POLITÍCA NACIONAL
Frente parlamentar ambientalista quer levar à COP propostas para enfrentar mudanças climáticas
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O coordenador da frente parlamentar ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), afirmou que o grupo pretende definir pautas que ajudem o Brasil a enfrentar a crise climática. “O Brasil vai sediar neste ano a conferência do clima, que é o maior evento no âmbito da ONU, e é importante que o parlamento também dê uma resposta e contribua com esse esforço mundial de enfrentamento à crise climática”.
A Frente Parlamentar Ambientalista se reuniu no último dia 18 para discutir as prioridades para 2025. O Brasil vai sediar a COP 30 de 10 a 21 de novembro em Belém, no Pará.
Energia renovável
O deputado Fernando Mineiro (PT-RN) faz parte do grupo de trabalho de energias renováveis da frente e é autor do Projeto de Lei 4386/24, que cria salvaguardas ambientais em locais de instalação de equipamentos, como usinas de energia eólica e solar.
“Ao contrário do que se pensava, que as energias renováveis não trariam impactos ambientais, hoje está mais do que comprovado por estudos, por dados, que têm impactos, sim. Então, o projeto visa enfrentar essa questão das salvaguardas ambientais, principalmente no tocante às questões da propriedade.”
Fernando Mineiro explica que os contratos feitos com posseiros e agricultores são de décadas e não levam em consideração a justiça social.
Animais silvestres
O coordenador do grupo de trabalho do bem-estar dos animais, deputado Delegado Matheus Laiola (União-PR), destacou a necessidade de aprovar o Projeto de Lei 2875/22, em análise no Senado, que aumenta sanções a maus tratos a animais silvestres. Segundo ele, legislação atual é rigorosa em relação a maus-tratos de animais domésticos, mas não com animais silvestres.
“A polícia captura, encaminha para a delegacia, e a pessoa é liberada sem ficar um minuto presa, sem pagar R$ 1 de fiança, ao assinar um compromisso de comparecer a uma audiência de transação penal”, lamentou.
Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Projeto libera fundos de pensão de limite de juros em empréstimos
O Projeto de Lei 237/26 afasta o limite de juros para empréstimos dos fundos de pensão aos seus participantes. O texto em análise na Câmara dos Deputados impede a aplicação da Lei da Usura, que prevê taxa máxima de 12% ao ano.
Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), autor da proposta, a ideia é proteger as futuras aposentadorias. Ele afirma ainda que entidades fechadas de previdência complementar não buscam lucro, mas precisam rentabilizar os seus recursos.
Tadeu Veneri ressalta que, atualmente, a Justiça tem limitado os juros cobrados pelos fundos de pensão a 12% ao ano. Para ele, isso ameaça o equilíbrio dos planos de benefícios e pode resultar em contribuições extras dos participantes.
Alteração em lei
A proposta altera a Lei 14.905/24, que trata da aplicação de juros e correção monetária nos contratos, para incluir os fundos de pensão na lista de exceções à Lei da Usura. Hoje, bancos e outras instituições financeiras integram a relação.
“A submissão às restrições da Lei da Usura desvirtua a função institucional dessas entidades, inviabiliza a rentabilização dos ativos e reduz a capacidade de cumprir as metas atuariais”, diz Tadeu Veneri.
Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados


