a prioridade no acesso a programas sociais; e
- a oferta de linhas de crédito.
Mudanças no texto original
Por recomendação da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), o colegiado aprovou a versão aprovada anteriormente (substitutivo) pela Comissão de Saúde para o Projeto de Lei 96/25, da deputada Renata Abreu (Pode-SP), e apensados, com alteração.
A versão original previa a criação de um programa de governo. No entanto, a relatora argumentou que o termo “programa” sugere ações temporárias, enquanto uma política pública garante continuidade às medidas.
“O retorno sob força possui impactos na sociedade. Isso gera a necessidade de amparo do Estado, não na forma de ações com limite de prazo, mas de uma política de longa duração”, afirmou a deputada.
Rogéria Santos também retirou trecho que alterava a Lei de Migração. Segundo ela, as garantias previstas já estão contempladas pela Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia.
Medidas previstas
- Postos de fronteira
- criação de unidades de recepção nos pontos de entrada no país para cadastro de quem voltou;
- encaminhamento para abrigos temporários ou auxílio para transporte até o município de origem.
- Planos de emergência
- elaboração de ações para atendimento de repatriações em massa;
- atuação conjunta de estados e municípios para garantir apoio humanitário.
- Saúde e família
- oferta de atendimento psicológico e assistência social;
- criação de espaços de convivência para mães e filhos;
- apoio na localização de parentes no Brasil.
- Atenção às mulheres
- prioridade no acesso a serviços para mulheres responsáveis pelo sustento da família ou em situação de vulnerabilidade;
- garantia de suporte de justiça para vítimas de violência.
- Educação
- facilitação de matrículas na rede pública para crianças e adolescentes.
- Assistência social e transferência de renda
- atendimento prioritário no Cadastro Único (CadÚnico);
- prioridade no acesso ao Bolsa Família e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).
- Emprego e empreendedorismo
- oferta de cursos de qualificação profissional em parceria com empresas;
- criação da linha de crédito “Retorno Produtivo”;
- incentivo à criação de cooperativas.
- Proteção patrimonial
- orientação para proteção de bens e recursos adquiridos no exterior.
- Monitoramento da política
- criação de bancos de dados para avaliar a política;
- integração de trabalho entre órgãos de governo, conselhos de tutela e entidades da sociedade.
Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados


