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Fórum parlamentar é fundamental para relevância do BRICS, segundo Motta

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o fórum parlamentar do BRICS é fundamental para um futuro ainda mais relevante do bloco, durante a cerimônia de encerramento da 11ª edição do encontro nesta quinta-feira (5).

“Fortalece a cooperação parlamentar e amplia a representatividade social. Aponta pautas e caminhos que refletem as aspirações de nossos cidadãos, confere maior legitimidade a todo processo de concertação de nossos países”, disse Motta, que presidiu a sessão de encerramento do fórum, que aconteceu de terça a quinta-feira (3 a 5). Segundo ele, os parlamentos revestem-se de importância capital ao criar consciência comum acerca dos valores que são caros aos cidadãos do BRICS.

Motta ressaltou os avanços obtidos nas áreas prioritárias para a presidência brasileira do bloco. “Ao propugnar, por exemplo, pelo acesso equitativo a medicamentos, por um sistema multilateral de comércio aberto, transparente e inclusivo ou por uma reforma na governança global, o BRICS e os países parceiros buscam o bem estar geral e a estabilidade global”, afirmou.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
4ª Sessão de Trabalho Inteligência Artificial Responsável e Inclusiva. Presidente da Câmara Baixa do Parlamento da Índia, Senhor Om Birla
Om Birla destacou influencia crescente do BRICS

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O presidente da Câmara da Índia, Om Birla, afirmou que o BRICS se tornou símbolo de jornada transformadora que tem crescido em influencia. “Amplificando a voz do sul global, apresentando novas oportunidades para novas estruturas internacionais de maneira democrática, inclusiva e de modo a refletir realidades contemporâneas”, afirmou. A Índia sediará a próxima edição do fórum parlamentar do BRICS.

Para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a declaração conjunta do fórum é fruto de intenso diálogo e da convergência de perspectivas e reflete o espírito dos BRICS de respeito, entendimento mútuo, igualdade, solidariedade, abertura, inclusão, fraternidade, diálogo e consenso. “A declaração reflete a visão compartilhada sobre o papel crucial dos parlamentos na promoção de uma governança global que também leva em conta os papeis dos países dos BRICS”, disse.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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