POLITÍCA NACIONAL
Magno Malta diz que houve omissão do governo no caso de Juliana Marins
POLITÍCA NACIONAL
O senador Magno Malta (PL-ES), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (24), criticou a atuação do governo federal diante do caso da brasileira Juliana Marins, encontrada morta quatro dias depois de cair de uma trilha na encosta do Monte Rinjani, na Indonésia, no último sábado (21).
Para o senador, houve omissão das autoridades brasileiras quanto ao resgate da turista. Segundo ele, o Itamaraty não agiu com a mesma eficiência demonstrada em outros casos. O senador comparou a situação ao apoio prestado pelo governo brasileiro à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, que está asilada no Brasil desde abril.
— Dois pesos, duas medidas. O Brasil abandona os seus e abraça criminosos. A ex-primeira-dama do Peru, condenada na [Operação] Lava Jato, foram buscar com o avião da FAB porque ela é um arquivo vivo. Justifiquem para mim por que o Itamaraty não se movimentou para socorrer essa jovem que comoveu o Brasil, por quem o mundo inteiro apelou — questionou ele.
O senador também condenou a postura diplomática do Brasil em relação ao Irã, que está em conflito com Israel. Segundo ele, o governo mantém proximidade com um regime que desrespeita os direitos humanos, oprime mulheres e homossexuais.
— O Irã é uma ditadura sanguinária, que não respeita mulheres, que mata homossexuais. E o grupo LGBTQIA+ do Brasil faz passeata louvando o Irã, contra Israel. Vá viver, então, no Irã, que eu quero ver o que vai lhe acontecer — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Fim da 6×1: Senado pode concluir 1º turno da votação em mais duas sessões
A votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que põe fim à jornada de trabalho 6×1 pode ser concluída na quarta-feira (15). A PEC 221/2019 está em discussão no Plenário do Senado, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria.
A PEC, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários, foi debatida pelos senadores nesta semana por três sessões seguidas. Restam agora mais duas sessões de discussão para que a proposta seja votada em primeiro turno, o que pode acontecer já na quarta-feira, quando se dará a quinta e última sessão de discussão em primeiro turno. No dia anterior, terça-feira (13), deve ocorrer a quarta sessão de discussão.
Depois do primeiro turno, de acordo com o regimento do Senado, a proposta ainda terá que ser debatida em outras três sessões de discussão, para ser votada em segundo turno. Seguindo o rito tradicional, a votação da PEC do fim da 6×1 ainda poderia ser concluída em outubro.
A proposta já recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Senadores ainda podem apresentar outras emendas em Plenário, entretanto.
Calendário especial
Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a votação poderia ocorrer antes disso, caso senadores apresentem requerimento de calendário especial para a PEC.
De acordo com Davi, não há requerimento com essa finalidade apresentado à Mesa. Ele garantiu que, caso seja apresentado, o requerimento será incluído na pauta para deliberação, como ocorre com proposições semelhantes.
— Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer — disse Davi à imprensa.
Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão para votação em segundo turno, tudo no Plenário.
A primeira sessão de discussão da proposta foi na terça-feira (6) e a segunda, na quarta-feira (7). A terceira sessão de discussão da PEC aconteceu na quinta-feira (8).
Durante a semana, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que está coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial, para acelerar a tramitação da proposta. Com isso, haveria a possibilidade de a PEC do fim da 6×1 ter sua votação concluída na penúltima semana de outubro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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