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Girão cobra CPI do Master e questiona mudança de posição de governistas

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (5), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar irregularidades envolvendo o Banco Master. O parlamentar também questionou a mudança de posição de parlamentares governistas, que, segundo ele, passaram a defender a investigação depois de resistirem à proposta.

Existem duas avaliações possíveis dessa mudança da água para o vinho. A positiva é a perspectiva de finalmente cederem à pressão da sociedade e mudarem de postura, na linha do “antes tarde do que nunca”. A negativa é, talvez, a mais provável, porque ocorre num momento conjuntural de profunda crise política do governo Lula — afirmou.

O senador relacionou a nova postura a um contexto político recente, marcado, na semana passada, pela rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pela derrubada de veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. Segundo ele, esses episódios ocorreram em meio a denúncias que envolvem autoridades dos três poderes e personalidades ligadas ao sistema financeiro.

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Girão defendeu que a investigação parlamentar seja conduzida de forma independente e abrangente, com apuração de eventuais vínculos envolvendo agentes públicos. Disse que há três caminhos para abrir a comissão de inquérito: por meio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre; ou por determinação de um de dois ministros do STF, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, encarregados de analisar pedidos de abertura.

Nós temos esses três caminhos: Davi Alcolumbre, de ofício, e dois ministros do Supremo — indicados, inclusive, olha só que interessante, pelo governo Bolsonaro —,  para que essa verdade venha à tona, e o brasileiro tenha o direito de saber toda a verdade dessa questão, dessa roubalheira, da maior fraude do sistema financeiro do Brasil — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova proposta para regularização de terras ocupadas antes da criação de áreas protegidas

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área.

De autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), o texto altera a Lei 13.465/17, que trata de regularização fundiária. Para ter o direito garantido, as atividades desenvolvidas pelos moradores deverão ser compatíveis com as regras de conservação da unidade. O projeto deixa claro que a medida não se aplicará a unidades de proteção integral, onde a moradia humana é restrita.

O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), recomendou a aprovação da medida. “A proposição atende à necessidade de preservação ambiental e ao direito constitucional à propriedade e à moradia, promovendo justiça social e segurança jurídica para milhares de famílias brasileiras”, disse.

Critérios
A regularização dependerá de alguns requisitos:

  • comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA;
  • exercício de posse direta e sem oposição, com destinação residencial, comercial ou produtiva compatível com a legislação ambiental; e
  • inexistência de sentença judicial definitiva determinando a desocupação da área.
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APA da Baleia Franca
O projeto também determina a revisão do plano de manejo da APA da Baleia Franca, em Santa Catarina, criada para proteger a baleia-franca-austral.

Com a revisão, Julia Zanatta pretende estabelecer medidas de compensação ambiental para garantir a sustentabilidade da APA e ainda promover a integração das comunidades locais em sua gestão. O texto também prevê o redesenho do polígono da área.

Próximos passos
Antes da Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora seguirá para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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