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Girão critica decisão do TST que condenou Ortobom por falta de mulheres na chefia

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Em pronunciamento por videoconferência nesta terça-feira (30), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que condenou a fabricante de colchões Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais, em razão da ausência de mulheres em cargos de liderança na unidade da empresa em Arapongas (PR). Segundo o senador, a decisão pode representar a adoção de critérios de gênero em detrimento da análise baseada em mérito e qualificação profissional. 

Isso me parece uma militância extrema, até porque quem fez esse julgamento não tinha uma mulher — disse o senador, ao ser referir à terceira turma do TST, responsável pela condenação e composta apenas por magistrados homens. 

Girão afirmou que o entendimento adotado pelo TST pode gerar repercussões para outras empresas do país e questionou a utilização de julgamentos sob perspectiva de gênero. Ele defendeu que decisões judiciais sejam baseadas na imparcialidade, na legislação e nos princípios que regem a atuação da Justiça. 

Essa condenação não se limita ao aspecto financeiro da indenização, mas estabelece o risco de uma perigosa jurisprudência, ao afirmar que a homogeneidade de gênero em cargos de liderança, quando desproporcional à base de funcionários e à população local, passa a ser configurada como discriminação e atinge todas as empresas do território nacional, do Brasil — afirmou. 

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Bets

O senador também defendeu a adoção de medidas para enfrentar os impactos sociais relacionados às apostas esportivas. Segundo ele, o tema deve ser tratado como uma questão que supera divergências políticas por conta dos impactos para a sociedade, como endividamento e problemas de saúde mental. Girão afirmou que apoiaria uma eventual iniciativa do governo para restringir a prática e citou manifestações de atletas contrários à divulgação de apostas. 

— Esse é um assunto que transcende eventuais divergências do campo da direita, da esquerda, contra o governo e a favor do governo, é humanidade. Segundo os estudiosos de todos os campos — do campo econômico, do campo do endividamento em massa, do campo da saúde mental —, o número de suicídios que tem acontecido, de perda de casamentos, é algo assustador. Se o governo Lula fizer a proibição, encaminhar um projeto para proibir, eu sou o primeiro a votar e parabenizar o presidente por essa medida — declarou. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).

Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.

Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).

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Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.

A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.

O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.

Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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