POLITÍCA NACIONAL
Fraudes no INSS: CTFC vota requerimentos para ouvir novo ministro da Previdência
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O novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, poderá ser ouvido pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle (CTFC), caso sejam aprovados dois requerimentos a serem votados na reunião desta terça-feira (6), às 11h30.
A situação das fraudes em descontos não autorizados em pensões e aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é o tema do requerimento de oitiva apresentado por Sergio Moro (União-PR). Em seu requerimento (REQ 18/2025 — CTFC), o senador citou notícias sobre operação da Polícia Federal que revelou “prejuízos bilionários decorrentes de fraudes sistemáticas nos benefícios do INSS” que teriam feito 4,1 milhões de vítimas, e questionou a falta de ação imediata do Ministério da Previdência quando foi informado das irregularidades. O senador espera que Queiroz esclareça à comissão, entre outros pontos, as medidas tomadas para corrigir as falhas no sistema de controle de benefícios e ressarcir os segurados atingidos.
“Diante da dimensão social, financeira e institucional dessas fraudes, a presença do atual ministro da Previdência Social é essencial para garantir a transparência dos atos do Poder Executivo e assegurar que essa Casa legislativa exerça plenamente sua função de fiscalização”, acrescenta Moro em seu requerimento.
Outro requerimento (REQ 19/2025 — CTFC), do senador Dr. Hiran (PP-RR), requer a presença de Wolney Queiroz para esclarecimentos gerais sobre políticas públicas voltadas à modernização das práticas do ministério, além de medidas de transparência e prestação de contas de suas atividades. Dr. Hiran argumenta que o comparecimento de Queiroz se torna relevante para que a CTFC possa debater as políticas “a serem executadas e que vierem a ser adotadas pela pasta ministerial sob sua gestão, abrangendo as políticas, recursos e gastos públicos sob a gestão do do Instituto Nacional de Seguro Social”.
Em 29 de abril, a CTFC tinha aprovado convite ao então ministro da Previdência, Carlos Lupi, para depor sobre o esquema de fraude no INSS. Lupi, porém, pediu demissão em 2 de maio.
Contratações públicas
Depois de adiamento, a CTFC deve votar o Projeto de Lei (PL) 4.506/2021, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que reduz o valor mínimo de contratação pública na qual é obrigatório para o vencedor da licitação implementar programa de integridade. Contratos com valor igual ou superior a R$ 40 milhões exigirão o programa, se o projeto virar lei. O valor é um quinto dos R$ 200 milhões atualmente exigidos. Sergio Moro, relator do projeto, considera que programas de integridade aprimoram “a confiança da sociedade nas contratações realizadas pelo poder público”.
Depois da CTFC, o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Fiscalização
Voltam à pauta da CTFC os seguintes requerimentos de fiscalização:
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o suposto não cumprimento, por parte do Ministério do Esporte, da publicação do relatório de acompanhamento da aplicação de recursos para o desporto provenientes de loterias federais, repassados ao Comitê Olímpico do Brasil e ao Comitê Paralímpico Brasileiro. Alessandro Vieira (MDB-SE), relator, é pelo arquivamento do requerimento (PFS 2/2017) do senador Romário (PL-RJ);
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informações não divulgadas sobre acordo com o Paraguai em 2024 em que a tarifa da energia elétrica da usina de Itaipu para o Brasil foi mantida (PFS 1/2025). O pedido de fiscalização do senador Esperidião Amin (PP-SC) afirma que era esperada a diminuição da tarifa.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).
No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.
Fim da 6×1
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.
A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.
Prazos
A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.
O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.
Segurança
A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.
A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.
Quórum
Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



